Video-Entrevista: Franklin Medeiros, artista Multifacetado

2/06/2010 por RockPotiguar

Por Rodrigo Cruz

Produtor musical, músico, ator, humorista, skatista, escritor (ainda não publicou nenhum livro). Estou falando do potiguar Franklin Medeiros (antes utilizava o sobrenome Roosevelt, mas resolveu “abrasileirar”  seu nome artístico), que encontra-se em nova fase na sua carreira, com sua banda, Chico Antronic Embola Dub, além de estar decolando como humorista e ator.

Estive na casa do Franklin, no bairro do Tatuapé, em São Paulo, no mês de março desse ano e gravamos esse bate papo. Falamos sobre a sua ex e turbulenta banda O Surto e sua relação com Rick Bonadio, sobre novos planos, emos, cena nordestina e mais. É só dar o play.

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Entrevista: Comando Etílico (RN)

31/05/2010 por Bruno Bruce

Por Bruno Bruce

A primeira vez que assisti o natalense Comando Etílico foi no Bar Do Sol. Noite insuportavelmente quente, que fazia par com a cerveja servida na mesma temperatura. Total surpresa. Que banda boa! Estava lá o verdadeiro Heavy Metal em português com todos os cacoetes de performance que adoro. Fiquei irado. Como aquele grupo passou despercebido por mim? Onde esses caras bebiam? E por que não bebiam comigo?

Meus amigos sempre souberam do meu amor pelo Comando Etílico. Nem dava pra esconder. Por já estar velho & cansado não gasto meu pescoço banger agitando pra qualquer bosta que sobe num palco.

Alguns anos passaram então. O Comando Etílico firma-se como Heavy Metal old school, com uma base crescente de seguidores, sendo respeitado & querido. Sorte minha: moram em Natal. Novo CD, novo show, velhos amigos e no meio de tudo esta entrevista com o vocalista Hervall Padilha.

[D. Praxedes, L. Praxedes, Kleber, Hervall - Sonoridade da Velha Guarda do Metal Nacional]

Bruno Bruce: Minha primeira impressão ao escutar o CD: atenção aos detalhes. Efeitos sonoros bem colocados e uma gravação de bom padrão. Para um debut é além do esperado. Vocês levaram quanto tempo até a finalização do CD? Já tinham experiências individuais anteriores além do EP Metal & Prazer (de 2007)?

Hervall Padilha: Terminamos o disco em 3 meses incluindo mixagem e masterização. As sessões de estúdio aconteceram sempre aos fins de semana devido a nossos trabalhos fora da banda. Nilson Eloy que produziu o disco junto conosco foi peça fundamental para que isso acontecesse de forma rápida. Ele já conhecia nosso trabalho e sabia exatamente o que queríamos em termos de sonoridade, pois já havíamos trabalhado juntos em “Metal e Prazer” em 2007. Não fosse isso, teríamos certamente gastado mais tempo. Sim, já havíamos entrado em estúdio antes. Tivemos outras bandas e todas gravaram. Foram estas que nos deram as primeiras experiências dentro de um estúdio.

Na minha adolescência Heavy Metal era consumido por uma classe econômica mais favorecida em virtude de quão caro era adquirir vinis, por exemplo. O acesso das massas, através da pirataria & barateamento da digitalização, atrapalha ou favorece o estilo?

Favorece se olharmos de uma forma mais ampla. Durante mais de 40 anos as grandes gravadoras escravizaram artistas e fãs em todas as partes do mundo. Discos com preços além da realidade de muitos que mesmo assim compravam pelo amor a seus ídolos. Contratos não cumpridos vendendo mais que o dobro pelas costas, pois não havia numeração nos discos e muito mais! Hoje sentimos o reflexo da pirataria e digitalização. Gravadoras fecharam, bandas se tornaram independentes com ótimos trabalhos e até mesmo turnês em diversos países. A pirataria forçou a indústria a baratear seus produtos e isso tornou mais fácil para uma banda realizar o sonho de gravar um disco e dar, mesmo que em muitos casos como hobby, continuidade a uma carreira. A meu ver, este foi o único benefício da pirataria. Vejo a digitalização apenas como uma evolução natural e positiva. Pena que em nosso país as tradições sejam enterradas a cada dia e esquecidas no limbo. Em países da Europa até os dias atuais são fabricados vinis e em alguns casos mais disputados por fãs que os CDs.

É previsível comparar o Comando Etílico aos antigos baluartes da cena que influenciaram vocês (Taurus, Stress, Anthares et cetera). Prefiro saber, como é levantar a bandeira de uma sonoridade considerada datada?

Não se envergonhar e sim ter orgulho do que faz é o maior passo que uma pessoa pode dar na vida. No caso do Comando Etílico, não temos o menor problema com isso. Tocamos Heavy Metal, alto, cru e barulhento como manda o figurino! Levantamos a bandeira do Rock N’ Roll. Não cantamos em nossa língua por patriotismo ou nacionalismo. Fazemos isso apenas por opção. O personagem Comando Etílico é assim, ele toca Heavy Metal e canta em português. Escolhemos isso pra nós!

Já escutei diversas vezes que vocês não são originais. Isso incomoda o grupo?

E quem é original? Temos o sonho de gravar o novo “Reign In Blood” e um dia chegaremos lá! (risos). De forma alguma isso nos incomoda. Original mesmo é colocar o nome Metallica numa banda de Metal, mas isso já foi feito!

Sua movimentação de palco foi a segunda coisa que me chamou a atenção na banda. Será que os jovens de hoje sabem que ela é toda baseada em Coverdale (Whitesnake)?

Creio que sim! Todo músico dentro de qualquer facção do Rock procura um ídolo como espelho. Seja a guitarra do Page (Led Zeppelin), a bateria do Nicko (Iron Maiden) e tantos outros. Durante toda a minha vida como músico fui baterista e me incomodavam os vocalistas que eram estáticos no palco. Quando tive a oportunidade de cantar numa banda tentei fazer valer o que aprendi assistindo vídeos ainda em VHS durante toda a minha adolescência. Assisti ao Whitesnake quando tinha 12 anos e pirei com a performance do Coverdale em palco, aquilo não era normal! Acho que deu certo e que serve para a proposta do Comando Etílico. David Coverdale é um excelente frontman e está sem a menor dúvida entre os melhores do mundo nesse quesito! Sou apenas um fã tentando ser a sombra do ídolo no que ele faz de melhor. Mas só na movimentação de palco, por que a voz, só se eu nascer novamente umas dez vezes (risos).

O mundo caminha na direção do infame politicamente correto, da aceitação, da tolerância enfim. Você faria uma banda chamada Comando Marijuana? Afinal é tão incorreto quanto a apologia ao álcool.

Todos nós bebemos e sem moderação! Não fumamos marijuana e por isso não colocaria esse nome em nossa banda. Quanto a apologia: se fazemos alguma, fazemos  por diversão! Jamais cantarei numa letra “acabe com seus problemas bebendo até cair”. Isso combina mais com outro segmento musical que ao meu ver nem merece ser citado aqui.

Quais as bandas que chamam sua atenção fora do Heavy Metal?

