Cobertura: Segundo dia do Festival DoSol 2009 [Parte 2]

16/11/2009 por RockPotiguar

Segundo dia do Festival DoSol 2009 [Parte 2]
Por Juliana Cortês e Shilton Roque
Fotos: Juliana Cortês

Uma semana se passou do Festival DoSol. Por causa da falta de tempo devido aos compromissos que tive durante a semana, venho postar somente agora a segunda parte do segundo dia do  evento – peço desculpas aos nossos leitores por esse inconveniente. Então vamos lá! (Juliana Cortês)

A sétima banda da noite foi o Pulverhund, da Noruega. O estilo da banda me pareceu meio indie, meio Victor e Léo… E algumas músicas que pude conferir tinha uns solos de guitarra muito bons. Ouvi dizer que no trio há um nordestino. Infelizmente, não pude ficar no armazém para ver o show todo.

Após o Pulverhund, um oceano de headbangers se concentrou no DoSol para o show do Comando Etílico (RN). Como sempre, foi visível a empolgação do público para a apresentação dos caras. Eles abriram o show com “Metal e Prazer” levando a galera a um nível de empolgação extremo – tanto que levei várias chicotadas de cabelo dos metaleiros que não paravam de bater cabeça. O Heavy Metal clássico cantado em português envolveu numa onda só todos os seus fiéis seguidores. Um dos melhores shows da noite!!

Com “Santuário das Almas”, música do último CD, o Confronto (RJ) abre seu show. Bandanas, “X” na mão e a galera Straight Edge se matando no mosh pit… Sim, os cariocas estavam tocando no palco do Armazém Hall. A ficha caiu? Um show fervoroso, com uma roda insana, wall of death e muito mosh, resume o show dos caras. Destaque para “Guerra, Queda e Morte” que contou com a participação do Seqüela (vocal do I.T.E.P.), e “Causa Mortis”. Além de um show indescritível, a mensagem foi passada através dos gritos do vocal e da galera. “Vocês sabem muito bem quem são seus inimigos” – frase do Felipe, frontman da banda. E quando anunciaram a saideira, e todos achavam que o show acabaria sem tocarem “Negação”, é puxado o grito: “Sem dependência, sem obsessão, sem ilusão e sem fraqueza”. Show histórico!!

“O bom filho a casa retorna”. E é seguindo este ditado popular que o Calistoga (RN) volta ao palco do Dosol depois de uma longa pauta em festivais Brasil afora. Com certeza um dos shows mais lindos que vi: galera instigada, público representando e cantando todas as músicas. Destaque para a presença de palco da banda e as canções: “Get Together” e “Wait to Fight” – nessa última a galera em frente ao palco ficou mais do que louca. Show desses de lavar a alma!

Sem frescuragem a Devotos (PE) manda de primeira “Nós faremos que você nunca esqueça”, e, realmente, um show com todos os clássicos dos 20 anos da banda pernambucana não será de se esquecer. Tocaram “O herói”, “Eu Tenho Pressa”, “Dia Morto”, “Asa Preta” , “Luz da Salvação”, ou seja, todas as que não poderiam faltar num show do Devotos. Muita gente na grade, rodas insanas e todos cantando as músicas. Ainda rolou um momento tiração de onda, de cunho futebolístico, com torcedores fazendo aquela zoação sadia. E pra encerrar: “Roda Punk” – com todos seguindo a música arrodiando – e “Punk Rock HardCore” literalmente DU CARALHO! Ainda permitiram um bis, e assim executaram mais duas. Encerraram o show com “Faz Parte do Cotidiano”.

Às 21h35, no DoSol, o Mugo (GO) se apresentou para poucos. A banda é ótima, o vocalista berrava alto, mas a maioria do público preferiu garantir seu lugar no Armazém Hall, onde o The Exploited ia se apresentar. E eu fui nessa onda…

[Continua~]

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Cobertura: Segundo dia do Festival DoSol 2009 [Parte 1]

12/11/2009 por RockPotiguar

Segundo dia do Festival DoSol 2009 [Parte 1]
Por
Juliana Cortês, e Shilton Roque (sobre Deadly Fate e Distro)
Fotos:
Juliana Cortês

Domingo, dia 11 de novembro. Segundo e último dia do Festival DoSol 09 com mais bandas nacionais e internacionais. Cheguei às 16h, e, infelizmente, perdi o horror punk do Dr. Carnage (RN) no Armazém Hall.
Às 16h, o I.T.E.P. (RN) subiu no palco do Centro Cultural DoSol. Os caras mandaram músicas próprias, como “Sangue por Sangue” – que dedicaram para as pessoas que exploram os animais em rodeios e vaquejadas -, além de covers, como “The Weapon They Fear” do Heaven Shall Burn (banda alemã de metalcore). Sequela,  vocalista da banda, declarou que o hardcore não é só música, e sim um estilo de vida. E dedicou o show a todos que curtem e vivem o hardcore, metalcore, NYHC e afins. O show em si foi muito bom. Exceto pela maioria do público que insistia em não se animar, apesar da instiga dos integrantes.

