Cobertura: Discarga (SP) toca no Bad Influence Fest e lota Dosol

10/05/2010 por RockPotiguar

Por Rodolpho Pêagá

Fotos: Jomar Dantas

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Discarga

Noite mais do que esperada por muitas pessoas. Todos na expectativa para assistir, depois de 6 anos, a banda paulistana de hardcore, Discarga. Um evento realizado com muito esforço pelo Coletivo Chuva Negra, que deu certo e fez muita gente chorar de alegria. Nem mesmo um evento realizado no mesmo horário em um bar do lado, atrapalhou os planos e o publico de aproximadamente 300 pessoas se fizeram presentes para a destruição total naquela noite.

Para falar da primeira banda, pedi a meu amigo Shilton Roque que escrevesse sobre a Desafeto, por eu fazer parte da mesma:

Primeira banda da noitada hardcore, a Desafeto trouxe uma sonoridade por demais coerente com o evento, o som dos caras lembra muito a pegada do Discarga. Som direto, rápido e com letras que colocam em cheque nossas atitudes enquanto seres que vivem em sociedade.  Mesmo enquanto os caras ainda passavam o som, no bar já se fazia presente alguns rapazes a espera do baile, dessa forma, quando a banda começou já tinha um bom quorum sacando o som.  Como a galera ainda estava fria lá embaixo, com o show apenas começando, não se fez presente as rodas, quem imperaram pelo resto da noite, mas isso não diminuiu a empolgação do vocalista PH. Os caras ainda tiraram uma leve onda tocando o hit pop “I Got Felling” e o show também contou com a participação da esposa do vocalista, Camila, em uma das músicas em que os caras falam sobre ateísmo e exploração animal, além de dois covers, um do “Poison Idea” e outro da cearense “Vingança”. Em suma, foi um bom show, só não foi melhor devido as pausas entre uma música e outra, creio que shows desse tipo de som que os caras levam não permite esse tipo de parada, sob pena de quebrar todo o clima.”

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Logo após a Antiskieumorra sobe ao palco com um integrante a mais. Se com 4, a destruição ja era garantida, imagina com 5 então. A banda entrou em ação para fazer o que sempre fazem: Se divertir. No repertorio músicas dos três trabalhos da banda. Músicas como Urubunização, Cuspir Para Cima e Abada Maldito. O espaço no palco era pouco, com um integrante a mais, porem nada que o bom, velho e rápido hardcore resolva. Algumas pausas foram o suficiente e Jonzin assume os microfones para uma outra atividade ,piadas. Bem, ele tentou. Acho até que inventou, mas ta valendo. No penúltimo show antes da saída definitiva de Walter, por motivos pessoais, a Antiskieumorra demonstrou que tem muito mais a mostrar.

Dando prosseguimento a noitada sobe ao palco a Todos Contra Um. Com um atraso considerável e perdoável, eles sobem ao palco com pressa e raiva. É certo que as letras da banda e a música rápida são um convite para a diversão e funciona como válvula de escape. Mas ver a banda em ação é ainda mais instigante. A empolgação do Diego Jamaica, afeta diretamente os outros integrantes e o show fica agitado. Matheus Furax, com uma guitarra linda, diga-se de passagem, confundia aqueles que já o conheciam de antes, sentindo o show e se movimentando bastante no palco. Jão tocou com o tênis desamarrado, mas é conseqüência. Alguns covers, como “WHN?” Da banda What Happens Next? Tiraram os presentes do serio – eu particularmente. Alguns dos presentes não estavam muito a fim de sacar a banda, e começaram os gritos de “vão se fuder”, logo respondido a altura como se deve, pelo vocalista da banda: “Quer me fuder? Vem me fuder. Ah, homofobico hehe”. Diria que foi uma das partes mais divertidas do show. As músicas rápidas convidavam ainda mais a platéia para permanecer até o fim.

