Resenha de CD – Comando Etílico

31/05/2010 por Bruno Bruce

“Comando Etílico”

(CD – Dio Records – 2010)

Por: Bruno Bruce

Se você tem menos de duas décadas de vida provavelmente não entenderá o Comando Etílico. Azar o seu! O grupo cheira a velharia headbanger, remete a um período em que ter banda de Heavy Metal e cantar na língua pátria era ser zombado até pelos inseridos no movimento. Era um tempo injusto, de grandiosas dificuldades.

Primeiro full lenght deste quarteto potiguar (há um EP anterior, Metal & Prazer de 2007) já chama atenção pela boa produção. Belo azulado encarte – talvez com fotos demais – e a sacada da capa contam pontos a favor. Se nas 10 faixas do CD a poesia parecerá rasa, encontrará contraponto num intenso sentimento metálico, sendo redundante citar influências dos antigos defensores nacionais do gênero. Mas é o que sempre digo: não há quem faça Heavy Metal neste país e pise em solo virgem! Tudo já foi feito, tudo foi tentado.

A faixa Ataque! é a primeira que entrega a atenção aos detalhes com marcantes efeitos sonoros de abertura, sendo a escolha mais fraca possível para abrir a seqüência. Resenha de CD é tudo a mesma merda. Troço chato de fazer, de ler. Por isso vou resumir: banda em plena harmonia, Metal tradicional que agradará aos saudosos, passará despercebida pelos jovens idiotas e será duramente criticada pela ala mais radical-afim-de-fazer-música-extrema-cheia-de-vertentes. Aqui, macho, é Metal direto, sem essas porras de ‘algo-Metal’. O alcance limitado da voz de Herval Padilha é sabiamente tratado com produção adequada e o bom-senso do rapaz em ‘frear’ notas mais altas. Os demais garotos são competentes mas lanço minhas fichas no guitarrista Lucas Praxedes. E aposto alto pois não costumo perder.

Acertaram em cheio no meu coração na música Tormento, onde lembrei da sonoridade do também natalense desbravador Sodoma (há muito extinto). Um passo atrás foi dado com a faixa Força Motriz, cópia fiel da introdução de Piranha (Exodus). Rogo que não tenha sido intencional. Senti falta da magia das faixas do EP como Ritual e Estação Antiga. Manter o feeling primordial é tarefa capciosa, escorre pelas mãos!

O Comando Etílico é fácil de ser atacado com argumentos que vão de falta de originalidade a previsibilidade. Mas seria o vil raciocínio de quem não ama o Heavy Metal, de quem examina a música como quem disseca algo sem vida. Dos conterrâneos pioneiros que respeito como o Deadly Fate (muito soft para meu gosto) e Expose Your Hate (Grind não me emociona) agarro-me com o idílico que o Comando Etílico proporciona, quase como uma paleta, um apanhado das sonoridades dos anos 1980.

Leva minha nota mais alta: aprovo & recomendo!

Faixas:

01 – Ataque!

02 – Noite

03 – Comando Metal

04 – Noiva do Mal

05 – Tormento

06 – Medusa

07 – Selvagens da Noite

08 – Madame Pecado

09 – Força Motriz

10 – Cataclismo

Comando Etílico

Kleber Barbosa (bateria)

David Praxedes (baixo)

Lucas Praxedes (guitarra)

Hervall Padilha (vocais)

Comando Etílico

Lançado por Dio Records

CLASSIFICAÇÃO:

Legenda: 1 palheta: fraco | 2 palhetas: mais ou menos | 3 palhetas: bom | 4 palhetas: ótimo | 5 palhetas: excelente

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Resenha de CD – “Bem Mais Que 3 Acordes” – Fliperama

2/05/2010 por RockPotiguar

Por Shilton Roque

Fliperama - Bem Mais Que 3 Acordes EP Nov.2009

O público do BubbleGum brazuca já sonhou com a garota do pinball (vide Carbona – “Fliperama”). Agora já pode se apaixonar pela menina do Fliperama, com uma capa muito caprichada, feita pelo Paulinho do Flanders_72 (RS). A banda potiguar “Fliperama” convida os roqueiros a conferir o áudio do seu mais recente EP.