Venho de uma escolha totalmente 70. Quando descobri o Rock conheci Led Zeppelin, Yes, Casa das Máquinas, Capitan Beyond, Purple, Whitesnake, Uriah Heep, Granicus, Bacamarte e tantos outros nomes de peso. Ouço muita música Punk da estirpe de Pistols e Buzzcocks. São muitos os nomes fora do Heavy Metal que me agradam. Desonesto citar apenas estes.

Os irmãos Praxedes (baixista e guitarrista, além de fundadores da banda) são figuras humanas que melhoram o mundo. Desapegados, afáveis, bons músicos. A banda sobreviveria a mudanças deste line up atual?

Já pensamos e conversamos sobre isso e a resposta é não! Há alguns anos o David (um dos Praxedes) abandonou a banda sem motivo algum e até hoje não sabemos o porquê desse fato. Paramos por um tempo, não ensaiávamos (coisa que jamais aconteceu em 5 anos com esta formação), clima triste, nos falávamos sem ânimo porque estava escrito em nossas testas “O sonho acabou” ou algo do tipo, até que ele voltou. O Comando Etílico não é apenas uma banda de Heavy Metal, nós somos 4 pessoas que se ajudam muito em todos os sentidos. Arrumar um vocalista, guitarrista, baterista ou baixista a altura ou mesmo melhor que qualquer um de nós é simples. Mas existe uma mágica maior por trás disso. Amizade e cumplicidade por exemplo. Os Praxedes são o termômetro dessa banda. Sem eles não seria da mesma forma, ou não seria de forma alguma.

Obrigado especialmente a você, Bruno Bruce, pela oportunidade deste bate papo e a todos que acreditam em nossa música. Forte abraço!

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Entrevista: Deadly Fate (RN)

5/03/2010 por Bruno Bruce

Por Bruno Bruce

Oruam Mauro. Qualquer headbanger nordestino sabe da história de sua banda e os metallers brasileiros mais ligados na cena também já entraram em contato com a música da banda Deadly Fate. Com sua biografia começando em 1989 o grupo tem a experiência & a vontade suficientes para levar a cabo um novo CD – acima da média para os padrões locais – e uma live performance que agrada até os céticos do estilo.

Com mais uma apresentação marcada para esta semana, Oruam responde agora algumas questões.

Parece que houve uma grande distância entre o CD Shine Again e o novo Secret Land. Foram quantos anos entre cada um e porque tanto tempo?

Oruam Mauro – Foram dez anos entre o primeiro e o segundo trabalho e o Secret Land foi uma provação para banda que não conseguiu pôr em prática o andamento de gravação, lançamento e divulgação. Isso fez com que uma primeira versão demo do disco Secret Land fosse lançada em 2004; na época, uma tiragem de 200 cópias, para tentar gravadora e distribuidora. Como o resultado obtido não foi o esperado, o projeto ficou adormecido e foi lançado apenas ano passado, pela Dio Records, mas sem um show com repertório feito exclusivamente para o disco.

· O que faz do Secret Land um trabalho melhor?

OM – A produção em estúdio, os arranjos mais apurados e o desenvolvimento natural dos músicos da banda.

· Os shows do grupo são produzidos com uma qualidade acima da média para o padrão local. Há uma direção de arte (ao vivo) por parte de alguém da banda?

OM – Sim, todos da banda se preocupam com isso e o Wilberto nos ajuda com a execução, já que ele é produtor musical.

· O Deadly Fate tem uma sólida base de fãs e uma boa reputação na cena. Por que ficaram ‘presos’ a Natal?

OM – Devido aos músicos terem desenvolvido carreiras paralelas as da banda, o que torna complicado uma aventura sem ser bem remunerado.

· Contribuições de rockers e headbangers no disco Secret Land é algo esperado. Como conseguiram participações do Coro Madrigal e do Maestro Osvaldo D’Amore?

OM – Devido a preocupação que a banda tem com a qualidade das composições e a imersão de elementos da música clássica.

· Você e Neto são headbangers da velha escola, muito queridos no meio. O que pioneiros com este gabarito têm a dizer para a nova geração?

OM – Que transmitam muito amor e paz, para o mundo novo que tá chegando. E saibam interpretar as mensagens do bem que tantas bandas e tantos artistas transmitem ao mundo.

É com muito orgulho que o Deadly Fate chega nesses vinte anos de estrada. Esse show marca uma passagem em nossa carreira. Gostaria de agradecer ao espaço e conto com a presença de todos dia 06 de março no Galpão 29. Lembrando que convidamos para a festa as bandas Thunder Steel, Sunset Boulevard e Metallica Cover.

Oruam

Onofre Neto & Oruam

Deadly Fate

Lançamento Oficial do CD Secret Land

06 de março/2010 – Galpão 29 – Ribeira – Natal/RN (a partir das 22H00)

Com as bandas: Sunset Boulevard, Metallica Cover e Thunder Steel

Ingressos na Dio Records (Fone 3091-1991) e Predrassoli (Fone 3082-8652)

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ENTREVISTA: PAULÃO, VOCALISTA DAS VELHAS VIRGENS

21/01/2010 por RockPotiguar

ENTREVISTA – PAULÃO, VOCALISTA DAS VELHAS VIRGENS

Por Rodrigo Cruz
rodrigorock84@yahoo.com.br

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Uma das bandas independentes brasileiras de maior sucesso, com mais de 150 mil discos vendidos, há nove anos sem vir a Natal e com um disco novo no mercado. Com todos esses elementos a favor, a banda das Velhas Virgens promete fazer uma grande celebração com fãs de todo o Nordeste que irão invadir Natal nesta sexta, 22.

Conversei com Paulão, vocalista e fundador do grupo mais irreverente do Brasil, através de alguns e-mails. Falamos sobre o começo da banda, mudança de sonoridade, lembranças da última vinda a Natal e a expectativa dessa nova apresentação.

A BANDA ESTÁ PRESTES A COMPLETAR 24 ANOS. A SONORIDADE E TEMÁTICAS “ALCOÓLICA-SEXUAIS” ACOMPANHAM O GRUPO DESDE O INÍCIO?

No início tinha uma parte boêmia e outra lírica. Uma coisa meio Legião Urbana de um lado e Camisa de Vênus do outro. Apesar do primeiro disco da Legião Urbana ter mudado minha vida, venceu a crueza do Camisa de Vênus, como é fácil perceber!

COMO FOI O FIM DOS ANOS 80 PARA UM GRUPO DE ROCK-BLUES, NO MEIO DO BOOM DO ROCK NACIONAL?

A gente pegou a onda já baixando. Algumas bandas estavam estouradas como RPM e as gravadoras vomitavam tudo que é tranqueira no mercado. Além do mais, só conseguimos ter consistência realmente a partir de 90, quando eu assumi os vocais e o som virou rock’n'roll mesmo, com temáticas definitivamente mundanas.

JÁ HOUVE ALGUM INTERESSE DE UMA GRANDE GRAVADORA PELAS VELHAS VIRGENS? SE SIM, COMO ACONTECEU.

A verdade é que não. Uma vez, durante um especial ao vivo da Transamérica, junto com o Maria do Relento, falei com o Miranda, que era o responsável pelo selo dos Titãs, na época: “Pô Miranda, coloca a gente aí”. Ele respondeu que éramos muito difíceis de manipular, o que eu achei um tremendo elogio. Manipula-se remédio e “laranja”. Músico de verdade, não!