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Todos Contra Um

Em seguida, a Lei do Cão se preparava para tocar, mas faltava baterista. Infelizmente só vieram de Mossoró, Philippe Leitão e o menino lobo, Fernando. Segundo HC e Fred, não puderam comparecer. Leitão e Fernando então saíram em busca de algum amigo baterista, que se dispusesse a tocar naquela noite. Negão, baterista da Antiskieumorra se propôs, com certo receio, pois não conhecia tão bem a banda a ponto de tocar sem ensaiar. Antes Juninho da Discarga, e Alan da Todos Contra Um, negaram o pedido dos aflitos mossoroenses. Infelizmente a banda subiu ao palco e tocou apenas uma música e com humildade e sinceridade, Leitão anunciou no microfone que a banda não poderia tocar e explicou os motivos. Para tristeza de alguns muitos e dos próprios integrantes da banda. Mas é isso, infelizmente essas coisas acontecem e a banda não vai deixar de ser muitíssimo boa por esse pequeno contratempo. Valeu Leitão e Fernando, pela tentativa. Outros rolés virão.

Depois, a grande expectativa da noite se preparava para subir ao palco: Discarga. Banda de São Paulo. Uma das melhores bandas do cenário nacional de punk/hardcore. Subiram no palco aproximadamente as 21:00 horas da noite. Música rápida e envolvente. A energia da banda no palco é uma das coisas que encanta os olhos. Poucas bandas tocam com tanta vontade. E parecia que a emoção de voltar a Natal após 6 anos, aumentou a expectativa não só por parte da platéia, mas da própria banda, que estava mais animal, como eu nunca havia visto antes. Juninho elétrico, ligado no 220. As músicas novas e velhas se cruzavam. Um fato que pouquíssima gente sabia: O baterista, Nino, havia sofrido um acidente há algum tempo atrás, e tocava no esforço, com muitas dores na clavícula, que salvo engano, estava deslocada. As pausas que rolavam durante o show, serviam para que ele aliviasse um pouco as dores. O show começou com as músicas do cd mais recente, o Música Para Guerra. Depois eles emendaram algumas do Sem Remorso, como “Num Queremo” e “Esforço em Vão”. Fim do show, mas não acabaria mesmo por ai. “Ainda vamos tocar umas 180 músicas”. O Juninho prometeu pela banda e eles cumprirão. Covers apareceram. Fogo Cruzado, Ratos de Porão, etc.. Por sinal, xFurax, gutarrista da Todos Contra Um, teve o prazer de tocar com a Discarga, a música “Verdadeiro até a Morte”, na guitarra do Daniel, enquanto ele cantava a música toda e ainda cantou “Vida Ruim” do Ratos de Porão, banda que o Juninho faz parte.

Foi isso, um show lindo. “O Suor, a rima, o sangue”. Depois do caos, um rango feito e servido pelo próprio coletivo, fez a noite da galera, que se encontrava totalmente destruída e com sorrisos maiores que os rostos.

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Cobertura: O show de Serguei

21/03/2010 por RockPotiguar

O show de Serguei

Por Sérgio Vilar

sergiovilar.blogspot.com

Imaginei o Sancho Music Bar lotado de roqueiros, entre jovens e os saudosos das décadas de 60 e 70. Outros pela curiosidade em assistir aquela figura andrógena movido pela energia de viver.

Nada disso aconteceu. Natal é uma cidade estranha. A primeira visita do Divino do Rock à cidade, boa cobertura da mídia e praticamente ninguém compareceu ao show. Nem mesmo o público costumeiro do pub.

Me senti até culpado pela expectativa criada. Disse a Serguei, na quinta-feira, que o show do Velhas Virgens tinha atraído mil pessoas ao local. Ele ficou todo ouriçado. Até demonstrou isso nas entrevistas seguintes à mídia potiguar.

Quando entrei no Sancho, já depois do horário marcado para o show, às 23h, encontrei o salão vazio e um som sensacional da banda anfitriã, Jack Black. O vocalista e o guitarrista com jeito de bancário são excelentes. Minha mãe até comentou: “Já valeu a vinda”.

A banda Pandemonium, que acompanha Serguei, veio em seguida. De tão pouca gente, o vocalista pediu às duas ou três pessoas que estavam no piso superior para descer. E se juntaram ao produtor, aos amigos do cantor, aos convidados e formaram lá um círculo de gente para recepcionar Serguei. Gente bem vestida, longe dos bichos-grilos que imaginei.