Intitulado “Bem Mais Que 3 Acordes” o terceiro lançamento dos fliperamas, traz muito mais baladas e mostra um pouco essa outra face da banda, de certa forma consolidando uma nova fase iniciada com o retorno do vocalista Hermano (que ocorreu em seu 2º cd “Volta ao mundo em uma lambreta”). Nesse EP a banda não nega suas influências. Pelo contrário, as demonstra claramente, para ser mais preciso ele passeia entre Ramones, Carbona, Tequilla Baby, Os Pedrero, isso tudo sem perder a identidade de Fliperama.

As duas baladas “Bem mais que 3 acordes” e “A mais popular” lembram bem o Tequila Baby em suas músicas mais melódicas, onde o baixista entra para cantar. Destaco em ambas as canções as excelentes composições do Hermano, com certeza muitas mocinhas roqueiras ficarão abobadas ao ouvi-las. A excelente produção dessas garante o status de hits do EP, aquelas músicas feitas para serem tocadas na rádio.

Mas a pegada Ramoniana do Punk Rock dos garotos está também representada no EP, em “Lara é uma roqueira Punk”, muito ramoniana mesmo a música, todavia creio que a letra seja chiclete demais. Estamos falando de bubblegum, tudo bem, mas acho que extrapolou um pouco. O grito ao iniciar a faixa 6 “Festa Irada” já demonstra o tempero capixaba que a galera recebe do som da banda OsPedrero, e a música segue nessa pegada.

Mesmo passeando por suas maiores influências a banda consegue afirmar sua identidade e mostrar a Fliperama conhecida nos CDs anteriores. Qualquer um que aprecie Bubblegum e conheça essa cena aqui no Brasil, ao escutar “Pé na Estrada” irá dizer: “Essa música é da Fliperama lá do RN”. Única música nesse trampo onde o baixista Garrafinha assume os vocais.

Este EP foi gravado no Estúdio Dosol em Natal e mixado no Megafone, da mesma cidade, e é parte de um disco que será lançado ainda em 2010 pelo Prêmio Núbia Lafayette da Fundação José Augusto. Pra quem gosta de Punk Rock BubbleGum é uma excelente pedida, vale a pena do download (no link http://rockpotiguar.com.br/?p=2173) e vale a pena esperar pelo CD.

CLASSIFICAÇÃO:

Legenda: 1 palheta: fraco | 2 palhetas: mais ou menos | 3 palhetas: bom | 4 palhetas: ótimo | 5 palhetas: excelente

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Resenha de CD – “Secret Land” – Deadly Fate

28/02/2010 por Bruno Bruce

“Secret Land – Deadly Fate”

(CD – Independente – 2009)

Por: Bruno Bruce

Potiguares, Heavy Metal pioneers na região nordeste – com sua história começando em 1989, músicos & amigos. Este é o Deadly Fate e trata-se de uma grande responsabilidade tecer umas linhas sobre seu novo disco, que sai com um hiato de quase 8 anos do anterior!

A proposta de junção música clássica/Metal pode parecer algo natural mas é capciosa. Se a balança pesar para a primeira o resto desaba, e cai atolando tudo no marasmo. Sempre tratei com reservas a discografia da banda por desconfiar que a sonoridade não me agradaria. Pus o CD para tocar com grande curiosidade!

Depois da abertura orquestra-de-cordas-e-vozes (Prelude To War) começa realmente o Heavy Metal de Metal Warriors. E começa bem! Desde agora até o desenrolar de todo o cedê você ouvirá escalas, contra-tempos, agudos, efeitos especiais, teclados e diversos outros recursos dos quais nem sei citar o nome. Tudo funciona a contento e descobri porque não aprovava de maneira irrestrita a sonoridade do Deadly Fate: falta peso e as incursões vocálicas (solos femininos), conferem lirismo – é verdade, mas diluem o Metal, esfriando o clima na minha opinião.

Alguns destaques: Secret Land (timbres de guitarra que me lembraram Somewhere In Time/Iron Maiden), Different Ways (excelente riff, bom refrão, emocionante, melhor faixa), a mais pesada Enjoy Life (uma das 3 composições a cargo exclusivo de Oruam – a porção junkie da banda).