Meia hora depois, era a vez do punk rock bubblegum da Fliperama (RN). O show foi a despedida do baterista Doug (que saiu por motivos pessoais). Era visível a empolgação do batera que tocou com bastante energia. Mas o resto da banda pareceu meio tensa em cima do palco, e o som não colaborou – estava muito ruim. A apresentação contou com músicas de todos os CDs, como “Câmera Lenta” e “Willynelson” (a mais pedida nos shows), e também com canções do novo EP, como “Lara é uma Rockeira Punk” e a baladinha “A Mais Popular”. A banda agitou mais no final, quando tocou “Cretin Hop” dos Ramones.

Depois do punk rock chiclete, a ‘música para o filho de satã dormir’ era tocada no palco do DoSol pela banda Nervochaos (SP). No público o que se viu foi metaleiros batendo cabeça e gritando o nome de satã. O vocalista estava sem camisa, mostrando um pentagrama invertido tatuado no peito. Coisa “linda” de se ver. Foi porrada no pé d’ouvido até o final.

Com boa parte dos fãs disputando lugar na grade e gritando o nome da banda, o Deadly Fate (RN) inicia sua apresentação e mostra o porquê de toda aquela “pagação de pau” por parte da galera. De pronto os caras começam com aquelas intro clássicas do metal, abrindo o show com “Metal Warriors”, fazendo o refrão ser cantado em coro pela galera lá embaixo. Com músicos excelentes e um público participativo cantando todas as músicas, o heavy metal se fez presente e bem representado no festival. Sem dúvida um show impecável.

A pergunta que não quer calar, como uma banda consegue um batera em cima da hora do show e consegue fazer uma apresentação brilhante? Pergunte isso para o pessoal do Distro (RN). Problemas de última hora fizeram Dado assumir o posto, e quem disse que daria bronca? Os caras fizeram uma apresentação para deixar qualquer um de cara! Destilaram a segunda e a terceira música: “Cold blood” e “My favorite life”. Rafaum instigadíssimo no palco junto com os distro boys fizeram uma das melhores apresentações da noite. Destaque também para “The Death is Waiting For You”, e “Little Lion” e a sua dancinha. O público cantou e representou lá na frente, rendendo agradecimentos e oferecimentos por parte da banda.

[Continua nos próximos posts! Prometemos!]

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Cobertura: Primeiro dia do Festival DoSol 2009 [Parte 4]

11/11/2009 por RockPotiguar

Primeiro dia do Festival DoSol 2009 [Parte 4 - Barulhinho Bom]
Por
Shilton Roque

Depois da maratona do rock, o rolé do sábado continua com a vez do baile Barulinho Bom. Quem pensava que depois da meia noite o público ia se esvair, estava enganado. Essa ótima ideia foi literalmente um baile. Iniciado pelos pernambucanos do Nuda que fez muita gente (inclusive eu) dançar no Dosol, os caras já tinham colado aqui, salvo engano no Dezembro Noize. Não consigo rotular o som dos caras para contar aqui, mas posso dizer que se encaixava totalmente na proposta do baile. Destaque para a percussão que dá um up bem up no som dos caras. Ainda rolou um cover do Caetano. Showzaço!

Dando sequência ao baile, uma banda para “quem não gosta do prensado”. O Dusouto, fez um dos melhores shows da noite. Todo mundo dançando, armazém lotado cantando o som dos caras e curtindo aquele experimentalismo: cavaquinho, guitarra, baixo, DJ e vozes repletas de efeitos. Destaque para “Outro dia”, “Old Par”, “Fazendo a Cabeça”e “Samba Souto”. Foi lindeza demais! Mulherada balançando, e um clima indescritível. A frase do show “Agradecer os nossos patrocinadores que são vocês que estão pagando 20 conto para estarem aqui”.