Serguei surge. Fala algo que não entendi bem por causa da voz confuda – a mesma que ouvi ao telefone na quinta – e porque eu tinha bebido pacas já. Mas foi algo como um agradecimento às poucas pessoas que compareceram, e tal.

E foram essas poucas que sentaram ao chão para homenagear Freddie Mercury, com Loves of my life. É quase um ritual nos shows de Serguei. Achei meio ridículo com tão pouca gente. Mas a interpretação do roqueiro ficou muito legal.

Aliás, Serguei é um show-man. A performance foi curtíssima. Acredito que umas seis músicas, apenas: ainda Summertime, Satisfaction, With a little help from my friends e Yestrday, à capela. É o que lembro.

Nas minhas lembranças, a imagem de um idoso de 77 anos mais jovem que muitos de 20 anos. Um cara que viveu a vida que quis e consegue trasnsportar o espírito hippie do Paz e Amor à modernidade confusa do século 21.

E não parava quieto. O círculo formado parecia pequeno. Rodava o braço igual ao Pete Townsend, andava quase correndo com aqueles micropassos de Mick Jagger, subia e descia do palco, uma figuraça, de uma voz ainda potente e bonita.

Um show memorável, diria histórico nesta única passagem do Divino do Rock por Natal. Assistido por alguns sortudos como se fosse show privê. Noite mágica, inesquecível para este velho de 32 anos.

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Cobertura: Garçom, uma dose de nostalgia por favor.

3/02/2010 por RockPotiguar

Garçom, uma dose de nostalgia por favor.

Show de Letto, Automatics e Mellotrons (PE) no Sancho

Por Shilton Roque

Fotos por Dressa Ramalho

Há aproximadamente 5 anos atrás estava eu assistindo pela primeira vez a uma apresentação do Automatics juntamente com os Mellotrons. Sábado passado (30 de janeiro) tive a oportunidade de conferir mais uma vez essa dobradinha, mas com outro cenário, outro clima e outras impressões.

Letto

A abertura da noite ficou por conta do potiguar Letto. O camarada traz para o público uma sonoridade de MPB, com pitadas de samba (inclusive em uma das músicas a guitarra me remetia a o som de uma cuíca) e doses cavalais de influência de Cazuza, aliado a uma bela poesia, essa última posso citar como um dos destaques do trabalho do rapaz, show marcado pelas boas letras. O show contou também com uma versão de “Quem Sabe” do Los Hermanos, a participação de um parceiro no bandolim e um cover do Cazuza, “Down em Mim”, para confirmar minhas impressões relativas às suas influências. Um bom show, recomendo e espero repetir a dose.

Automatics

Em seguida recomeça minha sessão nostalgia, sobe ao palco a banda Automatics. Como citado no primeiro parágrafo esse show involuntariamente me remetia àquele de 2005, todavia o cenário era diferente, do modesto Sandoval Wanderley para o bonitão Sancho Music Bar. O clima também mudou, parecia mais um barzinho do que um show de rock, e a banda agora é um quarteto e não mais um trio. Mas enfim, vamos ao rock. Como diria meu amigo Vini “a banda de rock mais britânica das terras potiguares” surpreendeu mesmo antes de tocar pelo tamanho do set list preparado, era uma folha quádrupla, mas o pior de tudo (ou melhor de tudo) é que os caras tem músicas pra tocar uma noite inteira, afinal de contas quase 10 anos de banda e mais uma penca de discos. Rock bem executado durante um show de quase uma hora, destaque para “Everlost” música que lá naquele show do Sandoval teve seu refrão cantado em coro pelo público, todavia, mesmo com público menor e mais apático nesse show de sábado, pude reparar em várias pessoas cantando-a baixinho nas suas mesas. Na minha modesta opinião melhor show da noite.

