Coluna: RIFF – Terra Brasilis [Taurus-Signo de Taurus]

27/07/2010 por Bruno Bruce

A sub-coluna Terra Brasilis trata de Heavy Metal cantado na língua pátria! Já foi execrado, hoje é clássico, tendo seus precursores entrado num hours concours dos desbravadores movidos pelo mix paixão & ingenuidade, tão característico da década de 1980.

Quem viveu o começo do movimento metálico no Brasil, com o concomitante surgimento das primeiras bandas do gênero, vai lembrar que Heavy Metal em português gerou amor & ódio na mesma medida. Observei rockers(*) respeitáveis torcerem o nariz para a primeira geração metálica nacional, execrando-os por serem amadores, desprovidos de talento. Concordo com a primeira afirmação, embora nenhuma cena musical aflore definida e pronta. Habilidade, inspiração estiveram presente em diversos grupos pioneiros da cena brasileira.

[* Os roqueiros eram nossos parâmetros primordiais de cultura musical e nos fiávamos muitas vezes em seus gostos pessoais. Com o natural amadurecimento da cena headbanger houve um rompimento de gerações.]

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Jean/TAURUS(Arquivo Pessoal Bruno Bruce)

Prefiro mesclar minhas recordações com a resenha do disco Signo de Taurus do que, aborrecidamente, escrever mais uma crítica de CD.

Eu era um jovem vagabundo & bêbado de 18 anos quando assisti um dos maiores nomes do Metal nacional, em Recife/PE, no teatro Apollo em 1987. Fui como roadie da banda local Sodoma. Ser roadie naqueles tempos era eufemismo para fã-com-acesso-ao-palco que na prática pouco fazia. Viajamos a banda, este escriba, Eri Holt (futuro baixista do Crosskill) e Christian Udo Hanneman com tudo pago pelo jornal Diário de Natal e hospedagem num hotel histórico (Hotel Nacional), incluso aí traslado na Kombi novinha dos Diários Associados de Pernambuco! Por 2 dias vivi um pequenino sonho metálico, claro que – meu carma – com traumas & decepções mas é assunto para outra postagem nesta coluna. Lá nos juntamos ao rocker hero natalense Rodrigo Hammer, PJ Blackmore e o headbanger potiguar número 1, Dedê Thrash.

Ver o teatro Apollo na chegada, ainda pela tarde, foi um choque. Parecia velho, sujo e ficava num bairro semelhante a Ribeira natalense. Não sabia diferir patrimônio cultural de decadência. Encontrei diversos headbangers nordestinos com os quais me correspondia há tempos, lembrando hoje pouco do show em si pois a excitação era tamanha que não sabia se conversava com todos ao meu redor ou assistia a apresentação (o Brasil fervilhava com tape traders e fanzines de Heavy Metal. Cada show de um expoente da cena era a oportunidade para calorosos encontros).

A certeza é uma só: o Taurus despejou no palco sua sonoridade calcada no Metallica (Kill ‘Em All) e no Dark Angel, com algumas linhas de baixo copiadas do Agent Steel, antiga banda de Speed Metal. Pouco importava. Desfiaram quase que na íntegra o LP Signo de Taurus, todo cantado em português, com suas letras de pura inocência anti-belicista. As faixas Mundo em Alerta e Massacre ainda são cantadas de modo reverente 23 anos após por vários grupos brasileiros. Este disco traz uma banda brasileira inserida na, então, moderna onda do Thrash Metal norte-americano. Até relevei quando os vi desdenhar, entre discretas cutucadas e risadinhas mútuas, as canções do open act Sodoma. Presenciava o auge do Taurus!

Tristeza: a foto registrando todos nós – bandas, amigos, alguns fãs nos camarins do teatro – foi perdida!

Curiosidade: uma briga na frente do teatro Apollo culminou com o baleamento & morte de uma pessoa que em nada tinha a ver com o evento. No outro dia um dos jornais de pernambuco estampava: “Morte em Show de Heavy!”. A grande mídia sempre metendo os pés pelas mãos.

Taurus:

Claudio Bezz (guitarra)

Jean (baixo)

Otávio Augusto (vocais)

Sérgio Bezz (bateria)

Signo de Taurus

01 – Signo de Taurus Intro

02 – Mundo em Alerta

03 – Massacre

04 – Império Humano

05 – Batalha Final

06 – Damien

07 – Rebelião dos Mortos

08 – Falsos Comandos

Coluna RIFF – Twitter

*Bruno Bruce renegou o batismo cristão dos seus pais nos primeiros minutos da música Deathrider (Anthrax) gravada numa fita-cassete por um roqueiro natalense. Como headbanger viu modas musicais surgirem & morrerem como moscas num verão.

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Coluna: RIFF – Viva La Revolución!