AO LONGO DA CARREIRA, HOUVE MUDANÇAS NA FORMAÇÃO DA BANDA. ELAS FORAM NATURAIS?

Sim, o que não quer dizer que não deixaram cicatrizes. Algumas pessoas deixaram uma pseudo-ilusão de sucesso subir à cabeça. Teve quem intensificou o contato com substâncias mais fortes e perdeu o controle. Teve quem quis fazer outra coisa, tocar outros sons. Teve quem desapareceu sem dizer tchau. Teve quem traiu nossa confiança. Teve de tudo. Pra mim é tudo natural. Coisas da vida e a gente não sabe se vai ou se fica!

AS VELHAS VIRGENS NÃO TOCAM EM NATAL HÁ 9 ANOS. VOCÊ LEMBRA DE DETALHES INTERESSANTES DESSA ÚLTIMA PASSAGEM, OU A MEMÓRIA DE BÊBADO NÃO AJUDA?

Puta que pariu, lembro de várias coisas. Foram dois shows, um num sábado e outro na sexta seguinte. A banda toda ficou em Natal, exceto eu que tinha trampo em Sampa e voltei depois do primeiro show (passagens pagas do meu bolso, diga-se se passagem). Lembro de ter chegado na sexta feira e durante a viagem (que foi um pinga pinga de seis horas) bati meu recorde de brejas a bordo, umas oito latinhas no avião (beberia mais, mas eles não servem nas decolagens e pousos). Me levaram pro local do show, que era ao lado do porto, mas nem percebi os gigantescos navios atracados, pois estava bebaço. Só vi o porto no dia seguinte. Durante a semana, enquanto voltei pra Sampa cheio de inveja da semana de férias em Natal da banda, soube que eles passaram alguns perrengues. O primeiro show, que pagaria as despesas da estada durante a semana, não deu grana suficiente e eles tiveram que ficar de favor na casa de alguém. Se o show não pagou as despesas, também não forneceu nosso cachê e a galera passou a semana na “Ridinha”(?) bebendo Pitú e jogando bilhar por poucos centavos, que era o que eles tinham no bolso. Como a possibilidade de haver pouco público no segundo show era grande, a banda foi panfletar nos faróis da cidade. Longe de casa, sem grana pra beber e comer, a coisa ficou feia. Mas mesmo assim, valeu a pena. Será um prazer voltar. Quem sabe desta vez consigo conhecer Ponta Negra! Sandro Fortunato, jornalista que nos levou nesta primeira investida em terras potiguares, tornou-se bom amigo e falamos sempre.

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VOCÊS EMPLACARAM DEZENAS DE SUCESSOS E AGORA ESTÃO COM UM NOVO TRABALHO, “NINGUÉM BEIJA COMO AS LÉSBICAS”. O SHOW SERÁ BASEADO NESSE RECENTE DISCO, MAS O PÚBLICO PODE ESPERAR AS CANÇÕES CLÁSSICAS?

Tamos tocando cerca de 9 canções do novo CD e outras 9 ou 10 dos CDs antigos. Mas sempre dá pra atender pedido. Mas aposto que a galera só vai pensar nisso quando o show acabar, pois o repertório está envolvente, a galera tá afiada e vamos botar pra fuder. Estamos muito orgulhosos deste novo CD que revitalizou nosso tesão pela estrada.

PARTE DAS LETRAS DAS VELHAS VIRGENS TÊM UM CUNHO, DIGAMOS, “MACHISTA”, PORÉM, AS MULHERES COSTUMAM APARECER EM BOM NÚMERO NOS SHOWS. É SINAL DE QUE TUDO É LEVADO NA ESPORTIVA, NÉ?

As mulheres têm mais bom humor e são mais inteligentes que a maioria pensa. Elas têm filhos, marido, pai, irmão e sabem que o que estamos dizendo é a verdade, pelo menos do ponto de vista masculino. Além do mais, muitas mulheres ainda gostam de homens e isso também tem no nosso show, todos animados pelo clima de orgia que a gente produz. Sexo é o nome do jogo. E dá pra jogar de vários modos, inclusive heterosexualmente!

A INTERNET MAIS AJUDA OU ATRAPALHA O SUCESSO DAS VELHAS?

Ajudou e ajuda muito. É nossa janela para falar com os fãs. Não tenho nenhuma dúvida que nossa independência está calcada em duas coisas: no contato pessoal com os fãs nos shows e no relacionamento diário via internet. Só assim podemos prescindir de TVs jabazeiras e rádios corruptas que cobram pra tocar som. Neste momento temos 4 canções do próximo lançamento, o Carnavelhas II, à disposição para serem baixadas no nosso site (www.velhasvirgens.com.br)

COMO ANDA A CENA INDEPENDENTE EM SÃO PAULO? ALGUMA BANDA QUE VOCÊ PODE E DEVE INDICAR?

Hum. A cena independente está forte em toda parte. A vida inteligente na música está na independência. Não tenho saído muito pra ver as novidades. A maioria das bandas pseudo-novas já tem mais de dez anos lutando. Em Sampa, gosto do rock’a'billy do Crazy Legs, gosto dos Búlticos, do ABC, gosto do Saco de Ratos (banda do meu amigo e dramaturgo Mario Bortolotto)… tem mais mas não to lembrando agora.

VOCÊ CONHECE ALGUMA COISA DA CENA ROQUEIRA NATALENSE? O QUÊ?

Não. Espero me surpreender positivamente. Espero que ninguém aí chame technobrega de música!

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SE TIVESSE QUE ESCOLHER APENAS UM, O QUE ESCOLHERIA: CERVEJA, ROCK, MULHER OU CORINTHIANS?

Puta que pariu. Impossível viver sem qualquer um deles. Mas em ano de centenário, não me resta alternativa: Corinthians!

QUAL SUA EXPECTATIVA DA VOLTA A NATAL?

Pois é. Tá parecendo tour de banda gringa, eh,eh,eh! Acabei de falar com uma galera de Recife no twitter (@paulaovv). Tamos nas nuvens pela iminente acolhida de Natal e dos invasores.. Somos cachorros de rua e não tamos acostumados com tanto carinho. Vamos ficar devendo cerveja pra todo mundo.

ESPERAMOS TODOS VOCÊS MUITO BÊBADOS NESSA GRANDE CELEBRAÇÃO ROQUEIRA. YEAHHHH!!!!!!

Pode cobrar que vai ser um puta show. É como transar com mulher nova: às vezes, no início, precisa acertar o encaixe, mas depois vai que é uma beleza!

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ENTREVISTA: Visitantes (SP) no Frasqueirão

9/12/2009 por RockPotiguar

A banda Visitantes, de SP, passou por Natal e levamos eles para o Frasqueirão. Zoamos bastante, com direito a hino no campo e comemoração de gol imaginário. Confira no link abaixo.