Chega a vez do samba-rock, o Orquestra Boca Seca tem a responsabilidade de dar sequência a todo clima do baile, e os caras se garantiram. Fez todo mundo chacoalhar com seu som. Na segunda música já destilaram logo “Manuel” do Ed Motta e na sequência alguns sons novos da banda que estão sendo gravados ainda. Enfim, fez o baile bailar.

Pra encerrar a noite, já eram duas e alguma coisa da madruga, e o pessoal não arredava o pé para ver o Eddie, o show foi literalmente “Original Olinda Style”, encerrando a maratona com Ramones, só que com sua lombra frevística.

[Sim, continua nos próximos posts...]

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Cobertura: Primeiro dia do Festival DoSol [Parte 3 - Danko Jones]

11/11/2009 por RockPotiguar

Primeiro dia do Festival DoSol 2009 [Parte 3 - Danko Jones]
Texto e foto por
Juliana Cortês

Às 22h50 em ponto, Anderson Foca  (um dos organizadores do evento) sobe ao palco do Armazém Hall para agradecer a presença do público. “E é com muita honra, e muito prazer, que a gente apresenta, diretamente do Canadá… DANKO JOOOOOOOOONES!!” –  foi com essas palavras que Foca apresentou a grande atração da noite. E a galera enlouqueceu!! Ao som de uma música que deu um clima de suspense, a banda não fez uma entrada tão triunfal, mas fez a galera delirar ainda mais só pelo fato de estarem ali. Assim sendo, com todos os integrantes a postos, a banda abre o tão esperado show com “Code of The Road” (do álbum “Never Too Loud”), fazendo o público esquentar para as próximas músicas. Enquanto o baixista John Calabrese dava os últimos ajustes na afinação do baixo, Danko Jones conversava, em inglês, com o público que reagia insanamente, compreendendo – ou não – o que ele dizia. E o show continuou com a galera delirando música após música. A banda interagiu muito com o público – e preferi não ter entendido uma parte do show, quando o vocalista fez uns gestos  suspeitos com a boca e a dobra do braço (!!), perguntando se gostavam de fazer “isso” (“Hein? ’Isso’ o quê?” – quem foi… sabe).  Uma das músicas que mais levantou o pessoal, foi “Sticky Situation” e “Baby Hates Me”. Mas a que realmente mais animou foi a mais conhecida  “First Date”. Apesar de que, no início, quando Danko Jones pedia para todos cantarem com ele o “Heeeeeeeey…!” do refrão, o pessoal ficou meio desinstigado e o vocalista perguntou “Vocês estão querendo dormir agora?”, fazendo com que o público despertasse da gafe logo em seguida, e nessa hora, jogaram até cerveja em cima do Danko, de tanta empolgação!
Uma hora de show já havia se passado, e eu na expectativa de ver eles tocando “Don’t Fall In Love”. (Espera em vão. Eles não tocaram.) Depois de todo o fervor canadense no armazém, a banda se despede com um “Obrigado” (sim, em portuga) do Danko Jones. E a galera, timidamente, pede bis. Assim, Anderson Foca sobe novamente ao palco para dizer que eles vão voltar. Minutos depois, a banda retorna com o Danko Jones endiabradamente ensandecido. Por fim, eles tocaram mais duas músicas, fazendo a galera pirar com os últimos momentos dos canadenses em Natal. Sem dúvidas, um show que vai ficar para a história.

[Continua nos próximos pooosts!!]

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Cobertura: Primeiro dia do Festival DoSol 2009 [Parte 2]

10/11/2009 por RockPotiguar

Primeiro dia do Festival DoSol 2009 [Parte 2]
Por Juliana Cortês e Shilton Roque
Fotos:
Juliana Cortês

O público começava a crescer na vez do BUGS (RN). Banda já conceituada e com inúmeros seguidores fiéis, os caras mandaram muito bem o rock durão do novo EP (“Eli, Lama Sabachthani”), como “Ruminando Vontades” e “Jantar em Família”. Infelizmente não pude assistir o show na íntegra. (Precisava comer algo, e me deparo com um salgado custando R$3,00!! Que lástima!)

Com dois bateristas dividindo uma bateria (!!), o Vendo 147 (BA) já chegou chamando a atenção do público que ia aumentando cada vez mais. Sincronicidade, interação, presença de palco e solos perfeitos marcaram o show da banda baiana. Um dos bateristas agradeceu por estar em Natal e disse que considerava o Festival DoSol o melhor festival de rock do Brasil. Bem, se é ‘o melhor festival do país’, eu não sei. Só sei que o show do Vendo 147 foi um dos melhores da noite! Apesar do surdo caindo de cima do palco da bateria – problema logo solucionado por um assistente que ficou segurando o instrumento até o final do show -, a banda agitou a maioria com uma versão roqueira da música tema do Vingador (do desenho Caverna do Dragão). E finalizou a apresentação  virtuosa com uma mistura de músicas dos Beatles, Black Sabath, AC/DC, Metallica, Motorhead, e ainda “Purple Haze” do Jimi Hendrix.

