Notícia Potiguar: Rock Potiguar Festival. Fluir o som… essa é a lei!

30/03/2009 por RockPotiguar

Fomentar a cena musical do Rio Grande do Norte e fazer um importante intercâmbio cultural. Essas são as principais idéias do Rock Potiguar Festival, que entra na sua quarta edição, porém, com um novo formato. Ao todo, serão quatro dias de evento, sendo um dedicado a bate-papos culturais e outros três de shows, totalizando 24 atrações, sendo 16 norte-riograndenses.

Nos anos anteriores o Rock Potiguar Festival acontecia em pubs de Ponta Negra e durava um mês inteiro, sempre nas sextas-feiras, e visava exclusivamente levar diversão ao público noturno da capital potiguar. A edição 2009 do festival foi totalmente reformulada, priorizando o intercâmbio cultural entre bandas de todo o Brasil e ajudando cada vez mais a fortalecer a cena potiguar em todo o país.

O festival acontecerá no Centro Cultural DoSol, na Rua Chile (Ribeira – Natal – RN), entre os dias 3 e 5 de abril. Antes disso, no dia 2, jornalistas e músicos convidados participarão de bate-papos informais com o público geral sobre jornalismo cultural e música.

Na escalação do Rock Potiguar Festival, excelentes bandas potiguares se juntarão a oito bandas de seis estados diferentes para mostrar como FLUIR O SOM… ESSA É A LEI.

Programação:
Quinta, 02/04 (Capitania das Artes)
14:00 – Jornalismo Cultural: Resenha e Ética.
5:30 – Festivais Independentes: Produção e Seleção.

Sexta, 03/04 (Centro Cultural DoSol)
21:00 – Caffeíne (RN)
21:40 – The Volta (RN)
22:20 – Coronel Drake (RN)
23:00 – Decreto Final (RN)
23:40 – Venice Under Water (RN)
00:20 – Sick Life (RN)
01:10 – Hard Alliance (RN)
01:50 – Kruyssen (RN)

Sábado, 04/04 (Centro Cultural DoSol)
16:00 – Tricor (RN)
16:40 – MobyDick (RN)
17:20 – Poetas do Absurdo (PB)
18:00 – Alfredo e os Caras (RN)
18:40 – Alapada (SE)
19:30 – Mad Dogs (RN)
20:20 – Venus Volts (SP)
21:10 – Concreto e Asfalto (CE)

Domingo, 05/04 (Centro Cultural DoSol)
16:00 – Trauman (RN)
16:40 – Reação Adversa (RN)
17:20 – Charlotte and Babies (PE)
18:00 – Garotos de Programa (RJ)
18:40 – Carango Abacaxi (CE)
19:30 -Roadsider (CE)
20:20 – Parole (RN)
21:10 – AK-47 (RN)

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Entrevista: Pocket com Kruyssen (RN)

30/03/2009 por RockPotiguar

Eles começaram como banda de rock gospel e já ganharam prêmios importantes, como o Hangar. Apesar de jovens, são músicos bastante experientes, com uma boa legião de fãs e agora estão expandindo seu som para um público novo: o secular.

Fale, resumidamente, sobre algumas experiências da sua banda.

A banda Kruyssen já tem 7 anos de estrada, e já tivemos muitas experiências excelentes, graças a Deus. Já tocamos nos principais locais da cidade (Norte Show, antiga Mp3 Ribeira, DoSol (Ribeira), CIENTEC 2003, CEFET, Auditório da Escola de Música da UFRN, Seaway Shopping, Teatro Sandoval Waderley, Praia de Ponta Negra, Casa da Ribeira, Largo do Machadão, Teatro Alberto Maranhão), interiores (ASSÚ,CURRAIS NOVOS, EXTREMOZ, JARDIM DO SERIDÓ), e outros estados (Recife e Teresina). Com um som denominado de rock progressivo (sem esquecer das baladas), buscamos nossa própria identidade musical através de diversas vertentes ligadas ao rock n roll, inserindo ao estilo características da música clássica (barroca), pop, progressiva e ainda com baladas de peso. Além de fazer excelentes shows locais de lançamento do seu primeiro álbum (Pelo Seu Poder) em Natal e Parnamirim, como públicos de 650 e 350 pessoas respectivamente. E ainda há um ano, a banda fez um show de comemoração de 5 anos de banda na Casa da Ribeira, com a casa cheia, onde a banda pôde ver todo o carinho do publico que a acompanhava há 7 anos cantando as músicas e fazendo mais um show inesquecível. Alem de tudo tocou pra grandes e exigentes públicos (3.000 pessoas em média) nos shows do gênero rock gospel como Oficina G3, Metal Nobre, Pg (…por diversas vezes) e ainda em eventos como a Cientec.