 

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Entrevista: Rodubeck (Natal / RN)

30/07/2009 por RockPotiguar

Entrevista: Rodubeck (Natal / RN)

rodubeck

Por Rodrigo Cruz

A banda Rodubeck é uma das mais antigas em atividade em nosso estado. Já são 14 anos de estrada, com participações em festivais importantes como ZN Rock e CaosNatal. A banda está lançando novo trabalho nesse sábado, dia primeiro de agosto, no Castelo Pub, em Ponta Negra (em frente ao estádio Frasqueirão), e terá como convidadas as bandas Anos 60 e Verdade Suprema. Bati um papo por e-mail com Maxwell Barros (ou Kruell), baterista.

Todos esses anos no rock e ainda vivos… fale um pouco sobre a história e fatos da banda.
Pois é cara, a banda é de 1995, tem exatamente 14 anos. Passou por diversas dificuldades mais graças a Deus e a nós mesmo que nunca pensamos em desistir dos nossos sonhos nós chegamos até aqui hoje. Nesse período nós temos um CD-DEMO com 8 musicas gravado no Megafone em 2003 pra 2004 e esse agora que está pra ser lançado agora dia primeiro de agosto que chama-se: “Música Pra Pular! Brasileira”. A banda passou por muitas mudanças até ser o que é hoje, tocando em vários bares e festivais aqui mesmo do estado e em poucos estados vizinhos.


Quais são as maiores influências da banda?
Cara a banda não tem muito disso de ser influenciada por uma banda ou outra, nós ouvimos de tudo e isso é o que torna a banda interessante. Quando vocês tiverem a chance de ouvir o CD verão que tem muita coisa variada nele, ou sejá, tem música pra todos os gostos, hehehehe. Gostamos de colocar um pouco de tudo que nos ouvimos mas posso citar nomes de umas bandas como Offspring, Nirvana, Faith no More dentre outras mais pesadas como Sepultura e até mesmo o Pantera são Bandas que gostamos muito.


A banda pensou algum momento em parar de tocar com a morte de Isaac (ex-integrante do grupo que faleceu ano passado em um acidente de carro)?
Cara no momento nosso intuito é fazer o lançamento do CD pois estava quase tudo pronto até  o acontecido, e era uma coisa que eu e o Isaac vínhamos trabalhando há anos e jamais deixaria que isso terminasse assim, como o fim da banda. Vai ser uma parada difícil sim sem ele, mais a ideia é tentar continuar sim, em momento algum pensei em desistir mais o futuro só a Deus pertence.


O que a banda almeja para os próximos meses?
Primeiramente fazer esse lançamento do CD, logo após isso sentar e decidir como prosseguir o trabalho da melhor forma possível.


O que o público pode esperar de “Música Pra’Pular Brasileira”?
Um CD muito energético com músicas interessantes letras também interessantes e um CD diferente do que muitas bandas tem mostrado por aqui. Não desmerecendo nenhuma banda é claro, mas é um trabalho bem diferente do que se é mostrado por aqui, acho que muita gente irá curtir.


Atrações distintas no lançamento do disco: Verdade Suprema e Banda Anos 60. Por que essa ideia?

Por um simples motivo: o show gira em torno do lançamento do CD do RODUBECK, mas também acontecerá uma homenagem ao Isaac Macedo e o André Lima que também é musico e faleceu junto com o Isaac. A Banda Anos 60 por ser amiga da banda há anos e por sinal o Reinaldo, lider da Banda Anos 60 é pai do Jetro, primeiro batera do Rodubeck e por eles serem amigos de nós há  anos, eles farão uma apresentação de algumas músicas antigas do Rodubeck e o Verdade Suprema além de ser nossos chegados há muito tempo era a banda que o André estava tocando antes de falecer, ou sejá, uma homenagem de amigos para amigos.


Mande um recado pra galera!

Bom galera é isso aí. O dia está chegando, é agora dia 1°, sábado as 23 h, vamos todos pro Castelo Pub que será uma noite bem agradável com muito rock and Roll pra quem quer se divertir. Venham todos e vamos lotar aquele castelo, hehehehe.  Espero todos vocês.

OUÇA RODUBECK: www.myspace.com/rodubeck

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Entrevista: Calistoga (Natal / RN)

25/07/2009 por RockPotiguar

Entrevista: Calistoga (Natal / RN)

Foto: Calistoga por Rafael Passos

Foto: Calistoga por Rafael Passos

Por Rodrigo Cruz

Uma das bandas potiguares que está com um trabalho autoral mais sério e que mais cresce na cena, Calistoga, está no meio (na verdade, no final) de uma turnê pelo Sudeste. Conversei pelo Messenger com Gustavo Rocha (baixo) e Dante Augusto (vocal) nesta terça-feira, 21. Falamos um pouco de tudo: a turnê, planos futuros, novo trabalho, bandaas independentes, circuito Fora do Eixo… Mande bala na leitura!

RockPotiguar: Em todo esse tempo de banda, vocês já tinham projetado (de pôr no papel mesmo) uma bela turnê como essa?

Gustavo: Bom, sempre foi uma meta da banda tocar em São Paulo. No começo a gente não se achava maduro o suficiente para encarar uma viagem como esta. Quando a gente começou a gravar o “Still Normal” vimos que a banda já estava madura e que precisava começar a andar por novas terras. Começamos os contatos pelo Sudeste e acabamos conseguindo uma série de show que estão sendo muito importantes para a banda. A gente só não imaginava que iríamos conseguir tantos shows.

RP: E os custos? A banda conseguiu algum apoio?

Gustavo: Conseguimos. Teve um investimento inicial da banda para as passagens, depois a gente foi fechando ajuda de custo com todos os shows (dentro da realidade de cada lugar / produtor). A venda dos CDs e camisetas também estão ajudando muito. Como essa é nossa primeira tour para o Sudeste a gente não estava muito preocupado com o dinheiro, sabíamos que iríamos gastar uma grana extra, mas tudo seria por um bem maior para banda. Então posso dizer que gastamos um pouco mais do que estamos recebendo, mas já está valendo todo o investimento.

RP: Ao todo são quantos shows? E como são os lugares?

Gustavo: A tour ao todo vão ser 14 shows. Até agora já foram 10 shows e tocamos em todos os tipos de lugares, pequenos, grandes, conhecidos, desconhecidos, ocupações e por aí vai… Isso tá sendo um ponto muito legal da tour, pois estamos tendo contato direto com todos os tipos de público e de condições de show. Vejo isso como um ponto que soma muito, pois a maioria dos nossos shows foram no Dosol, rsrsrsrs.

RP: Como a galera tem reagido aos shows?

Gustavo: Então, como eu disse na resposta anterior… Estamos tocando em vários lugares diferentes, para públicos diferentes. Mas dá pra ver uma reação positiva da galera, sempre tem gente vindo conversar depois dos shows, comprando CDs e nos elogiando. Um exemplo que posso te dar é que fomos para Serrana fazer um show e acabamos fazendo mais dois shows lá e em uma cidade vizinha. Acredito que estamos agradando e o resultado está sendo dos melhores. Tem até negos cantando nossas músicas em shows.  Além de nossos amigos que estão acompanhando a tour, isso deixa a banda um pouco mais segura na hora de tocar.

Dante: Tá falado!

RP: Como está sendo o repertório? Mais músicas das novas influências ou coisas dos trabalhos antigos também?