Mellotrons

Para encerrar a noite os pernambucanos do Mellotrons, banda que me fez sair na chuvosa madrugada natalense para ir até Ponta Negra. Na minha 3ª dose de nostalgia da noite me lembro muito bem do dançante e animado show de 2005, onde todos saíram de suas cadeiras e foram para frente do palco cantar e dançar o indie dos garotos. Agora para outra galera, os rapazes fizeram um rock bem diferente daquele que eu esperava, acho que por ter parado de acompanhar o trampo da banda (último show assistido no Mada em 2007), não percebi a mudança na música deles, as canções vieram todas em português e com uma sonoridade alheia ao Mellotrons que eu conhecia, aproveitaram o show também para tocar algumas inéditas. Enquanto isso esperava por alguma das antigas, até que no final fui recompensando com ‘Tongue” e “Evening”. O clima mudou totalmente em apenas duas músicas, os que ainda restavam (às 3:15 da manhã) no bar ficaram todos de pé e foram bailar mais próximo ao palco. Em suma, criei uma expectativa que não foi correspondida no show, mas amenizada ao seu final. O novo som dos Mellotrons é legal também mas como bem menos pegada, bom show, mas que me deixou com mais saudade ainda do já exaustivamente reiterado antigo rolé.

No geral o evento me agradou, a casa apresenta uma boa estrutura para o rock, resta agora o público conhecer mais a proposta das noitadas de sábado e que assim as coisas continuem a acontecer e aumentem os freqüentadores dessas.

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COBERTURA: Velhas Virgens em Natal: Putaria, cerveja e diversão

25/01/2010 por RockPotiguar

Velhas Virgens em Natal: Putaria, cerveja e diversão

Por Shilton Roque

Fotos: Magda Cristina

Noite de Sexta-Feira, 22 de janeiro e a putaria estava pronta para começar lá em Ponta Negra. Quer local mais sugestivo que no arredores da famosa Rua do Salsa??? As Velhas Virgens estavam à solta para mais uma grande produção deste Portal que você está lendo este texto.

Pois é, em frente ao Sancho Music Bar a concentração de roqueiros era grande, fazia um bom tempo que aquele espaço não recebia este público. Os serviços começam lá dentro e a galera vai entrando aos poucos.

A primeira banda é Os Grogs, banda já antiga da nossa cidade, todavia conhecida pelo seu repertório de covers. A banda é boa e também faz umas versões bacanas, agora vocês sabem né, banda cover é banda cover, “deixe quieto”, não acrescenta a nossa produção roqueira. A banda executou muito bem as canções, o vocal Giancarlo passa uma sensação de estarmos vivendo aquele rock 70/80, rolou versão do Neil Young e pra fechar “O diabo é o pai do rock” do saudoso Raul Seixas. A banda usou do momento também para fazer a despedida de um dos seus guitarras que já estava há 10 anos com eles. Enfim show bacana, mas só cover.

Mobydick

DJ Magão

Entre uma banda e outra uma boa discotecagem do DJ Magão com clássicos do rock rolava na casa, não deixando o pessoal ficar parado.

Logo em seguida, sobe ao palco o Mobydick que na ocasião gravou seu primeiro DVD. O rock dos caras tem um tempero de blues e de country bem peculiar. Destaque do show para a música “Perigo na Estação” que foi vencedora de uma das edições do MPBeco. Nesta hora boa parte do bar que já estava quase lotado cantava e dançava a música. Casa cheia, público agitado só colaborou com o show do DVD dos caras, muita gente dançando, pulando e cantando fizeram a onda no show. Pra completar ainda rolou aquele Rolling Stones pra finalizar a parada.

Velhas Virgens comandando o público

E a putaria comeu no centro

Paulão, do VV

O público que já lotava a casa (creio que mais de 900 cabeças, me corrijam se estiver errado) mal deixou a banda descer do palco e já fazia coro para o Velhas Virgens. Imagina aí 900 nego gritando “buceta, buceta, velhas, velhas”. Após uma longa demora para aprontar o palco a banda inicia sua apresentação, e o gênio da lâmpada sai da garrafa e a insanidade começa. Galera cantou em coro quase todos os refrões, foi um longo show e ninguém parou um segundo sequer. O vocal Paulão instigava a galera a toda hora, o que fez com que os mais de 80 minutos de show fossem totalmente insanos. O cara só falava em bronha, siririca, era uma putaria “amuada”. Foram tantas músicas e tanta instiga que é até complicado fazer destaques, mas os refrões “Siririca Baby”, “Ninguém beija como as lésbicas”, “Toda Puta Mora Longe”, a participação feminina nos vocais também fez toda marmanjada que ficou na frente do palco pirar. Enfim, show insano, pra um público ávido por putaria, que lotou o bar e não parou um segundo sequer.