5/07/2010 por Bruno Bruce

Em um show na Zona Norte de Natal, enquanto sofria atrapalhado para bater um foto com meu celular, escutei alguém falando a meu respeito: “É aquele cara que odeia tecnologia!”. Estes dias um amigo muito próximo disparou: “Perdi o respeito por você” em tom de brincadeira, quando soube que eu era feliz proprietário de um iPod Classic. Estas equivocadas impressões são fruto de textos onde desprezo o MP3 e as facilidades digitais. A vida baseada somente em arquivos digitais de música é vazia de outras sensações que considero importantes como o sentido de posse, de tato & olfato proporcionado por uma coleção física. Nada mais bacana que uma prateleira cheia de vinis, CDs, DVDs, livros. O digital deveria complementar, facilitando, dentre outras coisas, o transporte das matrizes.

Duas mídias opostas foram responsáveis por alegrias semelhantes. A aquisição de um iPod de 160GB e o recebimento via Correios de vinis do Amon Amarth em um período de dez dias marcaram meu mês. Cada um requer uma atenção diferente. Tive que baixar a biblioteca iTunes numa morosa conexão 3G Claro, que de banda larga só leva mesmo o nome. Para usufruir na totalidade seu iPod há de ser fazer isso. Depois compreendi que mesmo com cartão de crédito internacional não posso comprar arquivos da loja norte-americana (única que realmente vale a pena pois a nacional é um lixo). Em contrapartida, baixar as capinhas dos discos e observa-las passar no modo cover flow, enquanto se busca uma música, é um deleite! Precisa haver uma curva de aprendizado neste novo gadget, sem a qual você não irá retirar todos os recursos. Vale a pena arrumar sua biblioteca por estilos mas as pré-definições já ajudam sobremaneira. Chato é não poder ter sua biblioteca iTunes em mais de uma máquina/PC ao mesmo tempo. As estratosféricas velocidades – da realmente banda larga estadunidense, na casa dos 100Mb/s, fazem o casamento perfeito de tecnologias, algo ainda muito longe da nossa tropical realidade.

Abri a caixa do Sedex mais demorado da história das remessas nacionais (11 dias) com os vinis Twilight Of The Thunder God e Once Sent From The Golden Hall, ambos do Amon Amarth. O primeiro em picture disc, numerado a mão, com excelente acabamento, relançamento da mítica gravadora Metal Blade. OSGH duplo, gatefold e vinil transparente. Já nasceram beirando a raridade, como todo bom acetato deve ser. Rodar um vinil dispensa grandes aprendizados mas precisa haver cuidado & disposição para retira-lo/guarda-lo das capas, limpando-os adequadamente também. Descobri que com minha aparelhagem posso transferir os vinis diretamente para o iPod! Algo deveras subversivo na minha opinião. Sendo assim, então…’Viva la Revolución’!

Faço parte de mailing lists de alguns websites voltados para novidades em toca-vinis (que belo paradoxo!). Este link em arquivo PDF contém 91 páginas escritas por reais experts. Recomendo fortemente que gaste seu inglês com a leitura e prepare-se para conceitos radicais de como deve ser um turntable!

Não sou aquele crítico caquético, fedendo a naftalina, num muquifo escuro cheirando a discos velhos (embora essa visão soe romântica para alguns). Continuo alertando que nada substituirá uma coleção comprada disco a disco, tratando-se de outro grande prazer a busca em lojas – virtuais ou não – por edições.

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*Bruno Bruce renegou o batismo cristão dos seus pais nos primeiros minutos da música Deathrider (Anthrax) gravada numa fita-cassete por um roqueiro natalense. Como headbanger viu modas musicais surgirem & morrerem como moscas num verão.

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Coluna: RIFF – Desconfie do Rock [Metal, Punk...]

19/06/2010 por Bruno Bruce

Luiz Gonzaga

Minhas Lembranças [São João no Interior]

Quando criança passava minhas férias escolares do meio do ano na cidade de Assú (semi-árido Potiguar), na casa dos meus avós paternos. Para chegar no agreste, mágico mundo que me aguardava, viajava de carro com meus pais, observando silenciosamente a paisagem que mudava drasticamente a medida que me afastava do litoral. Era comum adormecer escutando meu pai conversar enquanto dirigia. Chegava na cidade do Assú no maior momento do nordeste: São João & seus festejos! Era com céu estrelado à noite, depois de uma manhã de banho de açude e frutas colhidas com a mão, que todos sentavam nas calçadas, com fogueira, vizinhos, clima ameno & forró, música então ignorada por mim, mera criança, mas devidamente impregnada no meu DNA.