O cover do grupo TNT (Seven Seas) vestiu como uma luva na sonoridade do grupo mas o Deadly Fate não chegou a acrescentar ao original, evitando arriscar-se, usando a segurança de repetir o clássico.

Os músicos convidados para Secret Land são um capítulo a parte. Desde o headbanger Jucian Carlos (exímio baterista de Metal & letrista já posto à prova), passando por Rodrigo Hammer (enciclopédia viva local do Rock), contando orgulhosamente com o Maestro Osvaldo D’Amore, Coro Madrigal, um outro tanto de violinos, cordas, coros. Ufa! Credibilidade é uma moeda em alta no grupo.

Não seria meu ‘disco de cabeceira’ mas é ponto pacífico como estandarte do estilo Heavy Metal melódico. Deverá preencher as expectativas dos fãs do gênero com sua boa produção & execução!

Deadly Fate

Deadly Fate

Faixas:

01 – Prelude To War

02 – Metal Warriors

03 – Mother Nature’s Cry

04 – Black Helmet

05 – Secret Land

06 – Different Ways

07 – Enjoy Life

08 – Immortal Fairytale

09 – Mom (A Dedication)

10 – Inner Sight

11 – Seven Seas (Cover TNT)

12 – Aurora Astral (Instrumental)

Deadly Fate

Wilberto (bateria)

Marcos Flávio (baixo)

Onofre Neto (guitarra)

Oruam Mauro (vocais/guitarra)

Lançado por Records

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CLASSIFICAÇÃO: 3palhetas

Legenda: 1 palheta: fraco | 2 palhetas: mais ou menos | 3 palhetas: bom | 4 palhetas: ótimo | 5 palhetas: excelente

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Resenha de CD – “Drachenorder” – Inner Demons Rise (PE)

5/01/2010 por Bruno Bruce

“Drachenorder – Inner Demons Rise”

(EP – Independente – 2009)

Por: Bruno Bruce

Recebi uma bem-cuidada & bonita embalagem contendo um CD e um DVD da banda Inner Demons Rise, quinteto de headbangers pernambucanos. Como Recife frequentemente me traz boas memórias de grandes shows e de cachaceiros da mais alta graduação etílica (os drinkers mais furiosos que conheci foram de lá) analisei cuidadosamente o material. Algo que senti falta foi um encarte contendo as letras. Pois é; tenho este costume feio de ler o que é vociferado. O disco merecia um innersleeve na mesma qualidade do resto.

A banda completou um ano em 2009 mas seus integrantes já rodaram no mundo metálico nas bandas Oddium e Subinfected. Isto deve ter contribuido na elaboração das bem trabalhadas faixas destes amantes do Paradise Lost e Opeth. As seis músicas mostram um Metal competente, produzido com paixão e destaco a faixa The Storm.

O vídeo torna-se bastante esclarecedor da proposta do grupo, mostrando o processo de gravação, uma entrevista e 2 clipes, onde você repara uma integração completa de todos os músicos, seja produzindo, editando ou escrevendo o material do Inner Demons Rise. Serve de press release digital.


A banda já começou com o pé direito, em um EP acima da média, num pacote elaborado com qualidade.


Aprovo & recomendo!

Faixas:

01 – Intro/Mina (The Curse’s Rise)

02 – The Storm

03 – My Destiny

04 – Lucy

05 – Mr. Renfield

06 – Outro

Inner Demons Rise

Magno Lima (baixo)

Alcides Burn (vocal)

Osvaldo Magno (bateria)

Paulo André (guitarra)

Miguel Dantione (guitarra)

Lançado por The Burn Productions

Inner Demons Rise webpage



CLASSIFICAÇÃO: 3palhetas

Legenda: 1 palheta: fraco | 2 palhetas: mais ou menos | 3 palhetas: bom | 4 palhetas: ótimo | 5 palhetas: excelente

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Resenha de CD – “Living The Outset” – Outset

28/07/2009 por Bruno Bruce

“Living The Outset” – Outset

(EP – Independente – 2009)


Living_The_Outset

Por Bruno Bruce

Sou o crítico mais desqualificado do planeta para resenhar Grind Metal. Desconheço completamente os baluartes deste estilo e, ao vivo (em shows) não consigo diferir os instrumentos naquele vagalhão sonoro! Que agonia! Mas uma vida inteira escutando Heavy Metal me confere a capacidade de separar o joio do trigo.