Os Bonnies (RN), nona banda da noite, abriu a apresentação com “Não Toque na Minha Baby”, e fez a galera dançar sem parar até o final. O espaço ficou pequeno para tanta gente que vibrou ao som de músicas novas e antigas, como “Óculos” e “Cinema”. Teve até trenzinho de marmanjo feliz da vida ao som dos Bonnies. Êêê!!

E no palco do Armazém Hall, Rejects (RN) em ação. Som no talo, rock alto e barulhento. Rolou uma mistura de canções do “Green” com o “Devil´s Córner”. Na terceira música o público começava a entrar no clima. Destaque para a instiga do Foca que garantiu um clima bacana lá de cima do palco, chamando a galera a curtir o role e pá.

Contrabaixo, moicano, e um power trio muito louco em cima do palco. Esse foi o Sick Sick Sinners (PR). O Dosol ficou abarrotado com uma galera ávida pra conferir o Psychobilly dos caras. De início já fizeram a intro do “Road of Sin”, salvo engano “Evil Gabin”, e com esse som vi muita gente pirar com o som da banda, muita gente mesmo! Enfim, o DoSol lotado presenciou uma puta apresentação.

Na sequência, o instrumental do Retrofoguetes (BA). Pela segunda vez em Natal, a banda foi a segunda melhor atração da noite. A primeira música parecia ter saído de um filme do Quentin Tarantino, e o baixista parecia ter sido desenhado para um animê western. Um dos destaques do show foi quando o guitarrista disse “Essa música vocês podem cantar se quiserem”, e os caras começaram a tocar “Pedro de Lara-ra!! Lararararara, lara laraaa lara ra ra ra…” fazendo todo mundo cantar freneticamente. Em suma, instrumental muito bem tocado, público em sintonia com a banda e muita diversão!

Enquanto alguns optaram esperar no armazém o show do Danko Jones, o The Baggios se apresentava no outro palco e para um bom público. O duo sergipano mostrou seu rock clássico e bem tocado apenas com uma guitarra e batera conseguindo, com criatividade, suprir a ausência do baixo.

[Continua nos próximos posts!!]

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Cobertura: Primeiro dia do Festival DoSol 2009 [Parte 1]

9/11/2009 por RockPotiguar

Primeiro dia do Festival DoSol 2009 [Parte 1]
Texto e fotos por Juliana Cortês

Cheguei à Rua Chile às 16h, e a banda Flaming Dogs (RN) já estava tocando no DoSol. Vacilei. Realmente a organização não fez feio quanto ao horário do início do evento, e cumpriu com o que foi divulgado, começando por volta das 15h30. Pelo menos consegui me juntar as poucas pessoas presentes, e curti as duas últimas músicas: “Highway Star” do Deep Purple, e a autoral “The Flames Went Higher”, que dá nome ao EP de estréia da banda.

Como nos outros anos, o Festival DoSol 2009 seguiu o esquema de revezamento de palcos, entre o do Centro Cultural DoSol e do Armazém Hall – esse último com o espaço mais amplo e o palco maior. Portanto, a segunda banda a se apresentar no festival, e no palco do Armazém, foi o Drive Out (RN). Os caras mandaram bem suas canções – apesar do estilo incompreendido, o tal emocore. Quem gosta daqueles vocais gritando letras românticas, curtiu.

Após o show do Drive Out, era a vez do Venice Under Water (RN). Achei o público meio acanhado, pois a banda é ótima e os integrantes estavam instigados. Depois de um tempo percebi que havia muitos fotógrafos e pessoas filmando em frente ao palco, fazendo o público recuar e assistir o show meio de longe.  Mas enfim, os caras mandaram muito bem, tocando músicas próprias como “Unrelenting Fate”, e uma cover do Muse, “Our Time is Running Out”.