Francisco Lázaro, meu avô, dono da tradicional bodega-de-esquina-do-interior, vendendo de chumbo para espingarda de soca a fumo de rolo, enchia-me de confeitos, estrategicamente guardados em seus bolsos pois sabia da minha chegada iminente. Corria veloz de sua casa para a bodega, ofegante, esperando seu abraço e meu quinhão de açúcar. Nordestino de magra musculatura, alto, de camisa de linho branca, sandália de couro trançada e calça de algodão. Homem alegre, de poucas palavras aos estranhos, de hábitos.

Francisco Lázaro

Francisco Lázaro

Estas antigas lembranças me garantem hoje sanidade, equilíbrio & desconfiança. A vida simples, o olho no olho das conversas dos homens de bem, os contratos sacramentados pelo ‘fio do bigode’, a riquíssima culinária sem aditivos químicos (baseada em milho/tubérculos) e uma sociedade sem vícios marcaram de maneira indelével minha vida, tão forte que tento passar aos meus filhos pelo menos uma parcela das dádivas que recebi dos meus avós. Ensinar desconfiança é uma obrigação dos pais. Mostro ao meu filho adolescente este mundo de “ídolos” drogados de róqui, confusos e de têmpera frágil. Não são modelos para algo nem para alguém! Ensino que vitória é a do homem comum, por vezes dotado de talento genial como Luiz Gonzaga, muito mais ídolo, muito mais Homem nas suas qualidades & defeitos que essa geração que trinca feito porcelana, imersa em cyber dúvidas sexuais, sociais, comportamentais. Esse sanfoneiro pernambucano e sua poesia foram parte da minha infância, representa o imortal espírito nordestino e as maiores qualidades da minha região: coragem, trabalho e vitória sobre as vicissitudes da vida e do tempo.

E VIVA SÃO JOÃO! Salve Mestre Luiz Gonzaga!

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*Bruno Bruce Descendente orgulhoso de pernambucanos & norte-riograndenses. Potiguara de nascimento. Nordestino, um forte!

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Coluna: RIFF – Karisma [Sweet Revenge]

28/05/2010 por Bruno Bruce

Sentei com o intuito de escrever sobre a obscura banda paulista Karisma mas me deparei com um texto tão bacana (sucinto, informativo) que prefiro somente acrescentar minha experiência pessoal.

O disco Sweet Revenge, mal gravado, embalado num papel de baixa qualidade, com uma capa horrenda, já era raro quando comecei no Heavy Metal. Hoje em dia já vi cotações na casa das centenas de dólares no eBay para o formato vinil!

Musicalmente mediano & simplório, o Karisma era partidário de guitarras sujas, escalas simples e foi uma das poucas bandas que jamais retornou minhas – inúmeras – missivas, primeiramente como fã, depois como ‘editor’ de fanzine impresso. Rock ‘N Roll metalizado pela pegada, desconhecido do grande público: perfeito para mim! Guardei-o por 27 longos anos (minha cópia foi adquirida diretamente do extinto fã-clube do grupo, Karisma Dirt Club).

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Fonte [texto & foto do grupo]: StayRock

A banda Karisma foi a realização dos sonhos roqueiros dos irmãos Helmut e Rudolf Leschonski, a história da banda Karisma, a primeira banda Heavy brasileira a lançar um álbum totalmente cantado na língua inglesa, teve suas origens lá pelo ano de 1974 em Santo André (SP), terra natal de Helmut Fritz bisneto de alemão. Naquela época, os dois irmãos mais os amigos Roberto e Edward desejavam formar uma banda bem na linha da banda britânica Pink Floyd. Em 1976 os dois irmãos conseguiram uma melhora no equipamento, estavam aprendendo a tocar mais tecnicamente e mudaram o nome da banda para Harpia. Começaram compor suas próprias músicas e ensaiá-las nos fins de semana. No começo de 1977, Helmut e Rudolf, juntamente com Osíris – que era super fã do Robert Plant (Led Zeppelin) – mais o baixista João (conseguido através de um anúncio na revista Música), montaram outro grupo e após vários ensaios, ficou decidido que o nome da banda seria Luz del Fuego. Depois de várias decepções, o grupo começou desentender-se. A última apresentação com o nome Luz del Fuego aconteceu no Fofinho tocando com a banda Extremos. Foi só lá pelo fim de 1979 que os irmãos Leschonski começaram uma nova banda. O nome, escolhido de uma grande lista de sugestões, foi Karisma. Em 1983, depois de algumas tentativas de formações da banda já com um repertório totalmente novo, composto exclusivamente de músicas cantadas em Inglês no estilo Heavy Metal, a banda Karisma partiu para o estúdio para as gravações do que mais tarde seria o LP Sweet Revenge. A gravação foi feita no Estúdio São Quixote em Santo André de propriedade de Cláudio Lucci, músico de MPB. O LP foi gravado praticamente ao vivo e em apenas 12 horas. Fica aqui registrado para sempre o respeito por estes dois irmãos que fizeram parte da história do Rock de São Paulo e ainda fazem.
Resumo Fonte : http://www.celsobarbieri.co.uk/ – Memórias do Rock Brasileiro
Track list :
01. We Are Here to Fuck Your Ears / 02. We’ve Got Rock / 03. Far Away From Home / 04. In My Bed / 05. Orient Fucker / 06. Honey You Got Money / 07. Too Much Drugs / 08. Stairway to Heavy
Colaboração : Cezar Heavy Tublues http://www.badongo.com/file/11504517