Quando recebi o CD demo intitulado Living The Outset senti a pressão. O Outset é, para o Metal potiguar, o que foi a seleção canarinho de futebol dos anos de 1970. As credenciais são muitas. O baixista já integrou a melhor banda Thrash da cidade, o Auschwitz (extinto há muito tempo). Peter (guitarra) é o fake name de Pedro Henrique, ex-Expose Your Hate. LuzDeth é o gogó do irretocável totem metálico Expose Your Hate, banda avessa às modas, com fãs-legionários insanos. Douglas (bateria) já fez parte dos impagáveis Tight Pants Attack e Violent Noise Of Shit (esses nomes de bandas precisavam ser inventados de tão bacanas!). Se eu tivesse um carimbo de aprovação headbanger ele estaria estampado na testa de Flávio Horroroso, guitarrista do grupo. Não recordo de outro metaller que conheci recentemente (2003, no caso dele) que mereça mais a minha atenção & respeito. O Outset nasceu como um projeto paralelo, transformado agora em uma real banda.

São 4 faixas que, em termos de minutagem, equivalem a uma de qualquer banda maçante de Metal farofa . O Grindcore está para a música como os carros-protótipos estão para as corridas. Você retira todos os excessos, deixando somente o motor, um cinto de segurança, a direção e…pisa fundo pra ver no que vai dar! O Outset segue esta cartilha, limando todas as firulas musicais, concentrando sua estamina num musculoso Metal, rapidíssimo e virulento. Não identifico nada de novo mas, como estou farto de dizer/escrever, Heavy Metal não é para quem busca novidades. Sorry!

Escutei algumas passagens características do Napalm Death, única banda do estilo que tenho convivência. Ficou claro também que a pouca inteligibilidade ao vivo é culpa das péssimas sonorizações. No CD dá para sentir direitinho o traçado de cada instrumento.

Fora do palco, sem seus instrumentos, alguns integrantes conservam a mesma fúria de suas músicas e sei de impublicáveis histórias pessoais. Ponto para o Outset! Nessa constelação local de maricas, politicamente corretos (vade retro satana), vegans e outras baboseiras-modistas-sociais o Outset tem o acento masculino brute indispensável para a manutenção de um estilo. A aridez de sua música mantem afiada a lâmina do Heavy Metal. Não importa se não aprecio o gênero Grindcore. Sou plenamente consciente de que bandas como o Outset estão um passo a frente das demais.


Fuck It All – NO Regrets!

Recomendado para headbangers experientes!

Faixas:

01 – I Don’t Wanna Die

02 – Against Me

03 – Constant Darkness

04 – Compulsive Reaction

Os enjeitados:

LuzDeth (vocal)

Dennis (baixo)

Flávio Horroroso (guitarra)

Peter (guitarra)

Douglas (bateria)

Lançado por Gallery Productions

www.myspace.com/outsetbr

outsetband@hotmail.com

CLASSIFICAÇÃO: 3palhetas

Legenda: 1 palheta: fraco | 2 palhetas: mais ou menos | 3 palhetas: bom | 4 palhetas: ótimo | 5 palhetas: excelente

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Resenha de CD – “Mais Uma Vez” – Driveout

22/07/2009 por RockPotiguar

“Mais Uma Vez” – Driveout

(EP – Independente – 2009)

capa

Por Shilton Roque

Com um certo tempo na correria o Drive Out lança seu primeiro material compilado em forma de EP, “Mais uma vez”, que é composto por 4 músicas que refletem o trampo que a banda tem feito de uns dois anos para cá e suas  influências musicais.

Mais uma vez – Essa música foi com certeza feita para ser o hit do cd (com aquele refrãozinho de grudar na cabeça e tal), muito bem produzida, repleta de elementos como o violino, tocada  em boa parte em violão, onde as guitarras também entram num momento bem apoteótico da música. Pontes iradas e back vocals bem feitos merecem destaque nesta resenha. Em suma, quem escuta  sabe por que os caras deram o gás nesse single e lançaram de maneira adiantada na net.