Depois do show do Venice, me dirigi ao Armazem Hall. Chegando lá, vejo um cara alto, magro, vestindo um uniforme verde, com uma bandana no pescoço, um capacete cheio de platinelas, em pé, ao lado de um laptop, balançando a cabeça, tocando guitarra, acompanhando batidas eletrônicas e cantando músicas com letras muito loucas (ufa!) – essa figura era o Melda (MG)!! Pois é, a ‘monobanda de apenas um único homem só’ (!!) foi um dos destaques do primeiro dia. Mas a galera ainda não tinha acordado para o festival. Poxa! O cara é o maior barato e poucos se mexeram!! Nem ao som da baladjinha que dizia: “Pqp… Maconheiros… do Brasil! Mas que vergonha”. A culpa não foi dele. “Que vergonha” – digo eu.

No espaço menor, os sergipanos psicodélicos do Plástico Lunar subiram ao palco para mostrar seu rock anos 70 com direito a teclado, duende e tudo mais. A banda é ótima, estava animada, presença de palco espetacular… Porém, mais uma vez parecia que o público estava fazendo cosplay dos Guerreiros de Xian (isso mesmo, aquelas estátuas do exército chinês que foram encontradas enterradas e blá blá blá).  Mas, fazer o quê? Apesar do público inicialmente estático, e do som não muito bom, a banda tocou cerca de dez músicas, dentre elas “Gargantas do Deserto”, “Sua Casa”, “Formato Cereja” e “Boca Aberta”.

Às  18h, o Cassim e Barbária (SC), com seus dois bateras, sendo um deles fazendo uns efeitos no sintetizador, e um baixista meio esquizofrênico que tocava imóvel olhando para o nada, chamou atenção do público que começava a aumentar, e a se soltar. No meio do show, o vocalista jogou apitos de plástico para a galera, gerando uma barulheira que se juntou ao som experimental da banda. Agradaram – e muito!

[Continua nos próximos posts!]

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Notícia Potiguar: Continuação do Festival DoSol é amanhã!!!

11/11/2008 por RockPotiguar

Fonte: Dosol.com.br

FESTIVAL DOSOL – MÚSICA CONTEMPORÂNEA ACONTECE NESTA QUARTA E QUINTA NA CASA DA RIBEIRA

O Festival Dosol 2008 realiza nesta quarta e quinta, dias 12 e 13 de novembro, sua última ação do ano trazendo ao palco da Casa da Ribeira o Festival Dosol – Música Contemporânea. A programação vai reunir artistas de três estados e é totalmente gratuita.

A idéia de fazer o Festival Dosol – Música Contemporânea é bastante nova. “Nós queremos fazer um evento que aponte pro futuro, e isso é que vamos propor com o nosso “case” de música contemporânea. Sempre quisemos fazer algo especializado para música de vanguarda, pros novos experimentos sonoros e acho que abrimos esse leque com essa ação”, diz Ana Morena, organizadora do projeto.

No primeiro dia do evento o Festival Dosol – Música Contemporânea vai trazer ao palco dois grupos instrumentais/experimentais da novíssima geração paulista: Elma e Debate. O Elma se auto-intitula “Metal Experimental”. O grupo, totalmente instrumental, se baseia em linhas pesadas com afinações baixas para fazer tremer onde passa. Já o Debate propõe um som “free style”, usando linhas de baixo e bateria com samplers e barulhos eletrônicos para formar uma camada instigante pra sua sonoridade.

No segundo dia do Festival Dosol – Música Contemporânea, mais três grupos sobem ao palco: O Garfo (CE), Edu Gomez e Os Poetas Elétricos. O Garfo é um dos destaques da nova cena cearense. O grupo toca uma espécie de loop orgânico ao vivo, com baixo, guitarra e bateria e tem agradado muito em festivais recentes como o Festival Mundo (PB) e o Se Rasgum (PA). Edu Gomez, guitarrista potiguar, defende no palco seu novo trabalho mostrando porque é considerado um dos melhores músicos do Nordeste. Os Poetas Elétricos completam a escalação da noitada com suas poesias sonoras instigantes e bem resolvidas.

Os dois dias de programação são totalmente gratuitos e começam pontualmente às 19h. Os ingressos serão retirados por ordem de chegada a partir das 18h na Casa da Ribeira. O Festival Dosol – Música Contemporânea tem o patrocínio da Oi, Lei Câmara Cascudo, e Praia Mar Hotel com apoio do Oi Furturo, Cerveja Sol, Trama Virtual e Diginet. Para maiores informações é só acessar www.dosol.com.br.