Cavalo, do VV

Roy, do VV, e o carinho da galera

Em síntese o evento contou com uma estrutura bem bacana, o som e a iluminação impecáveis, o público compareceu em peso e interagiu com as bandas, dessa forma, não teve que não saísse satisfeito da casa, até que não conhecia ou gostava das bandas.

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COBERTURA: Madrugada E[r]rante que deu certo

25/01/2010 por RockPotiguar

COBERTURA: Madrugada E[r]rante que deu certo

Por Shilton Roque

Era um chove não molha danado na noite natalense, 22 horas e a Rua Chile já tinha um galerão em frente as dependências do Centro Cultural Dosol, todos aguardando a festa de lançamento do site do Lado [R].

Com um atraso pouco além do costumeiro o Bugs sobe ao palco para iniciar o rolé. Todavia, o atraso foi recompensado com muito rock, a banda entrou com uma instiga do capeta, o rock dos caras já é aquele estilo rock duro, garageiro, muito barulho de qualidade, quando aliado a presença de palco da banda e da instiga do vocalista, fez muita gente pirar. Vi neguinho jogando cerveja e receber a pomba gira ali na platéia. Alguns momentos para acalmar como em “Ela vestiu-se de chamas” foram exceção, a regra foi a já mencionada de muito rock, o role tava tão instiga que o bumbo da bateria quase caiu umas 3 vezes. Destaque para “Cães de 78” música irada da muléstia. Assim a festa do [R] começou com o pé direito.

Dando seqüência ao serviço, Os Bonnies entram em cena para começar a festa baile. O Dosol que estava ligeiramente cheio teve um aumento populacional bem grande, acredito que tinham umas 200 cabeças na hora dos Bonnies (se pá mais…), mas enfim, muita gente e todos prontos para chacoalhar o esqueleto. De cara eles mandam “É só voltar atrás” e “Amanhã”, o Rockabilly animou a noitada geral. Dava pra ver que lá na frente a coisa era mais pirada ainda, galera indo de um lado para o outro e dançando muito. “Não toque na minha baby” foi outra pra fazer o povo não parar. Creio que o repertório tenha mudado um pouco, em relação aos shows anteriores, e assim algumas músicas muito boas ficaram de fora, muitos pedidos do pessoal não foram atendidos. Em suma, foi um bom show, melhorando ainda mais o clima da noitada.

Para encerrar, os pernambucanos da Love Toys mostram seu som pela primeira vez longe dos limites do seu estado. O som dos caras soa como um punk misturado a um rock durão (tipo o Black Drawing Chalks, saca?), uma pitada de Misfits (só eu achei isso?), um vocal bastante peculiar e back-vocals bem explorados, entendeu? Se não, baixa os EP’s e assista um show. Por falar em back-vocals, é um dos grandes pontos da banda, eles se garantiram muito nesse quesito. Outro destaque é a presença de palco dos rapazes, parecia até que tinham ensaiado o show, muito empolgados mesmo no palco. Pra completar a fórmula do show, rolaram ainda alguns covers, entre eles do “Chucky Berry” e “Dead Boys”. Sem dúvida foi uma grata surpresa, não esperava um show assim da garotada.

E assim já eram 3 e pouco da matina, a chuva rolando solta e os roqueiros deixavam o Centro Cultural Dosol bem satisfeitos com o show. O Lado [R] acertou em cheio na escalação da sua festa e fez a galera comparecer, aí já viu né?

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COBERTURA: Noite do Rock Potiguar no Natal em Natal

3/01/2010 por RockPotiguar

COBERTURA: Noite do Rock Potiguar no Natal em Natal

Por Shilton Roque

Em uma noite com clima de festejos de final de ano, Camarones e Calistoga se apresentaram para um grande público na árvore de natal gigante, em um evento produzido pela RockPotiguar Produções em parceria com a MV Produções.

No último sábado, dia 02 de Janeiro, a galera ainda meio que com ressaca da virada de ano foi conferir as bandas que estão mais que acostumadas a tocar na Ribeira e nos picos do cenário natalense, apresentando-se em um local nada comum a essas. O cenário era a árvore de Natal gigante do Mirassol e o público era do mais diversificado, das crianças mais novas até os seus avós. Bem, vamos ao Rock então.