Gustavo: O Calistoga não tem repertorio. A gente sempre vai escolhendo conforme vai rolando o show, tudo depende de como a galera esta reagindo. Mas sim, a base do repertorio é o “Still Normal” que é o nosso trabalho mais novo. Dependendo do local tocamos ele inteiro, e várias das nossas músicas mais antigas e mais três covers para rechear os shows.

Dante: É, a gente tá priorizando mostrar o trabalho novo e o resto a gente vai soltando no show de acordo com o que a gente sente.

RP: O que a banda tá tocando de cover?

Gustavo: Três das nossas maiores influências: Hot Water Music, Fugazi e At The Drive-in.

Dante: Os covers tão fazendo bastante sucesso por aqui também, são bandas conhecidas por aqui.

RP: Qual a maior dificuldade que a banda está enfrentando nessa tour?

Gustavo: Carregar todas as nossas tralhas, rsrsrsr.

Dante: Isso é verdade. cada um precisa de mais dois braços “urgente”. A gente não tem carro aqui, estamos na base do ônibus, metrô e trem e com muito equipamento pra carregar.

RP: Qual é o objetivo principal da banda nesses shows? Contatos com produtores, ficar conhecida pelo público…

Gustavo: Bem, o objetivo principal é mostrar a banda. A gente queria saber como seria a reação do público por aqui… São Paulo é bem conhecida por ter um público mais frio, a gente queria passar por esta prova além de ter a chance de mostrar nosso som para públicos diferentes. Contato e público são consequências de todos os shows.

Dante: Passear e tocar. São as férias perfeitas, hehehehe.

RP: Já que estamos falando de circular: o que vocês pensam a respeito da Fora do Eixo Discos, em distribuir os discos das bandas dos coletivos através de toda a rede no Brasil?

Dante: Acho ótimo, dá uma organizada nesse lance da distribuição dos discos das bandas independentes. A internet facilitou todos os processos da música e deixou acessível às bandas independentes. O quesito da distribuição dos lançamentos físicos tinha ficado meio desorganizado e difícil de ser feito, seja pela dificuldade de dar saída nos discos que alguns selos ou distros enfrentam, seja pelo tamanho do país, acho que isso vai organizar bem mais e tornar mais fácil a circulação das bandas interessadas.

Gustavo: Acho que só vem a somar, pois teremos mais pontos de distribuição e acaba dando mais força para todos os envolvidos. A gente tem três pessoas envolvidas com o Coletivo Noize que é integrado ao Fora do Eixo. Se temos mais de 40 pontos em todo o Brasil com pessoas comprometidas em trabalhar sério, acho que isso só vem a somar.

RP: O Cavalo, das Velhas Virgens, lançou um livro, “Seja Independente”, que incentiva às bandas a não precisarem das gravadoras, que as mudanças que estão vindo descentraliza tudo. Vocês ainda se seduzem pela ideia de “gravadora” ou acham que as bandas podem sobreviver sendo independentes?

Dante: Acho que podem e devem. Cara, isso de ficar esperando uma gravadora cair do céu é muito chato e improdutivo. Você tem que meter a cara mesmo e fazer tuas coisas. Se você quer tocar é isso que você tem que fazer, mas se você quer ficar famoso é outra história, acho que o que deve mover o músico é o desejo de produzir musica e estar sempre em contato com ela, e hoje em dia da pra fazer isso sendo independente. Então por que não fazer?

Gustavo: Tô com o Dante.

RP: Além de shows e da distribuição do “Still Normal” com o público e da crítica positiva, como está sendo esse trabalho com a mídia? Está sendo feito algo nesse sentido?

Gustavo: Não. Como o CD ficou pronto e a gente já saiu viajando na mesma semana mal tivemos tempo para manda-lo para revistas e sites. O que deu pra fazer foi entregar na mão de todos os produtores presentes no Festival Noites Fora do Eixo em Recife. No nosso pré-lançamento, e quem a gente tá conseguindo ver no meio da nossa viagem. As mídias locais (de Natal) direcionadas ao público independente todas receberam.

Dante: A única coisa que rolou foi uma entrevista para o pessoal da Travolta Discos após o show da Inferno. Foi tudo filmado e vai sair na net em breve.

Gustavo: A maior divulgação em mídia será feita depois da nossa tour.

RP: E pra isso entra o coletivo de novo, nessa assessoria, ou será feito tudo dentro da banda?

Gustavo: Tudo será feito com a banda e em conjunto com o Coletivo.

RP: O disco ficou muito bom. Mixagem e masterização foi tudo com a banda?

Gustavo: Com a dupla, Dante Augusto e Henrique Rocha. Fale mais aí Dante.

Dante: Fui eu e Gela (Henrique Rocha). Fizemos tudo. Junto com a banda, claro. ouvíamos as opiniões de todos e tentávamos fazer chegar ao melhor possível. A gente gravou (exceto a bateria que foi no Estudio R com Rafael Bulhões) lá em casa. Ficou bem satisfatório para nós.

RP: Uma mesinha de som e uma placa de audio boa fora o suficiente (além da habilidade humana, claro!)?

Dante: Exatamente isso. Uma placa de som legal, uma mesinha pequena e o pc. A gente tem um amp de guitarra valvulado que ajudou bastante nesse quesito também. Usamos também as guitarras que usamos nos shows e nossos já e cada vez mais famosos pedais. Alguns plugins de áudio que a gente confia e pronto. Mixamos e masterizamos tudo. Sem referências adequadas, apenas um fone de ouvido legal e caixas de som comum mesmo. Bem na tora. Com o que a gente tinha conseguiu isso aí.

RP: Na sua opinião, esse trabalho caseiro deixou a desejar algo para algum estúdio de pequeno ou médio porte? Ou isso pode ser um exemplo para as bandas fazerem um trampo legal gastando o mínimo?

Dante: Cara, talvez tenha ficado um pouco viu? Mas não achei tanto quanto ouvi falar por aí, achei muito honesto se colocado no nível de estúdio de médio porte e surpreendente se colocado no nível caseiro. Acho que estilisticamente por não ter ficado tão perfeito casou com a proposta da banda em cheio e acho que serve de exemplo sim pra qualquer banda. O mundo tá cheio de gente te falando o que não fazer, mas você só vai saber se dá certo se fizer, se não rolar você vai e faz de outro jeito.

RP: Vamos voltar um pouco mais a Natal: a banda tem feito excelentes shows, muitas vezes pra um público que não é da banda. Essa competência está fazendo com que a banda tenha um público maior? Como vocês vêem isso?

Gustavo: A gente tem uma preocupação grande com ensaios e tentar sempre melhorar a qualidade da banda, e como a gente vem fazendo muito show isso tá ajudando a gente ficar muito entrosado, estamos colhendo alguns frutos de muitos sacrifícios que fizemos durante a vida da banda. E ver que aos poucos estamos conquistando mais o público de Natal é muito satisfatório. Com certeza shows grandes como o Festival Dosol dão uma força grande para qualquer banda, no meu ver ele é o maior festival dedicado a bandas independentes da cidade.  Como lá vai muita gente e o som é bom, as bandas acabam tocando com mais vontade e conseguem mostrar o seu melhor e o que melhor produziram durante o ano. E no caso de Natal, acho que o fim do clico fica no fechamento do festival Dosol, onde você acaba acompanhando o que tem de melhor na cidade e outras bandas que estão circulando pelo Brasil.