Sua Canção – Creio que esta seja a música menos Driveout do cd. Tem algo nela que a afasta da linha da banda, que ainda não consigo identificar de pronto, mas não tira a qualidade dela. A música possui uma intro bacana e o final traz um pianinho e uns efeitos no vocal.

Entorpecer – De cara ela traz um senhor screamo do batera Leo Rocha e uma entrada com muita  “pegada” mesmo, fazendo lembrar que a banda já teve ou ainda tem influência dos paulista do Glória, lembra muito mesmo a linha do Glória antes deste último lançamento. As guitarras ficaram muito boas e o screamos bem encaixados, sem mais delongas a minha preferida.

Olhos Abertos – Essa música a banda lançou em 2007, teve uma excelente repercussão, então  aproveitaram para colocar no EP. Produzida pelos garotos e por Matheus Fonsêca a música traz um solinho que gruda na cabeça, berros no talo e direito a paradinha para ficar só voz e piano.

Por fim, o que posso destacar neste material é que as músicas estão bem produzidas mesmo. Não gostei de alguns elementos das gravinas mas a parceria Dante e Driveout rendeu este bom fruto.

Ouça: www.myspace.com/driveoutmusic

CLASSIFICAÇÃO: 3palhetas

Legenda: 1 palheta: fraco | 2 palhetas: mais ou menos | 3 palhetas: bom | 4 palhetas: ótimo | 5 palhetas: excelente

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Resenha de CD – “Still Normal” – Calistoga

20/07/2009 por RockPotiguar

“Still Normal” – Calistoga

(CD – Xubba Musik e Farol Discos – 2009)


calistoga-capa

Por Vinicius D’Lucca

E a brigada das pessoas normais ainda continua normal ou eles estão mais loucos?  Isso é o que nunca saberemos. CD totalmente gravado e mixado na casa de Dante Augusto (vocal) e Henrique Rocha (Guitarra), nós temos nessa bolachinha uma banda mais entrosada do que foi previamente visto no “Normal People’s Brigade” de 2008 e muito mais bem produzido. Esse CD ainda contou com o line-up original tendo na bateria de Fernando Tripinha uma evolução notável. A banda depois da gravação e alguns shows partiu com nova formação (tendo Rafael Kalango na guitarra, Daniel Araújo na bateria e Dante apenas no vocal e no sintetizador) para o Rio de Janeiro começando assim sua tour Rio/SP. Vamos para as faixas:

1 – Silicon Mind (Madonna) - A primeira faixa do EP já dá a tônica do que podemos ver, com uma introdução que conta com efeitos no vocal e uma batida de bateria que explode num riff de guitarra muito bom e em vocais gritados de Dante, refrão que fica gritado, me lembra o Post-Hardcore do At The Drive In da época do “In/Cassino/Out”.

2 – Accepted Crime - Seguindo a mesma fórmula da anterior temos essa música, estrofes calmas e refrões mais explosivos, faixa mais curta do CD, muito boa também.

3 – Feels So Real - Se no “N.P.B.” quem chamava minha atenção era “Get Together” quando se falava nas letras, em 2009 é nessa música. A letra é sem dúvida a melhor de todo o disco, ela segue o “estrofes calmas + refrões explosivos” só que dessa vez o refrão é muito urgente e contrasta MUITO com as estrofes calmas e com uma pegada Fugazi nas guitarras. Existe um “outro” que serve pra ligar duas estrofes com uns vocais muito bem colocados, muito mais trabalhados do que em qualquer outro lançamento da banda. É impossível não ouvir esse EP e ficar cantarolando esse refrão ou o final que é épico… eles gostam de finais épicos mas acho que surge naturalmente nas músicas calistoguísticas.

4 – Insecure -
Essa me lembra “Queens Of Stone Age” de início, é a mais pop do CD, talvez por sua construção( riff > estrofe > refrão > riff > estrofe> refrão > ponte> refrão) ou por mais um refrão ganchudo. Com uma cara de stoner rock não destoa das outras mesmo sendo a mais “normal” de todas e com menos viagens, talvez a viagem dela seja não ter viagem.