Após um bom tempo passando o som até deixar tudo no talo o Camarones Orquestra Guitarristica começa sua apresentação fazendo o público ir se aproximando do palco. No repertório de tudo um muito, rolou de surf music até Ramones, passeando por músicas de desenhos animados, coisa que fez muita gente ficar bem animada lá embaixo. Rolou até forró, não por parte da banda é claro, e sim por uma pequena interferência que acabou saindo nas P.A´s e parece ter desagradado em cima do palco. Em suma, a banda fez um som bem adequado ao evento e local, rock para todas as idades e gosto, todavia um show curto.

Em seguida, sobe ao palco o Calistoga dando prosseguimento ao evento, já para um público maior (em torno de 1000 e algumas cabeças), mais próximo ao palco e mais ávido por rock, onde já se formavam as primeiras rodas e tal. O set list contou com o “Still Normal”, músicas de trampos mais antigos como: “Get Together” e “Wait to Fight” e pra deixar a galera mais pirada ainda rolaram covers do “At the Drive-In” e do “Hot Water Music”. Somado a este repertório a instiga da galera em cima do palco colaborou ainda mais pra o clima do show, fazendo o pessoal curtir muito lá embaixo. Destaque para Daniel que destruiu tudo na bateria. Resumindo, show irado, encerrando bonito a noitada. Saldo bem positivo para o evento, bandas boas, estrutura legal e bom público.

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Cobertura: Dominatrix(SP) e Noskill em Natal. 11/12 Centro Cultural Dosol

16/12/2009 por RockPotiguar

Dominatrix(SP) e Noskill em Natal

Dominatrix

Por Shilton Roque

Sexta feira natalense e o que esperar de um show marcado as vésperas do CaosNatal, confirmado e divulgado com apenas uma semana de antencedência?

Parecia lenda, conversa fiada e até brincadeira, ninguém sabia se aconteceria ou não este show do Dominatrix em Natal. Surgiu um boato virtual e assim a coisa foi se espalhando (quem não está entendendo ou por fora do fato é só procurar o tópico na comunidade do Dosol no Orkut), eu só acreditei mesmo depois que foi confirmado e postado o site do Centro Cultural Dosol, na semana anterior ao evento.

Pois bem, vamos ao show. Sexta feira a noite, véspera do CaosNatal e do lado de fora das dependências do Dosol já  circulava uma boa quantidade de pessoas. A banda de abertura foi a Noskill (PB) que começou o seu show para poucas cabeças. As paraibanas que já vieram a nossa capital em outra oportunidades fizeram um bom show de hardcore baseado no seu novo trabalho, o “Reconstruir”.  A baixista e a vocalista demonstraram uma boa presença de palco e fizeram a onda acontecer, destaque para as músicas “Cego Comodismo” e “Reconstruir” .  Do meio para o fim da apresentação o público já era considerável e aplaudia bastante a banda. O que bagunçou um pouco a apresentação das meninas foi o som, o retorno da bateria praticamente não existia e outros problemas técnicos provocaram paralisações que bagunçaram o ritmo do show. Resumindo, bom show, quiçá, o melhor da noite.

Logo em seguida, outra banda só de meninas sobe ao palco, a atração principal da noite, o Dominatrix(SP). A banda já tem 15 anos na correria representando o hardcore feminista e tem seu renome e público, tanto é que com todas as adversidades conseguiu colocar umas 50 cabeças naquela noite (juro que acreditava que daria até menos). O show começou de cara com “Filhas, Mães e Irmãs”, baixista super empolgada, galera cantando lá embaixo, e algumas pessoas querendo esboçar uma roda de polga. Aparentemente tinha tudo pra ser um bom show, mas não foi bem o que aconteceu. O set contou com músicas do novo EP e as mais clássicas, destaque para “Vai Lá”, “Pagan Love” e “Broken Glass Candy”, por sinal estava na instiga pra sacar estas duas últimas. Todavia, a coisa não foi tão bacana assim. Problemas com o som bagunçaram totalmente o show, a banda parou demais o show pra ajustar o som, muita reclamação, muita mesma, e parte delas com toda razão. Outro ponto negativo foi o fato da baterista não ter feito muito bem sua parte, creio que por dois motivos, o primeiro destes o retorno e o som no palco não colaborarem e o segundo a questão de falta de técnica (digo isso por que vi o show do dia seguinte) ou de ensaio mesmo, haja vista, que, segundo informações ela foi chamada para fazer a tour um pouco em cima da hora. Em suma, um show que era muito esperado se tornou um show de mediano pra fraco devido a problemas de som e execução das músicas.