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Irmãos Leschonski e Dee Snider/Twisted Sister

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*Bruno Bruce renegou o batismo cristão dos seus pais nos primeiros minutos da música Deathrider (Anthrax) gravada numa fita-cassete por um roqueiro natalense. Como headbanger viu modas musicais surgirem & morrerem como moscas num verão.

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Coluna: RIFF – Only Death Is Real

6/05/2010 por Bruno Bruce

Only Death Is Real

(A História do Hellhammer/Celtic Frost: 1981 – 1985)

Autor: Thomas Gabriel Fischer & Martin Ain (colaborador)

Editora: Bazillion Points (2009/Importado) ISBN 978 0 9796163 9 6

Lembro da minha infância e de minha mãe guardando um exemplar gigantesco da Bíblia em seu quarto. Era um livro belíssimo, grosso como um tijolo, que me causava enorme temor e só era autorizado a pega-lo com as mãos limpas, de modo cuidadoso. Estes tempos – de reverência aos ditames católicos – passaram e todas estas memórias de respeito por uma publicação estão agora voltadas para o estupendo Only Death Is Real. Jamais permaneceria apegado somente a itens mundanos mas parece que a história relatada neste, plausível e, de certo modo, parte da minha, são momentos mais caros para mim.

Algumas figuras do Heavy Metal são peças-chaves para a construção do estilo sendo sua história um relato vivo de revolução. Seja dos costumes, seja das sonoridades. Você não encontrará maior bravo dessa insurgência que Thomas Gabriel Fischer. Garoto suíço, de aparência física que de tão frágil parecia que trincaria a qualquer instante, transformado num monstro invulnerável do sub-gênero mais polêmico do Metal, sua versão blasfema-iconoclasta: Black Metal.

O Black Metal foi a trilha sonora que fez um amigo rasgar a Bíblia em seu quarto, na minha frente. Christian Udo Hanneman (atual advogado, espírita, pai exemplar & para sempre meu grande amigo) rasgava suas páginas como quem trata papel higiênico num banheiro sujo: sem respeito, com nojo. Estas cenas mudaram minha vida, alteraram mundialmente a existência de inúmeros adolescentes quando repetidas por teenagers em diversas partes do globo. Se posso difamar um livro sagrado, posso também mudar acordes, aumentar a velocidade das músicas, criar riffs absurdos, amaldiçoar a Igreja, renegar meu batismo cristão (cada banger de respeito tinha uma alcunha, servindo de novo batismo pagão, marcando assim seu nascimento na cena. Isto caiu em desuso, infelizmente). Este é o Black Metal Spirit, contestador, maldito, bruto.

Todos os headbangers da década de 1980 sofreram influência de algum black metaller e o maior fomentador foi Tom Warrior, batismo pagão de um dos pioneiros guerreiros da causa.

O volumoso Only Death Is Real, de quase 300 páginas, traz a construção passo a passo de um mito. Desde o começo com as bandas Tarot e Grave Hill, passando pelo Hellhammer até chegar ao Celtic Frost, a quintessência musical extrema. Tudo na década de 80 foi intenso, rápido. De 1981 a 1985 proliferaram um material consistente como concreto, que serve de base até hoje. Neste livro o leitor encontrará fotos nunca antes reveladas, relatos dos conterrâneos de cena, capas de demo-tapes, a evolução das logomarcas da banda, imagens/histórias da vida pessoal (pais ausentes, relapsos) e até cópia do primeiro contrato assinado pelo grupo. Relatos pessoais enriquecem o livro. Bastante passional, Fischer discorre sobre uma cena única, de certo modo ingênua e sua busca pelo vigor & franqueza característica do state of art.

Um prefácio emocionado de Nocturno Culto (Darkthrone) alerta: emoção garantida a cada capítulo!

*Bruno Bruce renegou o batismo cristão dos seus pais nos primeiros minutos da música Deathrider (Anthrax) gravada numa fita-cassete por um roqueiro natalense. Como headbanger viu modas musicais surgirem & morrerem como moscas num verão.