5 – Blessed With A Curse - Com uma vinheta de “Onde Os Fracos Não Tem Vez” começa mais um riff com pegada e caímos em uma estrofe calma, só que dessa vez temos além da voz principal e uma batida leve de bateria backing vocals e um teclado uma guitarra maravilhosamente executada que dá a tônica, depois entramos em um “pré-refrão” com muito barulho e com vozes distorcidas ao extremo que explode em um refrão cheio de urgência e pegada pra logo após cair na segunda estrofe indo novamente pra o “soft” e repetindo até o final que acaba com um solo de guitarra.

Lançamento muito bom em conjunto da Xubba Musik (RN), Farol Discos (PB) e apoio do Coletivo Noize. Desde que pegamos no CD vemos que foi bem tratado, a arte feita por Rodrigo Bonfim ficou surreal e o encarte como um todo ficou muito bom. Partindo para a parte realmente importante, temos um EP que mostra uma evolução ainda maior do álbum anterior que já era algo muito bom e também a inserção de novos elementos no som. Esperamos agora um outro lançamento com o novo line-up da banda.

CLASSIFICAÇÃO: 5palhetas

Legenda: 1 palheta: fraco | 2 palhetas: mais ou menos | 3 palhetas: bom | 4 palhetas: ótimo | 5 palhetas: excelente

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Resenha de CD: “War Metal” – Thunder Steel

25/06/2009 por Bruno Bruce

“War Metal – Thunder Steel”

(EP – Independente – 2009)


Por Bruno Bruce

Nada é mais ingrato que escrever a respeito de quem conhecemos e gostamos. Uma crítica positiva será vista como condescendente. O contrário, parecerá uma punhalada nas costas! Por isso optei pela coisa certa: minha honesta visão.

O Thunder Steel foi formado em 2003 como um passatempo entre amigos. Com a estabilização da formação seus integrantes resolveram investir mais tempo na banda. Já assisti a pelo menos 4 shows destes natalenses. Sempre associei a sonoridade do grupo ao Manowar e agora não entendo de onde diabos tirei isso! Talvez o mix (nos shows) de grandes goles de cerveja e P.A. de péssima qualidade sejam os responsáveis. Não sei! Será que foram as frases ‘…we’ll march and fight for the true metal…’, ‘…false and traitors leave this way…’? E neste momento, na minha frente, capa estilo gladiator? Puro Manowar. Mas são somente impressões fugazes. As referências são maiores e outras.

Escutei o CD-demo War Metal de uma tacada só, sem voltar ou parar em nenhuma faixa. As linhas de baixo chamaram a atenção de imediato. Bem marcadas, sobressaindo em todo o CD e prato cheio para fãs do estilo Steve Harris de tocar. Um modo de equilibrar a falta que uma segunda guitarra faz. Metal Time é o cavalo de batalha que abre a seqüência de mais 5 faixas. A introdução de Burn The Witch parece retirada de uma música do Megadeth! As faixas entregam as influências do Iron Maiden (Lords Of The Seas), Women, Metal and Beer (lembra o velho Picture) sendo imediatamente gostosas de ouvir. São músicas quase curtas, bastante diretas e Heavy Metal até a última gota! Como instrumentistas individuais, não pude observar algum diferencial relevante merecedor de destaque.

Tenho um caso de admiração por Berg. É uma admiração metálica, de respeito, brotherhood. Seu timbre & empostação de voz me remete a adolescência, aos vocalistas da escola tradicional. É como voltar a sua turma do colegial. No caso, um retorno pessoal aos tempos imberbes em que descobria, a cada mês, as maiores gargantas do Metal. Não quero ser injusto com os demais, mas Berg é o coração da banda, pulsando de modo estritamente emocional. Sou experiente o bastante para dar o devido desconto da posição mais à frente que os vocais atingem no estilo, a maior exposição que sofrem. Sua postura dominante no palco (mezzo agressivo mezzo alegre) foi a base para este meu sentimento.