Dante: Cara, a gente tenta dar o máximo no palco e se esforçar com ensaios e outras ações como reuniões e conversas pra que na hora do show a gente possa dar o melhor. A gente busca crescer musicalmente buscando novas influências e novos modos de tornar nossa música mais interessante pra nós mesmo e pro público. Eu acho que isso influi sim, quando alguém que nunca viu a banda vê a gente no palco pode perceber esse tipo de coisa inconsciente e começa a de alguma forma dar valor. Vou me ausentar por um segundo, por que o cara onde estou hospedado vai usar o PC rapidinho, mas já volto.

RP: Ok. Vocês estão separados? Digo, cada um em uma casa diferente?

Gustavo: Estamos em três casas. Eu e o Dante em uma, Henrique está sozinho com amigos nossos e o Kalango e o Daniel em outra casa. No momento eu tô no interior da minha família fazendo uma pequena visita. Mas estamos todos no mesmo bairro lá em São Paulo.

RP: Essa turnê é mão-dupla? Ou seja, teremos novidades do RJ e SP por aqui depois?

Gustavo: Vai rolar o Vivenciar (RJ) aí em Natal esse fim de semana, eles tocaram com a gente no Rio e nos ajudaram por lá. Quem deve fazer uma visitinha por ai é o Eu Serei a Hiena (SP).

RP: De todas as bandas que vocês tocaram juntos nessa viagem, você pode citar algumas como destaque?

Gustavo: Sim, até agora… Pés Descalços / RJ, Vivenciar / RJ, Canastras / RJ, El Efecto / RJ.

RP: Só bandas do RJ?

Gustavo: Canastras a gente tocou aqui em Sao Paulo. E tem uma banda de Sampa, é que eu não lembro direito o nome. Pingüim alguma coisa…

RP: Quais os planos depois da volta a Natal?

Gustavo: Começar a produzir o próximo disco e fechar uma tour no Nordeste.

RP: Festivais?

Gustavo: Temos alguns convites. Vamos esperar eles se concretizarem para começar a anunciar.

RP: Aqui já deu. Algum agradecimento?

Gustavo: Agradecer pelo espaço no RockPotiguar e por todo apoio que o pessoal de Natal está dando para nós, tá sendo muito foda isso e espero que a galera se junte mais para que as coisas comecem a funcionar cada vez melhor.

Ouça Calistoga: www.myspace.com/bandacalistoga

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Entrevista: Thunder Steel (Natal/RN)

24/06/2009 por Bruno Bruce

Entrevista: Thunder Steel (Natal/RN)

Por Bruno Bruce

‘Death To False Metal’, ‘Poseurs Will Die’, ‘Metal Forever’! Todos os bordões da antiga escola do Metal são gritados pelo grupo natalense Thunder Steel. Genuíno representante do romântico Heavy Metal oitentista que grita palavras de ordem e conclamação headbanger.
Conduzi, em junho, uma pequena entrevista por E-mail com Fred Keyster (guitarra) e Berg (vocal).

Bruno Bruce – Quais são as influências sonoras do Thunder Steel? Eu já assisti vários shows do grupo e parecia que estava calcado na sonoridade do Manowar.

(Fred Keyster ) Realmente em nossas músicas há mistura de diversas bandas, destacando-se a pegada mais voltada para o Manowar. Mas de acordo com cada música que se passa no CD-demo, vemos um pouco de Running Wild, Judas Priest, etc.
(Berg A.Tepes ) Concordo que o Manowar é uma grande influência, porém não é a única, pois temos outras como Iron Maidem, Running Wild e Judas Priest.

BB – A formação atual está há quanto tempo?

( Berg A. T. ) Essa formação que gravou o CD demo War Metal, já tem um pouco mais de um ano.

BB – Cite as maiores dificuldades na confecção do CD-demo War Metal.

( Berg A. T.) As maiores dificuldades que a banda enfrentou tratam-se em relação a experiência, pois até então não tínhamos a menor experiência de estúdio ou confecção de partes gráficas. Com isto cometemos alguns erros que procuraremos não repetir no futuro.
( Fred Keyster ) A falta de patrocínio também pesou muito, a banda bancou 100% de tudo! Tivemos que abdicar muitas coisas em relação a isso. Mas conseguimos o nosso maior desejo, que era finalizar o CD-demo o quanto antes. Dificuldades sempre surgirão, mas estamos aqui pra lutar e almejar vitória em nossas batalhas.

BB – Não há os devidos créditos por cada composição. As letras e músicas são de quem?

( Fred Keyster ) Geralmente as letras são feitas pelo Berg, enquanto que as musicas são feitas por todos durante os ensaios. O interessante é que primeiro fazemos a harmonia musical, criamos riffs de uma hora pra outra, tudo naturalmente. As músicas nascem naturalmente, e quando elas são criadas instrumentalmente, Berg as batiza e intitula de acordo com cada pegada e riff, para em seguida nascerem as letras.

BB – Notei uma presença forte do baixo nas faixas. Um segundo guitarrista faz falta ao vivo?

( Berg A. T. ) Com toda certeza, principalmente quando as músicas foram feitas para duas guitarras.

( Fred Keyster ) Desde o princípio da banda fizemos músicas voltadas para duetos de guitarra. Ao vivo temos que fazer da mesma forma! Para isso, há pouco mais de dois meses, entrou um novo integrante na banda, Hery Linderberg. Fechando o quinteto.

BB – A cena potiguar está forte? Falem sobre as bandas locais que vocês apreciam.

( Berg A. T. ) Realmente a cena Potiguar está bastante forte, com bandas sérias que trabalham duro. Como por exemplo o Comando Etílico, Expose Your Hate, Night Hunter, Primordium, Deluge Master e o Killing Fields. Estas bandas são dignas de todo apoio e respeito de nossa parte.

BB – Considero que todas as possibilidades do estilo Heavy Metal esgotaram-se e está morto enquanto evento de massa. Há chance ainda para o Heavy Metal?

( Berg A. T. ) Em primeiro lugar o Heavy Metal não esta morto. O que acontece é que em nosso país o Metal não é tratado da mesma maneira que é nos outros países como Alemanha ou Japão, que tratam música como arte. Então fica difícil o Metal alcançar a massa, porém o Heavy Metal jamais morrerá.
( Fred Keyster ) Acredito que é pura questão cultural, vivemos em uma lugar em que se predomina o forró, o brega, entre outros regionais da terra. Onde a mídia (rádios) é quem dita o que é sucesso ou não. O Heavy Metal é diferente, pois não é só uma música ou estilo. É como uma religião, uma filosofia, pois quem realmente gosta do Metal, sabe que está vivo seja onde estiver.

BB – Espaço aberto para uma mensagem do Thunder Steel.

( Berg A. T. ) Queremos agradecer a você irmão, por este espaço, que para o Thunder Steel é motivo de honra e de orgulho. E agradecer a nossos irmãos do Metal por todo apoio que sempre recebemos. Sem o qual, não seria possível estarmos nesta batalha em prol do nosso amado e valoroso Heavy Metal. E metálicas saudações para todos os verdadeiros headbangers. Morte a todos os falsos e inimigos do metal!