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Coluna: RIFF – Megadeth [combo: CD + Show]

22/04/2010 por Bruno Bruce

Disco: EndGame

Lançamento: 2009

Formato: CD (importado)

Megadeth

Dave Mustaine (guitarra/vocal)

Chris Broderick (guitarra)

James Lomenzo (baixo)

Shawn Drover (bateria)

No Thrash Metal havia uma trindade norte-americana composta pelo Slayer, Metallica & Megadeth. Outros titãs do estilo também mudaram a música no planeta, não estou esquecendo-os mas, convenhamos, estes três  citados detêm 90% do tutano de uma vertente do Metal que ajudaram a criar! Nem pensei duas vezes: tenho que comparar as carreiras do Metallica e do Megadeth. Para os novatos, aprendam – o Megadeth é o resultado musical do ódio & da mágoa nunca superada de Mustaine por ter sido expulso dos Four Horsemen. Riffmaker sobrenatural, Mustaine é o epítome do self made american man. O Metallica é uma banda liderada a pulso de ferro pelo cocainômano-megalomaníaco Ulrich. Mesmo o alcoólatra Hetfield sendo portador de galões de testosterona, sucumbe aos caprichos-baitola do nanico – vide as fotos do álbum Load e as declarações de nojo do próprio J.H. na época. Nunca perdoei o vocalista do Metallica por ter sido dobrado (os Humanos jamais relevam qualquer falha de um antigo herói!). Mas aí é outra história, retratada de modo humilhante no DVD de auto-ajuda Some Kind of Monster. O rancor do líder do Megadeth nos presenteia hoje com a inspiração que está – há tempos – ausente no desafeto Metallica.

EndGame não traz nada demais. Thrash Metal, bem empacotado num bonito CD (o meu, cópia Russa!), contendo 11 faixas que valem seu dinheiro, kampa! Só que é um ‘nada demais’ difícil de ser executado por criaturas menos agraciadas pelo talento nato. Primeiro disco da banda que tive vontade de comprar/escutar desde Youthanasia (1994), começa com uma faixa instrumental, troço característico do Metal anos 80, tendo seus maiores acertos em 44 Minutes, Bodies, Endgame e How The Story Ends. O Megadeth é a banda do heroinômano D. Mustaine & suas conseqüências. Uma das piores: declarar-se religioso – ou qualquer merda que o valha, como tábua de salvação/crescimento. A religião é pior que os derivados da papoula porque é uma droga, na essência da palavra, apoiada pela Lei e esteio filosófico para as maiores atrocidades humanas. Bem, prefiro ser atroz do que gay como Lars Ulrich.

EndGame vale a plata que gastei, superando tudo que o Metallica fez nos últimos 15 anos, pelo menos!

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EndGame Tour [Turnê mundial da banda Megadeth]

Clube Português – Recife/PE

20 de abril de 2010

*Fotos por Bruno Bruce & Julio Skull

Como uma cidade invariavelmente fedorenta & quente me traz tão boas lembranças? Minha maior: show do carioca Taurus, no Teatro Apolo, em 1986. Fico arrepiado até hoje. Nesta cidade fui apresentado  a Guga, headbanger, editor do mais furioso e anti-clerical fanzine que conheci – o Acclamatur. Guardei uma cópia deste por mais de quinze anos (perdida em alguma mudança de residência). Good times!


Chegamos perto das 20h00 com a previsão de abertura dos portões para uma hora após. Como fui numa excursão de outro estado me preocupo com a localização do clube. Ambiente seguro, bastante movimentado, lotado com ambulantes a vender uma variedade imensa de comidas e bebidas (latão de cerveja por R$2,00: aprovado!). Após uns minutos de atraso, começa a desastrosa entrada no Clube Português, marcada por fura-filas, lentidão e a mais absoluta falta de informações. Temi que lá dentro a coisa piorasse mas lembrei que a produtora Raio Lazer, a mesma que trouxe para pernambuco o Iron Maiden, preza pela qualidade.

Fitinha no pulso, corro pelos corredores já escutando os locais da banda Cruor. A impressão de amplitude & espaços abertos ficaram na minha memória. Passei rápido mas notei a estrutura nos moldes dos antigos clubes da minha infância, mesclando áreas verdes e equipamentos para esportes.