O QUE? Festival Dosol – Música Contemporânea
QUANDO? Dias 12 e 13 de novembro (Nesta quarta e quinta)
ONDE? Casa da Ribeira,Rrua Frei Miguelino, Ribeira.
ATRAÇÕES? ELMA (SP), DEBATE (SP), O GARFO (CE), OS POETAS ELÉTRICOS (RN) E EDU GOMEZ (RN).
ENTRADA? Gratuita

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Cobertura: Festival DoSol 2º dia

4/11/2008 por RockPotiguar

Por Rodrigo Cruz

(fotos amanhã)

A tarde-noite denominada “pesada” do Festival DoSol 2008 chegou, felizmente, sem nenhum atraso. Gandhi, daqui de Natal mesmo, mostrou seu Trash metal ainda verde mas que ainda pode melhorar (pode ser redundante, mas é isso…).

A segunda banda, AK-47, tocou para (ainda) pouca gente no palco do Armazém Hall. Mas não se importaram com isso e mandaram seu som cada vez melhor. Foram aí que surgiram as primeiras rodas de pogo da tarde. Alguns erros e uma parada no meio da música “Entrada” para voltar, pois o vocalista Juão perdeu o fio da meada. Apesar dos contratempos, continuo vendo na banda uma das grandes bandas do independente nacional dos próximos anos.

De volta ao Centro Cultural DoSol para conferir a cearense Plastique Noir. Talvez um pós-punk moderno com bateria eletrônica, que acabou dando problema. Destaque para a voz grave do vocalista e da performance do guitarrista.

Brand New Hate já tocou para um público que já começava a chegar em bom número. Mostrou, com um show vigoroso e redondo que é um das melhores bandas do RN na atualidade.

A minha primeira experiência ao vivo com os “Xubbianos” do Distro foi melhor do que eu imaginava. Letras de muito bom gosto, instrumental primeira de luxo e dois vocalistas que me surpreenderam. Principalmente Rafael Cunha que melhorou muito em relação à época em que cantava no Calibre.

O Calistoga até parecia uma das grandes atrações da noite. A galera tava lá, marcando em cima, cantando e fazendo rodas em um show de mais uma boa banda potiguar. Mas eu ainda continuo sem ver nada demais na banda, a não ser que estão mais maduros. Só.

Pernambuco sempre nos apresenta boas “rock bands”, e dessa vez nos apresentou uma boa “boy band”. Tudo muito bonitinho, sincronizado, back vocals bons. “Os Astronautas cada vez mais longe” é o único refrão que lembro do show deles. Será em alusão aos conterrâneos dos Astronautas?!

A local Expose You Hate já é uma lenda viva do nosso rock. Armazém lotado lotado lotado… Os metaleiros estavam presentes em grande número e não cansavam de balançar a cabeça no som de ouro dos caras. Eu fiquei tonto só de ver…

No palco menor a paulista Venus Volts. Maior parte do público preferiu ficar no outro palco esperando pelo Torture Squad. A galera sacou uma excelente banda de rock cantado em inglês, com excelentes vocais alternados entre Trinity e Pellê. Sem dúvida uma das melhores bandas da noite, e que dividiu o público entre os que cruzavam os braços apenas para “sacar o som” e os que pulavam. Espero que eles procurem uma carreira internacional, senão vão morrer em um país de língua portuguesa.

Sem dúvidas o show mais esperado da noite estava ali, prestes a acontecer, Torture Squad, de São Paulo. Puz, como foi lindo ver a galera cantando todas as músicas e a expressão de felicidade no rosto de público e banda. Emocionante. Prova de que o metal independente é forte até mesmo no Nordeste do Brasil.

A representante do interior do RN veio em seguida: Catarro. Confesso que vi apenas a passagem de som deles, tirei algumas fotos e fui sentar um pouco e tomar uma água, afinal 107 kg pesam… Mas, pelo eu ouvi, segue na linha Trash convencional.

Para encerrar o festival, nada melhor do que os capixabas do Mukeka Di Rato. Mesmo desfalcados do vocalista, Sandro, fizeram um show insano para o delírio de boa parte do público que resolveu ficar, mesmo com a passagem de uma nuvem chata.

Parabéns à Foca, Ana, toda a equipe, bandas e público. As fotos fico devendo pra amanhã.

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Cobertura – Festival DoSol 1º dia

4/11/2008 por RockPotiguar

Por Shilton Roque

(Fotos amanhã!)

Sábado de sol ou seria DoSol? Enfim, foi um dia que não sairá da memória do público
natalense, dia de ver o que tem de melhor no cenário independente. E de rever uma galera
que está fazendo as correrias do rock no nordeste. Natal durante este fim de semana
foi a capital da música independente, tudo e todos estavam por aqui.