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Cobertura: Confira todos os premiados no IV Prêmio Rock Potiguar

26/11/2009 por RockPotiguar

VENCEDORES – IV PRÊMIO ROCK POTIGUAR

Melhor site de banda de rock do RN em 2008

www.osbonnies.com.br

Melhor produtor cultural rock do RN em 2008

Anderson Foca

Melhor jornalista cultural rock do RN em 2008

Ramilla de Souza

Melhor produtor musical rock do RN em 2008

Dante Augusto

Melhor Música rock do RN em 2008

Get Together (Calistoga)

Melhor letrista / compositor rock do RN em 2008

Dante (Calistoga)

Melhor CD/EP de banda rock do RN lançado em 2008

Calistoga – “Normal’s People Brigade”

Melhor instrumentista de percussão rocker do RN em 2008

Fernando Gomes (Calistoga)

Melhor instrumentista de cordas rocker do RN em 2008

Henrique Geladeira

Melhor vocalista rock do RN em 2008

Dante Augusto (Calistoga)

Melhor banda rock do interior do RN em 2008

Sertão Sangrento

Revelação musical rock do RN em 2008

Camarones Orquestra Guitarrística

Melhor show de rock realizado no RN em 2008

Torture Squad (Festival Dosol)

Melhor banda rock do RN em 2008

Calistoga

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Cobertura: IV Prêmio Rock Potiguar

26/11/2009 por RockPotiguar

Cobertura: IV Prêmio Rock Potiguar

Por Rodrigo Cruz

Com a Assembleia Legislativa lotada de roqueiros e curiosos (não deu pra quem quis se sentar), aconteceu ontem a noite o IV Prêmio Rock Potiguar. Noite regada a rock, muitas participações. Noite do Calistoga.

Por volta das 18:30, a banda Rosa de Pedra começou o seu show com o salão já quase lotado, fazendo as pessoas dançarem ali mesmo, sentados. É raro um show da banda por aqui em Natal, por isso, o melhor foi aproveitar.

Exatamente as 20 h começou a entrega dos trofeus. O vencedor de melhor site, a banda Bonnies, não esteve presente, bem como Anderson Foca, que em turnê com Rejects não pode receber o trofeu de melhor produtor cultural. Ramilla de Souza recebeu o trofeu de melhor jornalista cultural pelo ano de 2008 no Correio da Tarde.

Aí começou a saga do Calistoga e seus trofeus. Foram 8 trofeus que levaram pra casa, de 8 que disputaram. Dentre eles melhor música, melhor cd, melhor vocalista (Dante) e melhor banda do RN.

Ainda tivemos melhor banda do interior para Sertão Sangrento, de Caicó, revelação musical para Camarones Orquestra Guitarrística e melhor show para Torture Squad, no Festival Dosol.

O Calistoga e os outros vencedores mostraram a força que a internet tem e que vale a pena divulgar seu trabalho pela rede. E o Prêmio Rock Potiguar mostrou que ainda tem muitos anos pela frente, nesse último ano na casa dos deputados.

Eu gostaria de agradecer a Andressa, minha companheira sempre, à equipe do Portal RockPotiguar (Shilton, Vini, Sandrinha e Bruno Bruce), ao grande Tiago Rodrigues, do Coronel Drake. Aos amigos sepre presentes TJ (ex-Cefalofone), Juão e Renno (AK47), Flávio (Sick Life), Marcelo Veni, Magda e Carlos (Wizard Ponta Negra), Beto Siqueira (EletroMusic), Rafaum e Yuno Silva. Aos brothers do Decreto Final, Rick e Berg. À galera que participou, seja concorrendo ou votando. Ao cerimonial da Assembleia Legislativa (Padua Martins, obrigado!) pelo apoio nesses quatro anos. A Juninho (Sonic Junior), novo grande brother e cidadão rocker potiguar. À banda RockPotiguar do ano (Jonathas, Diego e Judson). À imprensa que deu força: Dani Pacheco (O Jornal de Hoje), O Mossoroense, Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Assembleia. A alguém que esqueci mas que foi tão importante quanto todos.