Contato:
84 – 8805 9900 / 8855 7475
E-mail: fredkeyster@hotmail.com – augusto_thunder@hotmail.com

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Entrevista: Fliperama (Natal – RN)

24/04/2009 por RockPotiguar

Entrevista com a banda natalense Fliperama

Por Juliana Cortês

Há 4 anos a banda Fliperama espalha o punk rock bubblegum aqui em Natal. Durante este tempo eles tocaram em festivais, ganharam prêmios, divertiram a galera de outras cidades, gravaram dois CDs e estão prestes a gravar o terceiro. E, segundo o guitarrista Pedrinho e o baixista e vocalista Garrafinha, eles só estão começando! Confira.

RockPotiguar – Dia 17 de abril a banda completou 4 anos de vida. Me falem do início. Como a Fliperama nasceu?

Pedrinho: A banda surgiu num canal do MIRC, onde eu, Garrafinha (meu primo) e Hermano, começamos a conversar sobre rock (Ramones) e outras afinidades. Eu já havia tocado com Garrafinha em outra banda. E combinamos de marcar algo, tocar umas músicas… E foi assim que rolou a banda “Green Side” que era o esqueleto do que vinha a ser a Fliperama. A Green Side fez alguns ensaios, mas o nosso baterista não estava com tempo de tocar. E foi assim que conhecemos Douglas, também pelo MIRC; e, para completar a banda, chamamos Kaká (que também é minha prima). E a banda hoje é composta pelos três primos (eu, Kaká e Garrafinha), Douglas e Hermano.

Como se deu a escolha do estilo da banda?

Pedrinho: Tudo começou por causa dos Ramones. Apresentei o Carbona a Hermano, Garrafinha já conhecia a banda. E fomos sacando outras bandas do mesmo estilo. E fomos gostando daquilo. As primeiras composições foram no estilo e a gente resolveu seguir na mesma praia. A Fliperama surgiu meio que na brincadeira mesmo. Apenas pra tocar nos fins de semana mesmo. Então tocávamos o que mais gostávamos.

Quais são as maiores influências de vocês?

Garrafinha: Eu, Pedrinho e Hermano já gostávamos de Ramones há um bom tempo, mas depois que conhecemos o Carbona foi que descobrimos o punk rock bubblegum, ou pop punk como dizem os gringos. Mas nossas influências são, além de Carbona e Ramones, Magaivers, Havana 55, Os Pedrero, Screeching Weasel e The Queers.

A banda mudou de formação alguma vez? Como foi isso?

Pedrinho: A gente começou a banda em quinteto. Preparamos as músicas, fizemos nossas composições, organizamos nosso show. Mas Hermano teve que abandonar a banda por motivos pessoais. Com a saída de Hermano pensamos em parar a banda por um tempo, e tentar com um novo vocalista. Como tínhamos dois shows marcados, resolvemos arriscar com Garrafinha nos vocais. E isso foi bacana porque o resultado foi bem legal. Gostamos do vocal dele. E resolvemos tocar a banda só nós quatro mesmo. E assim foi por quase dois anos. Gravamos nosso primeiro CD assim. Com a formação em quarteto. Porém, Hermano continuava a acompanhar a banda. Dar dicas, contribuir. E, no final de 2007, resolvemos convidar Hermano para voltar a banda e dividir as vozes com Garrafinha. Hermano voltou, gravou o segundo CD conosco, o DVD, e é assim que a banda segue: como começou.

E como foi a repercussão da volta de Hermano a banda?

Pedrinho: Para a banda eu achei bem positivo. Gostamos muito dos vocais dele. Gostamos muito da participação dele no DVD. É um cara que acrescenta a banda. O público ficou, mas também gostou. Teve gente que de início achou estranho com novas vozes. Outros gostaram bastante. Isso é relativo. O importante é que a banda segue nessa formação. Agora no meio do ano estamos preparando a gravação do nosso terceiro CD.

Em 2006 vocês gravaram o primeiro CD (Quatro Pinos, Uma Jogada…) com Garrafinha no vocal. No início de 2008 vocês gravaram o segundo CD (Volta ao Mundo Numa Lambreta), já com Hermano cantando algumas faixas e Garrafinha outras. E agora se preparam para mais um. Fale um pouco sobre a produção desse novo CD. Será na mesma linha do segundo, com dois vocalistas?

Pedrinho: O terceiro CD vai seguir a mesma linha do segundo. Vão ser vocais alternados entre Garrafinha e Hermano e também outras novidades (risos). Estamos trabalhando bastante essas canções para fazer um disco bem marcado pela simplicidade nos arranjos.

Não dá para adiantar uma dessas novidades que está por vir?

Pedrinho: É tudo guardado a sete chaves. Mas o que posso adiantar é que o CD já está tomando forma com canções iradas. A ideia inicial é de não lançar um único CD. Mas como são 4 anos de banda, queremos lançar quatro EPs com três faixas cada, durante 4 meses. Um EP por mês, e no quinto mês lançarmos o CD completo com mais duas canções. Totalizando 14 músicas.

Já tem previsão de quando o primeiro EP será lançado?

Pedrinho: Queremos estar com tudo pronto até o final de junho. Para lançarmos em julho, depois agosto, setembro, outubro e novembro. E não para por aí. Também vamos gravar um vídeo release da banda e outras coisas.

Vocês têm popularidade aqui em Natal e em outras cidades. Isso é visível, por exemplo, em fóruns na Internet relacionados ao estilo bubblegum. Vocês imaginavam, há 4 anos, que teriam todo esse reconhecimento?

Garrafinha: Sinceramente não (risos). Mas a Internet nos ajudou bastante. Logo no nosso primeiro CD tivemos a ideia de disponibilizar todas as músicas no site Trama Virtual para a galera baixar, com isso começamos a notar que a galera foi conhecendo a banda. Ficamos como destaque em janeiro de 2007 na página do Trama Virtual. A galera começou a cantar nossas músicas nos shows. Na comunidade do Orkut começou a aparecer gente, e muita galera de banda de fora nos adicionaram no MSN para trocar idéias, e sempre quando alguém na Internet me adiciona em Orkut/MSN e diz que gosta do Fliperama fico com muito orgulho porque a galera está gostando da nossa proposta. Um dia desses mesmo vimos na comunidade bubblegum uma menina de Manaus dizendo que tinha conhecido a Fliperama em São Paulo, quando tava de férias por lá! Então, são essas coisas que a gente nunca imaginou… Éramos apenas cinco amigos querendo fazer rock chiclete sem nenhuma pretenção a mais (risos).

Pedrinho: Como eu disse no começo da entrevista, a Fliperama começou como brincadeira de fim de semana. A gente não esperava nem fazer shows. Mas as coisas foram rolando. Boas oportunidades foram surgindo. Divulgamos nosso material. E hoje em dia temos bons contatos. Como bubblegum é um estilo pouco divulgado no Brasil, a gente começou a procurar na Internet pessoas que gostassem do tipo de música. Pegamos contato com o pessoal do Bubblegum Attack, onde há essa troca de idéias. Tem a comunidade de bubblegum onde há essa interação com o pessoal que gosta do estilo. E tudo isso ajuda a divulgar nosso trabalho fora do RN.