O que falta ao Thunder Steel é aquilo que carece na música mundial: inspiração. Aquele estalo que faça a diferença. O insight criativo, unique. Heavy Metal é um uma maldição no sentido musical. Cheio de barreiras, estreito no direcionamento. Escrevo isso sem medo de magoá-los por que sabem que admiro toda iniciativa metálica e conheço o caminho árido até a finalização de uma compilação fonográfica. O grupo precisa amadurecer, desvencilhando-se das pesadas anilhas das influências (um produtor mais experiente poderia ter retirado mais substância da banda). Mas há tempo para tanto. Foi um bom começo, apaixonado & ingênuo como deve ser.

Faixas:

01 – Metal Time

02 – Warriors Of The Night

03 – Burn The Witch

04 – Lords Of The Seas

05 – Womem, Metal And Beer

06 – War Metal

Thunder Steel:
Berg ‘Aaron Tepes’ (vocal)
Ricardo Lobato (bateria)
Fred Keyster (guitarra)
Augusto Matias (baixo)

Contato:
84 – 8805 9900 / 8855 7475
E-mail: fredkeyster@hotmail.com – augusto_thunder@hotmail.com

Classificação*:

Legenda: 1 palheta: fraco | 2 palhetas: mais ou menos | 3 palhetas: bom | 4 palhetas: ótimo | 5 palhetas: excelente

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Resenha de CD: “Normal’s People Brigade” – Calistoga

21/04/2009 por RockPotiguar

“Normal’s People Brigade” – Calistoga
(CD – 2008)

Por Vini D’Lucca

“Normal People’s Brigade”, primeiro (depois de três EP’s) CD que na verdade é um EP, não sei se devo considerar como EP ou CD. A parte gráfica eu achei muito bem sacada, é um envelope de papelão monocromático, tem um vídeo release com músicas e uma entrevista com a banda. Legal isso, enriquece o trabalho e mostra de uma vez só a banda ao vivo e a história. Vamos agora ao que interessa, um faixa-a-faixa (ainda existe hífen, mesmo com a reforma?)

01 – Wait To Fight – o CD começa com uma linha de baixo logo para explodir com as guitarras com alguns delays, ótimo trabalho de todas as partes instrumentais. Logo em seguida entram os vocais do Dante com o feeling, essa é “a música da escaleta”, logo na ponte, nem falo mais dela, já falaram tanto da escaleta que perdeu a graça comentar. Ótima letra, coisa que nesse CD chama muito a atenção, ótimo início.

02 – Get Together – Essa é a música do CD que eu queria ter escrito, ela provavelmente tá no meu top 10 de músicas boas feitas em 2008, ótimas guitarras, mantém o alto nível que “Wait To Fight” iniciou. Outro destaque para a ponte da música onde temos um crescimento para um final épico!
Fuck Off Calistogas!

03 – Meltdown – Ela é a preferida de 9 entre 10 que ouvem o CD, eu acho uma música legal, mas não me instiga tanto quanto as duas anteriores, nós temos ótimas guitarras nela, ótimos riffs e é nela que pra mim Fernando (bateria) mostra sua pegada, bem redonda essa bateria, eu acho que eu iria gostar dela se ela acabasse aos 3:50 porque eu diria que seria a segunda música épica do disco, mas daí volta pra um pré-refrão->refrão->pré-refrão->refrão que eu não curto.

04 – What To Say – Aqui a coisa é diferente. Se o Calistoga vinha num ritmo seguindo mais pro lado do Post-Hardcore (não Screamo, Post-Hardcore sabe, quando o Hardcore ficou mais lento, bem, google it!) agora eles flertam com o Stoner-Rock, música curta e direta, ótimo refrão ela já começa com ele, eu acho ela direta, rápida e pop.

05 – Silence Is Too Loud – Essa já é conhecida, regravação do lançamento de 2006, foi música título do EP em questão, só que em uma nova versão com uma estrutura musical diferenciada da original, ótima canção, segue a linha pop da anterior e temos mais uma música em que os vocais do Dante chamam a atenção.

06 – Accepting You – Outra regravação, agora com uma qualidade digna, essa é do primeiro lançamento deles,de 2005, numa versão mais lenta que deixou a música muito mais interessante, nela temos dois pontos que chamaram minha atenção:
1 – Timbre grave da guitarra que pra mim deu um brilho.
2 – O trabalho vocal que ficou muito bem colocado.