Vamos ao rock que é o que importa. Como precisei buscar um produtor de Maceió para levar ao festival acabei perdendo os 3 primeiros shows, mas muitos amigos presenciaram o rolé e vou
colocar aqui as impressões dessa galera.

A galera ainda estava chegando e o Rock Rovers já estava no palco mostrando seu punk rock. A banda lançou na internet no dia anterior um EP, isso foi mais um motivo para o seu público comparecer logo cedo no festival. A banda apresentou uma grande melhora em seu som, mostrando um show bem mais maduro. Rock para alcoólatra nenhum botar defeito.

Fewell tocou um show todo certo, seu som melódico e bem feito foi mostrado da melhor maneira possível. Com seu som bem trabalhadinho e a molecada preparada para show fez a relação: músicas bem tocadas + som de qualidade = showzão. Como já citado na resenha da Quinzena Cultural, a banda teve algumas modificações na sua música e na formação.

O Lunares fez um show com melodias dramáticas, destacando o vocalista que dançou com a guitarra em uma das músicas. Foi um show marcado pela melancolia.

Foi só eu colocar o pé no Armazém e o show começar. Rosa de Pedra no palco e lá embaixo muita gente se balançando. Com muitos elementos da música regional, vários instrumentos percussivos e uma boa pegada no som, a banda fez a galera que estava no Armazém dançar e cantar os sons da galera. Um traço marcante da galera do Rosa de Pedra era uma certa performance teatral durante as músicas, algo que deixou o show mais interessante ainda. Bom show, gostaria de destacar o uso de instrumentos como rabeca e a performance citada anteriormente.

Termina um show a galera corre para o palco do DoSol para ver uma das mais “animadas”
apresentações da noite. O Star 61 fez um show cheio de atitude e diversão. Em meio a “txu txu txus” e “ah ah ah ” o vocalista fazia a galera lá embaixo pirar com o som e a atitude da banda no palco. Para falar a verdade a atitude do vocalista, que ainda fez strip tease (com a ajuda do público) e tocou “Conga” da Gretchen, falou em travestis e fez seu protesto em algumas músicas. No fim da apresentação o DoSol parecia uma boate (boate gay). Resumindo em duas palavras o show da banda: diversão e atitude.

A Maratona do rock continua e a galera corre para o outro palco para ver o Camarones Orquestra Guitarrística. Rock instrumental da melhor qualidade, alguns sons conhecidos por qualquer rockeiro, mas o que deu a “estiga” no show mesmo foi o trabalho autoral da banda. O pessoal tocou muito Daniel tava com uma pegada na batera que eu nunca tinha visto, Kalango (uma das guitarras) instigado pacas também. Foi um show bonito de ser ver e ouvir. Banda formada por uma galera que toca muito, toca muito mesmo. As pessoas que estavam ao meu lado olhavam para o palco apontavam para os músicos e diziam: ” toca pra caralho”. Show à altura da noite desta edição do festival.

BarbieKill sobe ao palco e mostra um som repleto de elementos da música eletrônica, músicas com, letras escrotas e a platéia começando a pular do palco. Lá na frente tava rolando uma vibe legal, galera pulando e empolgada com o show, parecia até que estavam numa boate (coisa parecida rolou no Star 61, como já foi mencionado). Show animado, o clima do festival começa a esquentar, já não cabia mais ninguém em canto nenhum.

O The Sinks começa a tocar e uma coisa estranha acontece: uma galera começa a polgar na frente do palco, coisa que eu nunca vi num show do Sinks. Acho que foi fruto da empolgação da galera (talvez uma galera que ainda não conhecia direito a banda) diante de som que os caras fizeram sábado. Foi um show muito bom da banda, destaque para a participação do Chuck do Forgotenn Boys e para as músicas “You” e “Litlle Girl”. Deu para sentir uma energia bem diferente na hora dessas músicas.

Mais uma vez correndo de um palco para outro, encontrando amigos de todos os locais e alguns goles fui ver o show do Macaco Bong. Posso me sentir um privilegiado por ter assistido 2 shows dessa banda em uma semana. O que eu tenho para escrever aqui em relação ao som dos caras é o que escrevi na resenha da quinzena da xubba(vide http://rockpotiguar.com.br/?p=539). A diferença é que no festival o público foi bem maior, logo a energia que rolou naquele ambiente foi potencializada, som bem feito, ótima presença de palco, fazendo com que a galera ficasse de bobeira lá embaixo. Mais uma vez na semana aplausos e gritos fervorosos para o Macaco Bong aqui em Natal.