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Cobertura: Segundo dia do Festival DoSol 2009 [Parte 2]

16/11/2009 por RockPotiguar

Segundo dia do Festival DoSol 2009 [Parte 2]
Por Juliana Cortês e Shilton Roque
Fotos: Juliana Cortês

Uma semana se passou do Festival DoSol. Por causa da falta de tempo devido aos compromissos que tive durante a semana, venho postar somente agora a segunda parte do segundo dia do  evento – peço desculpas aos nossos leitores por esse inconveniente. Então vamos lá! (Juliana Cortês)

A sétima banda da noite foi o Pulverhund, da Noruega. O estilo da banda me pareceu meio indie, meio Victor e Léo… E algumas músicas que pude conferir tinha uns solos de guitarra muito bons. Ouvi dizer que no trio há um nordestino. Infelizmente, não pude ficar no armazém para ver o show todo.

Após o Pulverhund, um oceano de headbangers se concentrou no DoSol para o show do Comando Etílico (RN). Como sempre, foi visível a empolgação do público para a apresentação dos caras. Eles abriram o show com “Metal e Prazer” levando a galera a um nível de empolgação extremo – tanto que levei várias chicotadas de cabelo dos metaleiros que não paravam de bater cabeça. O Heavy Metal clássico cantado em português envolveu numa onda só todos os seus fiéis seguidores. Um dos melhores shows da noite!!

Com “Santuário das Almas”, música do último CD, o Confronto (RJ) abre seu show. Bandanas, “X” na mão e a galera Straight Edge se matando no mosh pit… Sim, os cariocas estavam tocando no palco do Armazém Hall. A ficha caiu? Um show fervoroso, com uma roda insana, wall of death e muito mosh, resume o show dos caras. Destaque para “Guerra, Queda e Morte” que contou com a participação do Seqüela (vocal do I.T.E.P.), e “Causa Mortis”. Além de um show indescritível, a mensagem foi passada através dos gritos do vocal e da galera. “Vocês sabem muito bem quem são seus inimigos” – frase do Felipe, frontman da banda. E quando anunciaram a saideira, e todos achavam que o show acabaria sem tocarem “Negação”, é puxado o grito: “Sem dependência, sem obsessão, sem ilusão e sem fraqueza”. Show histórico!!

“O bom filho a casa retorna”. E é seguindo este ditado popular que o Calistoga (RN) volta ao palco do Dosol depois de uma longa pauta em festivais Brasil afora. Com certeza um dos shows mais lindos que vi: galera instigada, público representando e cantando todas as músicas. Destaque para a presença de palco da banda e as canções: “Get Together” e “Wait to Fight” – nessa última a galera em frente ao palco ficou mais do que louca. Show desses de lavar a alma!

Sem frescuragem a Devotos (PE) manda de primeira “Nós faremos que você nunca esqueça”, e, realmente, um show com todos os clássicos dos 20 anos da banda pernambucana não será de se esquecer. Tocaram “O herói”, “Eu Tenho Pressa”, “Dia Morto”, “Asa Preta” , “Luz da Salvação”, ou seja, todas as que não poderiam faltar num show do Devotos. Muita gente na grade, rodas insanas e todos cantando as músicas. Ainda rolou um momento tiração de onda, de cunho futebolístico, com torcedores fazendo aquela zoação sadia. E pra encerrar: “Roda Punk” – com todos seguindo a música arrodiando – e “Punk Rock HardCore” literalmente DU CARALHO! Ainda permitiram um bis, e assim executaram mais duas. Encerraram o show com “Faz Parte do Cotidiano”.

Às 21h35, no DoSol, o Mugo (GO) se apresentou para poucos. A banda é ótima, o vocalista berrava alto, mas a maioria do público preferiu garantir seu lugar no Armazém Hall, onde o The Exploited ia se apresentar. E eu fui nessa onda…

[Continua~]

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