Depois de conferir as camisas oficiais da turnê (nacionais de boa qualidade, por R$50,00 cada), de 6 copos grandes de cerveja e uma fatia deliciosa de pizza a R$5,00, entra no palco Megadeth. Primeira alegria: Dave Ellefson no baixo. Para mim, mito vivo do Thrash Metal, talvez pouco reconhecido, que retorna a banda. Mustaine adentra lento no palco, no timming dos grandes ídolos, confiante, trazendo a impressão de frágil compleição abaixo de um chumaço de cabelo digno da juba do Rei Leão (escutei esta comparação de alguém). Foram 90 minutos onde os headbangers pernambucanos (80% dos presentes) ovacionaram um dos inventores do Thrash tocando os clássicos mais umas 3 faixas do novo CD EndGame. Foi lindo! Vi o show de três locais distintos, esquecendo que estava diante de um dos maiores encrenqueiros da história do Metal. O som parecia ‘embolado’, com parca definição em alguns instantes. Aponto a acústica como um dos pontos francos do Clube Português, mesmo que a mesa de som – bela, gigantesca, iluminada, chamando a atenção até dos leigos – se esforçasse para provar o contrário.

Arriscaria dizer que o público chegava a 3.000 pessoas! Ainda não li estatísticas oficiais deste evento em nenhuma mídia.

Notei poucos intrusos na cena (gays, mulheres equivocadas, curiosos). Segunda alegria!

O acesso à área dos camarotes foi fácil, pontuada pela interpelação de seguranças educados, o que é uma raridade e característica da organização. Os dois bares…aah, que maravilhosa & alcoólica surpresa! Cerveja Heineken grátis, em quantidades diluviais, com rápido acesso…Nem em meus maiores sonhos! A apresentação acabou e os bares continuaram a prover cerveja. Terceira alegria.

A excursão merece algumas palavras. Somos da cidade de Natal, distando 300 Km de Recife, com cerca de 4 horas de viagem. A duplicação em curso da BR 101 quase dobrou este tempo, que poderia ter passado mais levemente se não fossem certos Humanos com pouca paz de espírito, digamos assim. Minha avó dizia: “Quer conhecer alguém? Coma um pacote de sal com ele” e isto refere-se ao fato de que necessitamos de tempo para realmente conhecermos os outros. A minha versão seria algo assim: “Quer conhecer alguém? Viaje comprimido num ônibus, com 50 pessoas sorvendo álcool”. Criaturas desconhecidas revelaram-se gratas surpresas e alguns amigos aumentaram mais ainda a folgada trinca em seu caráter. Mas é natural do Humano. Bad times!


O Sr. Adriano Dio (proprietário da loja Records) responsável por mais esta aventura, finca a bandeira de maior empresário do Heavy Metal local (com 2 ônibus cheios). Muito bem-quisto, doce, sendo referência potiguar. Aprovado com meu selo mais alto: love & respect!

Artigo publicado no maior portal brasileiro de Rock & Heavy Metal (como sempre, editaram algo mais polêmico).

Mais fotos, aqui.

Link esclarecedor para aqueles que acreditam que remuneração qualifica & confere autoridade a articulistas.


*Bruno Bruce renegou o batismo cristão dos seus pais nos primeiros minutos da música Deathrider (Anthrax) gravada numa fita-cassete por um roqueiro natalense. Como headbanger viu modas musicais surgirem & morrerem como moscas num verão.

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Coluna: RIFF – Natal, o Túmulo do Metal!

16/04/2010 por Bruno Bruce

Blaze Bayley (UK)

Thunder Steel

DoSol Rock Bar

Natal/RN Brasil

15 de Abril de 2010

Quem diria que um dia o Iron Maiden perderia Bruce Dickinson e contrataria um total desconhecido para o posto mais cobiçado do mundo metálico? Quem poderia imaginar que, após sua saída do Maiden, Blaze Bayley estaria em Natal, na Rua Chile e no DoSol? Pois é. Aquela máxima de ‘o mundo dá voltas’ fez minha cabeça girar rápido demais na tentativa de absorver este show. Este evento precede sua apresentação no pernambucano Abril Pro Rock  sendo uma das 13 datas no Brasil. Mais uma vez digo: “turnê” brasileira com uma data em São Paulo e outra em Porto Alegre é uma piada de mal gosto que engana muita gente!

De propósito não assisti o natalense Thunder Steel abrindo a noite. Estava na rua contando os gatos pingados que aguardavam Blaze Bayley, entreolhando-se assustados, imaginando o fiasco. Se a cidade de São Paulo já foi chamada de túmulo do samba, Natal será então o túmulo do Heavy Metal. Imperdoável a acanhada quantidade de pagantes (95 defensores da fé). Cadê os ‘headbangers de Orkut’, vorazes comentaristas de resenhas? Idiotas. Essa nova geração de baixadores de música é uma merda, composta de preguiçosos comedores de bolachas recheadas em frente a um computador, destruída pelas facilidades da Era Digital. Tive vergonha de ser headbanger potiguar!