07 – Never Close Enough – Essa é o patinho feio do disco, não por ser ruim, é uma ótima música, mas é porque é estranho ver o Calistoga, a banda com as guitarras mais complexas de Natal em uma música acústica, nem minto que virou meu xodó do disco, simplesmente porque se você ouvi-la e não ficar no mínimo três dias com o refrão na cabeça você não é normal, mostra o potencial radiofônico da banda o que é interessante porque ao contrário de bandas que se esforçam para soarem radiofônicas eles conseguem na inocência de simplesmente fazer uma música sincera.

Considerações finais : Ótimo CD, o ano de 2008 foi um ótimo ano para lançamentos, se o Calistoga quiser alçar voos maiores tem tudo pra isso, ótimas canções, ótimos músicos e um primeiro álbum que serve como um ótimo cartão de visita (mesmo eles já tendo lançado outros três), ele consegue condensar tudo o que foi feito por eles nos anos anteriores só que é notável o amadurecimento (vide “Accepting You Revisited” ).

Baixe o CD completo no www.tramavirtual.com.br/calistoga

CLASSIFICAÇÃO: 4 PALHETAS
Legenda: 1 palheta: fraco | 2 palhetas: mais ou menos | 3 palhetas: bom | 4 palhetas: ótimo | 5 palhetas: excelente

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Resenha de CD: “Bierville” – The Rock Rovers

1/11/2008 por RockPotiguar

Por Equipe RockPotiguar

The Rock Rovers (RN)
Bierville (CD – independente – 2007)

Clique na foto para baixar o CD

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Rock´n Roll alto regado a muita bebida, essa é a impressão que se tem ao escutar
as 11 músicas do primeiro disco full do power trio “The Rock Rovers”. Não só escutando mas
também vendo, uma vez que, o projeto artístico da capa do cd condiz muito bem com essa
proposta.

“Bierville” é um álbum onde podemos escutar do puro punk rock bubblegum. De cara você
percebe a forte influência do Ramones no som da molecada, aquela parada bem 3 notas que quem
conhece o estilo tá com os ouvidos acostumados. O vocal segue uma linha bem “Ben Weasel” que
muitos vocalistas brasileiros do gênero utilizam ou já utilizaram. Um exemplo é o Henrique Badke
do Carbona e o vocal do Tequila Baby.

Com Letras despretensiosas o Rock Rovers fala em suas músicas sobre romances, mulheres, bebida,
Ramones e muita curtição. Mas não é só isso que rola no albúm, letras como ” A música que eu
não fiz pra você” traz um certo contexto “sócio-existencial” (que a molecada nos corrija se
eu interpretei errrado).

Mas nem tudo são flores e aplausos para o Rock dessa galera. O ponto negativo do cd fica por
conta da escolha da primeira música “Bierville” que não tem o mesmo “tempero” que as demais e aparenta ter ficado mais lenta (geralmente a 1ª música de um cd vêm bem empolgante para dar mais “sede” no ouvinte), que é o caso de outras músicas como “Aquelas velhas noites de sábado”. Quem
conhece a banda no ao vivo percebe que nestas 2 músicas gravação não está com a mesma pegada, parece que jogaram um slowmotion de leve que somado ao efeito do vocal duplicado deixa esta impressão da música estar mais lenta do que da forma que a banda toca geralmente.

Mas no geral o cd é muito bom, o aúdio tá com uma qualidade muito boa, a parte gráfica
tá excelente, bem divertida e como já citado anteriormente está bastante condizente com
o conteúdo do cd. Destaque para as músicas ” Seu nome era Juaum”, “Beber pra brigar” e
” A música que eu não fiz pra você”.

O Cd foi lançado pela “BubbleGum Attack Recs” que trata o grupo como “grata revelação do
bubblegum nacional.” Cd recomendando para quem curte o estilo e pode ser baixado de graça no site
http://www.bubblegumattack.net, ou apenas clicando na capa do CD no começo dessa resenha.

Classificação*:

Legenda: 1 palheta: fraco | 2 palhetas: mais ou menos | 3 palhetas: bom | 4 palhetas: ótimo | 5 palhetas: excelente
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Se quiser ter seu CD resenhado aqui, envie e-mail para rockpotiguar@rocketmail.com solicitando informações de como enviar material.

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