MQN sobe ao palco e pude ver um dos melhores shows da noite. Zoada grande, barulho do bom e do melhor. Com o vocalista sem soltar de forma alguma a latinha de cerveja a banda mostrou porque é um dos principais nomes do rock independente e porque é que tem toda essa bagagem. Ótimo show. No geral, posso destacar como ponto forte a guitarra e os vocais ( já tinha escutado alguns áudios da banda e ficava de bobeira com o vocal, mas pensava que tinha efeitos demais e no ao vivo não seria daquela forma, pois é no ao vivo é do mesmo nível, na mesma instiga).

Os pernambucanos do Amp entram em cena lá no palco do Centro Cultura Dosol para mostrar o porquê de estar correndo em todos os festivais esse ano. Nem parece que foi criada há tão pouco tempo. Com um som um tanto quanto “barulhento”, de qualidade, muita qualidade. O Amp passou pela 2a vez esse ano para galera de Natal seu som repleto de influência do stoner rock, e com bastante técnica.

Uma das atrações principais do primeiro dia do Festival DoSol foi a banda paulista Forgotten Boys. Com um repertório envolvente, a banda paulistana conseguiu empolgar o público com um repertório de músicas tanto clássicas, quanto novas, já que estavam na tour de lançamento do seu cd “Louva-a-Deus”. Galera amontoada na grade de proteção e cantando todas as músicas, foi muito bonito ver isso. Ao término do show, não satisfetos, o público pediu bis, e eles voltaram pra tocar Ramones, tocando fogo no público e preparando para o que ainda estava por vir.

Os goianos do Black Drawing Chalks fizeram um show que muitos que estavam no festival perderam pois estavam garantindo algum bom lugar para o show do The Donnas, mas para uma galera ávida por novidades a banda fez um show bem redondo, rock até o talo, fazendo perdurar o clima que já vinha desde o show do MQN, fazendo assim uma sequência destruidora: MQN, AMP, Forgotenn e os dito cujos por fim.

Cordas do baixo cor-de-rosa, toalhinhas no palco e muita gente disputando lugares na grade
de proteção,ou seja, o The Donnas vem por ai. Subindo ao palco umas rockeiras gringas e gatas
que para completar tocam muito. Destaque para a baterista que interagia com a galera o tempo
todo e a vocalista que se sentia em casa. Pessoas jogando cueca no palco, além de óculos, camisa e um histerismo jamais visto no Festival DoSol. A galera gritava mesmo e cantava as músicas das donas. Histerismo que para mim foi até demais por parte da galera. Mas o show foi bem redondinho, com alguns pequenos problemas técnicos mas nada que tirasse o brilho. Fechou com chave de ouro a primeira noite do festival (e que primeira noite!) que como já foi dito no iníco da resenha não vai
sair da memória do público. Show literalmente ímpar.

Junte tudo que foi dito com as fotos do festival (em breve!) e você vai poder retirar o saldo do que realmente foi a 1ª noite do festival.

PS: Agradecendo a Kaká (Fliperama) que me passou um pouco das 3 primeiras bandas e o Henkeo (produtor de Maceió) que falou um pouco do início do Forgotten.

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Notícia Potiguar: Hoje tem mais Festival DoSol

2/11/2008 por RockPotiguar

Clique na imagem para ouvir o Festival DoSol ao vivo

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Pois é… segundo Foca, ontem foi “O melhor dia do Festival DoSol de todos os tempos!”. E hoje tem mais. Muito mais…

E chegue cedo por que o rock começa as 16 h EM PONTO com a potiguar Gandhi e vai até os capixabas do Mukeka di Rato as 21:40.

Amanhã você terá aqui e no Portal Fora do Eixo a cobertura completa que estamos fazendo em conjunto.

Se você está liso ou longe de Natal e quer curtir ao vivo o Festival DoSol, edição de hoje, é só CLICAR AQUI e ouvir em tempo real pela web rádio cuiabana.

21H40 – MUKEKA DI RATO (ES)
21H10 – CATÄRRO (RN)
20H30 – TORTURE SQUAD (SP)
20H00 – VENUS VOLTS (SP)
19H30 – EXPOSE YOUR HATE (RN)
19H00 – RIVER RAID (PE)
18H30 – CALISTOGA (RN)
18H00 – DISTRO (RN)
17H30 – BRAND NEW HATE (RN)
17H00 – PLASTIC NOIR (CE)
16H30 – AK-47 (RN)
16H00 - GANDHI (RN)

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