Não conhecia o trabalho solo do Sr. Bayley Alexander Cook! Nunca me interessou. Admito que cometi um grave erro. Desde que pisou no palco nos retribuiu com um Metal revigorante, inspirado. Quanto mais desfiava faixas arrebatadoras maior a minha vergonha, diminuída pelo agito de gente que cantava suas músicas a plenos pulmões, retirando momentos de alegria de uma banda que tocou um set list de quase 2 horas. Você não lerá aqui uma crítica faixa a faixa (eca!). Sim. Tocaram uns 3 clássicos do Iron Maiden e chorei escondido, lá atrás. Quanto a eterna discussão: o som do DoSol é bom ou ruim? Deixo que o balançar de cabeça negativo de Blaze (vi umas 3 vezes) ao olhar para as caixas responda a questão. Nem as falhas em seu microfone o fizeram parar de cantar! Para quem não sabe o que isto, eu digo: profissionalismo. Já vi muita banda local fuleira dando chilique por nada.

Mr. Bayley decadente? Carreiras artísticas passam por altos & baixos. Essa nova geração de bangers é que já nasceu morta, nos desonrando.

Desejo de todo coração que os tradicionalíssimos headbangers pernambucanos apaguem nossa péssima imagem.

Resenha Publicada no Whiplash.net!

*Bruno Bruce renegou o batismo cristão dos seus pais nos primeiros minutos da música Deathrider (Anthrax) gravada numa fita-cassete por um roqueiro natalense. Como headbanger viu modas musicais surgirem & morrerem como moscas num verão.

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Coluna: RIFF – Terra Brasilis [Harppia - A Ferro e Fogo]

29/03/2010 por Bruno Bruce

A sub-coluna Terra Brasilis trata de Heavy Metal cantado na língua pátria! Já foi execrado, hoje é clássico, tendo seus precursores entrado num hours concours dos desbravadores movidos pelo mix paixão & ingenuidade, tão característico da década de 1980.

Quem viveu o começo do movimento metálico no Brasil, com o concomitante surgimento das primeiras bandas do gênero, vai lembrar que Heavy Metal em português gerou amor & ódio na mesma medida. Observei rockers(*) respeitáveis torcerem o nariz para a primeira geração metálica nacional, execrando-os por serem amadores, desprovidos de talento. Concordo com a primeira afirmação, embora nenhuma cena musical aflore definida e pronta. Habilidade, inspiração estiveram presente em diversos grupos pioneiros da cena brasileira.

[* Os roqueiros eram nossos parâmetros primordiais de cultura musical e nos fiávamos muitas vezes em seus gostos pessoais. Com o natural amadurecimento da cena headbanger houve um rompimento de gerações.]

Harppia

Harppia

Este EP de 6 faixas, gravado em 1985, logra êxito em vários aspectos. Bem gravado para a época, entrega um Metal simples, cantável, marcando o aparecimento do very first guitar hero brasileiro com solos & riffs de um lirismo unique, sofisticado para seu tempo. Hélcio Aguirra era a alma do grupo, mesmo que Jack Santiago conseguisse grande atenção pela vocalização marcante.

Era bacana em 1985 pôr na sala Metal em português e ver parentes pasmos com algo surreal. As letras mais maduras do Harppia – com andamento lento, classudo – conferiam credibilidade ao trabalho, tendo a faixa Salém (A Cidade das Bruxas) entrado imediatamente para o imaginário metálico verde-amarelo.

Curiosidades: Hélcio Aguirra, juntamente com outros, fundou posteriormente o Golpe de Estado, baluarte Hard Rock nacional.

A banda alegava fazer Rock. Nunca concordei. Talvez um proto-Metal, embrionário.

O vinil rodava em 45 RPM.

Jamais tive vontade de comprar nada além do A Ferro e Fogo pois nunca mais lançaram algo à altura.

Harppia
Jack Santiago (vocais)

Hélcio Aguirra (guitarra)

Marcos Patriota (guitarra)

Ricardo Ravache (baixo)

Tibério Correa (bateria)

*Bruno Bruce renegou o batismo cristão dos seus pais nos primeiros minutos da música Deathrider (Anthrax) gravada numa fita-cassete por um roqueiro natalense. Como headbanger viu modas musicais surgirem & morrerem como moscas num verão.

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Coluna: RIFF – Deadly Fate [A Prata da Casa]

7/03/2010 por Bruno Bruce

Lançamento do CD Secret Land

Galpão 29 – 06 de março de 2010 – Natal/RN

Sunset Boulevard

Thunder Steel

Deadly Fate

Metallica Cover

O começo da noite foi marcado pelo pior show que tive o desprazer de assistir em Natal. Um caldeirão de péssimos clichês & equívocos. Esta foi a terceira vez que vi o Sunset Boulevard e, garotos, vocês parecem que só pioraram com o tempo! Tive dificuldade de distinguir o que era autoral ou não e acabei desistindo de tentar. Tudo muito mal executado apesar de poder observar que havia certo talento individual (do guitarrista) sofrendo para sair da lama sonora capitaneada por um vocalista completamente aloprado e sem-noção. Com sua voz gasguita conclamava os presentes para o headbanging ao som de Europe (Final Countdown) e Guns & Roses (Welcome To The Jungle)! Não há nada mais anti-headbanging que isto. Patético e, para o bem da humanidade, desistam!