Em 2006 vocês ganharam o Prêmio Rock Potiguar de banda revelação. O que essa vitória representou para vocês?

Garrafinha: Poxa! Ficamos muito felizes! Foi uma sensação de dever cumprido, porque éramos uma banda relativamente nova e que tava tocando um estilo novo de rock em nossa cidade. E como sempre demos o melhor da gente. Foi uma auto satisfação porque vimos que a galera votou e definiu a gente como melhor banda revelação de rock do RN de 2006. Particularmente, tenho muito orgulho por esse premio conquistado.

Como é o fã da Fliperama aqui em Natal? É aquele cara que curte somente bubblegum?

Pedrinho: (risos) Falar disso é complicado.Mas respondendo a pergunta, não. Não é o pessoal que curte somente bubblegum. Até porque aqui em natal pouca gente conhece e/ou gosta do estilo. Geralmente quem gosta de punk rock dá uma curtida na banda. E, como fazemos umas baladinhas, acho que esse é o publico. É o pessoal que gosta de um rock mais “leve”.
E alcoólatra, claro.

O que inspira a banda a compor as músicas? É o álcool?

Pedrinho: O álcool ajuda. Mas, é a paixão por carros, garotas e jogos. E também pelo gosto por músicas simples, com poucos acordes mesmo. Quem mais compõe na banda é o Hermano. E a inspiração dele ninguém sabe de onde vem. Talvez de um amor platônico. (risos) Mas, no geral, é isso. Melodias simples, sem “firulas”, e as letras são baseadas em coisas que gostamos. Carros, garotas, jogos e biritas.

Falem um pouco sobre as maiores dificuldades enfrentadas pela banda durante estes 4 anos.

Garrafinha: Nesses 4 anos vimos muita coisa, vimos bandas começarem e terminarem e outras ainda na instiga. As grandes dificuldades foram apoio cultural. Sempre tivemos que tirar do nosso bolso para gravar ou para viajar para fora do estado, e acaba se tornando pesado… mesmo que prazeroso. Em 2006/2007 apareceram bons convites pra tocarmos no sudeste, mas, infelizmente, não tínhamos como nos bancar e tivemos que adiar.

Pedrinho: O que a gente se propôs a fazer, a gente fez. Os problemas que também temos são assuntos pessoais. Como todos nós trabalhamos em empresas diferentes, fica difícil conciliar as férias de todos para tentar uma descida pelo sul e sudeste. Talvez o grande problema, não só para a gente, mas pra todas as bandas do RN, é o fato do nosso estado ser longe do eixo sul/sudeste.

E quais foram as maiores alegrias vividas pela banda durante este tempo?

Garrafinha: Poxa… foram tantas alegrias! (risos) Para a gente é sempre motivo de alegria tocar e ver a galera cantar nossas músicas, usar nossas camisetas. A gente ficou bastante feliz por ter ganhado todos os prêmios que concorria no Prêmio Rock Potiguar, além do prêmio revelação de rock da Quarta Cultural da Assembléia Legislativa de 2007. Da gente ter tocado duas vezes no Festival DoSol e aberto shows de bandas que somos fãs. Mas, a grande a alegria, é do espírito rock’n roll da banda se manter vivo até os dias de hoje.

Pedrinho: Acho que só em estarmos juntos há quatro anos já é uma coisa a se comemorar. Poucas bandas aqui no nosso estado duram esse tempo. E gravar material, ainda que hoje se tenha mais facilidade de gravar, é algo a se comemorar. E nós temos dois CDs lançados, temos um registro em DVD que foi o projeto Natal Rock Sessions; estamos prestes a lançar nosso terceiro álbum, e, para uma banda que pretendia apenas curtir no final de semana por brincadeira, é algo bem legal. Conhecer pessoas legais com quem dividimos experiências e amizades. Bandas que gostamos pra caramba e que dividimos palco com elas… Tudo isso são motivos de alegria. E uma alegria pessoal minha (Pedrinho) é dividir este projeto com quatro pessoas bacanas que são Garrafinha, Kaká, Hermano e Douglas.

O que vocês esperam para os próximos anos?

Garrafinha: A expectativa para os próximos anos é que, enquanto houver alguém que curta os três acordes grudentos que formam nosso som, estaremos sempre dispostos a tocar, viajar, lançar material bacana para o público, beber nossa cerveja antes e depois dos shows, brincar com os amigos e se divertir o máximo que pudermos e também divertir a todos com o que mais gostamos de fazer que é rock’n roll. Essas são as expectativas que eu acredito.

E, para finalizar, deixe um recado para quem está lendo esta entrevista.

Pedrinho: Apóiem as bandas locais, não só as de Natal, o interior também tem bandas boas. Natal tem muitas bandas massa, tem um cenário legal. Vá aos shows das bandas locais, baixem seus discos, ou comprem se for o caso. Ajude da forma que você puder. E principalmente, escutem RAMONES. (risos) No mais, é isso. Obrigado pela oportunidade de falar um pouco da banda. Um forte abraço a todos, paz, rock e boas vibes a todos.

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Entrevista: Pocket com AK-47 (RN)

5/04/2009 por RockPotiguar

O AK-47 foi a banda escolhida para fechar esta edição do Rock Potiguar Festival. Segue pocket com a banda.

Fale, resumidamente, sobre algumas experiências da sua banda.

O Ak com 3 anos de vida, possui alguns marcos na sua história, já participou do Festival DoSol (RN), Palco do Rock (BA), Caosnatal (RN) com o Maldita (RJ) e abriu o show da antes chamada banda Luxúria(RJ). Já deu entrevistas para a InterTV Cabugi, a TV Ponta Negra e 103 FM. Gravaram um clipe, que não consideram oficial, para a música “Entrada” e possuem apenas um EP como trabalho, intitulado “A Rainha na Terra dos Decapitados”

Quais as dificuldades enfrentadas no Brasil pelas bandas independentes que se propõem a fazer um som autoral?

Acreditamos que o foco inicial de dificuldade é a falta de órgãos públicos ou empresas privadas que acreditem no trabalho das bandas autorais, não viabilizam apoio ou patrocínio para gravação de trabalhos e execução de projetos. Os problemas comuns de gravação, show e divulgação são “ossos do ofício”, que dependendo da forma que são feitos acabam transformados em artifícios que somam ao trabalho da banda.

Qual a importância de um festival independente para a carreira de um grupo musical?

Festivais independentes são os melhores presentes para bandas autorais, a troca estética, o intercâmbio que acontece, toda essa mistura envolve fontes novas para serem bebidas. É um degrau na carreira da banda, e não explicito se ascendente ou descendente, é apenas um marco com pontos de divulgação e exposição de grande valor, cabe a banda escolher o rumo.

O que o público pode esperar do seu show?

Do Ak, esperem o de sempre, o inesperável. Bolamos idéias únicas pra cada momento e as unimos as nossas composições, juntas tornam-se acontecimentos, e para domingo, levem taças, vinho e estejam dispostos para lubrificar as articulações num show pós-orgânico.

Espaço aberto.

“Eu sou um homem ou uma mulher?

Eu sou um homem ou uma máquina?”

(Heliogábalus em Le Magnifique Nouvelle de La Passion )

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