Sunset Boulevard

Sunset Boulevard

Apesar de – neste momento – o som não contribuir, o Thunder Steel fez seu set básico competente de sempre: Heavy Metal para headbangers. Esse filhote do Manowar agita a platéia em qualquer palco baseado no gogó & na força magnética de seu vocalista Berg.

Thunder Steel

Thunder Steel

Assisti um show corretíssimo & energético do Deadly Fate! Boa produção com a iluminação conferindo ar de big band ao grupo e uma sonorização que foi melhorando no decorrer da apresentação. Músicas do CD Shine Again foram sobrepujadas pela força dos trabalhos presentes em Secret Land, pecando somente nas passagens lentas a cargo de uma balada (argh!) e das incursões de uma “soprano” no meio de tudo isto. Se ela é soprano eu sou tenor! Dispensável & quebra-clima. Mais uma vez o Deadly Fate mostra que, assim como a outra prata da casa Expose Your Hate, é capaz de por si só encher qualquer casa de show destas paragens.

Deadly Fate

Deadly Fate

Não assisti o Metallica Cover. Se aproximava das 03h00 da manhã e eu precisava ir para casa tomar meus remédios.

Creio que saldo positivo para a organização por conta de umas 400 cabeças presentes.

Mais fotos das apresentações aqui.

*Bruno Bruce renegou o batismo cristão dos seus pais nos primeiros minutos da música Deathrider (Anthrax) gravada numa fita-cassete por um roqueiro natalense. Como headbanger viu modas musicais surgirem & morrerem como moscas num verão.

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Coluna: RIFF – Cachorro-Quente & Cerveja

17/02/2010 por Bruno Bruce

Chamada Carnavalesca do Rock

Centro (Natal/RN)

16 de Fevereiro de 2010

Cheguei agora da 4ª Chamada Carnavalesca do Rock. Evento gratuito, na rua. Bebi o usual. Nem tanto nem tão pouco porque amanhã (quarta-feira de Cinzas) eu trabalho.

Nunca entendi porque alguns conhecidos falam mal de Anderson Foca(*) na minha frente (criatura responsável por mais este evento). Organizei 2 shows do Heavyllon na sua casa (DoSol Rock Bar) e tudo que foi prometido ele cumpriu. Trata-se do maior empresário do Rock ‘N Roll em Natal, na melhor acepção da palavra ‘empresário’. Sempre deixei isto claro.

Comando Etílico

Estava às 18H30 no Centro Histórico da cidade de Natal, crente que (em virtude da hora) não assistiria bostas como a banda Seu Zé, que executa um ‘telengotengo’ sonoro assexuado & sem peso. Errei feio! Depois de ver homo-afetivos (novo termo para a viadagem) se beijando na platéia um amigo falou: “Já paga a gasolina que gastei” tamanha a concentração de malucos-beleza, desocupados e, em boa quantidade, amantes de Rock, é verdade! Eventos ao ar livre são invariavelmente logrados de êxito (cachorro-quente de rua e cerveja gelada são imbatíveis). Ponto para a organização. Observar Polícia Militar sempre por perto me traz paz & certeza que meus impostos são revertidos a meu favor. Carros da Patrulha fechavam as ruas, ainda bem!

Headbangers [É difícil para um outro estilo sonoro competir com eles!]

Depois de uma demora considerável o motivo da minha presença entra no palco: Comando Etílico. Heavy Metal em caps lock, sem inovações, cagando para as modas atuais. Headbangers agitando, pulando do palco, em cima das caixas de som, numa roda de pogo pacífica & brutal fazem a minha vida valer a pena. Achei o show curto, sem alguns clássicos do grupo. Nem sei o que tocou depois mas seria difícil de superar a vibe metálica que o Comando Etílico proporcionou. Não fiquei para ver.

Encontrei o marco zero do headbanger local. Dedê Thrash estava lá. Love & Respect, Dedê.

Dedê Thrash

(*)

Proprietário do DoSol Rock Bar

Integrante de algumas bandas locais de Rock

Manda-Chuva do selo DoSol Discos

Agitador Cultural (seja o que diabos isto for)

*Bruno Bruce renegou o batismo cristão dos seus pais nos primeiros minutos da música Deathrider (Anthrax) gravada numa fita-cassete por um roqueiro natalense. Como headbanger viu modas musicais surgirem e morrerem como moscas num verão.

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