Quais as dificuldades enfrentadas no Brasil pelas bandas independentes que se propõem a fazer um som autoral?

As dificuldades enfrentadas pelas bandas que se propõem a fazer um trabalho autoral são muitas. É necessário tocar excessivamente uma música de trabalho, para que se torne conhecida pelo público, e há ainda sempre aquela mistura com outros artistas necessários para um bom, na nossa opinião, um bom cover resulta em público satisfeito e atento ao que virá depois. A estrada é longa e tem que ter bastante persistência, não basta tocar na rádio, tem que ter empatia com o público durante os shows. Nesse aspecto o Kruyssen é um exemplo de persistência.(eheheeh)

A banda tem um cd gravado (produção que demorou 10 meses) e contou com a participação de quarteto de cordas em um excelente trabalho, o que deu várias indicações ao Prêmio Hangar de Música. Com seu primeiro álbum independente lançado intitulado de “Pelo seu Poder”, a banda alcançou a incrível marca como banda local de 1.000 cd´s vendidos, sendo essa distribuição além da capital, feita em Teresina, Recife, e nos interiores do estado por onde passou, o cd bem aceito em todas as rádios gospel/102,5 fm/87,8 fm-Zona Norte/ 87,9 Satélite(recente)/ 87,9-Parnamirim/ atingiu números de liderança de até 1 ano, recebeu também duas indicações ao Prêmio Hangar (maior premiação da música no RN) de 2006, como melhor banda gospel e como instrumentista revelação através do tecladista Edson Estevam (Edinho), a banda ainda guardava boas expectativas para o próximo prêmio.

E em 2008 foi vencedor do prêmio como melhor banda gospel do RN. Um prêmio que honrou muito a banda que com muito profissionalismo e respeito conquistado de quem curte mesmo um bom rock, quer muito mais. A banda também já participou de programas de televisão, pela SimTV (sábado pela manhã), TV Tropical (no programa de Salatiel), e TV Ponta Negra 2 vezes, no programa da Anne Marjorie (agenda cultural) e no Progama da Priscilla de Sousa, onde teve a oportunidade de tocar suas músicas ao vivo, voz e violão.

O que o público pode esperar do seu show?

Bem, graças a Deus as visualizações no YouTube não param, mesmo dentro de um cenário completamente independente. A banda se prepara e está pronta para expandir seu trabalho para horizontes ainda não alcançados, e um desses horizontes ser alcançado se realizará sexta no Festival. Prometemos sempre o mais puro rock n´roll!! Nos preparando ainda para outros passos mais largos como o 2º cd, gravação de vídeo-clipes e posteriormente o Dvd da banda. Para o show do Rock Potiguar, a banda prepara algumas versões do Dream Theater, e algumas das suas músicas em inglês, outro projeto da banda, para expandir mais ainda seu trabalho, portanto esperamos ser um marco e um momento especial para todos.

Espaço aberto.

A banda manda um forte abraço a todos os fãs que tornam a continuidade da banda possível, deixando aqui também um forte abraço para o parceiro profissional EletroMusic (Beto e Arthur)!

Contatos: jadson santos(84) 8831-7666 / Israel Tenório (84) 88095709

www.kruyssen.com.br / YouTube (digite Kruyssen) / comunidade Orkut: Kruyssen
www.myspace..com/kruyssen

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Entrevista: Pocket com Hardalliance (RN)

30/03/2009 por RockPotiguar

A banda Hardalliance está de vocalista novo, músicas novas e… fãs novos. Tocarão na sexta-feira. Saque…

Fale, resumidamente, sobre algumas experiências da sua banda.

O Hardalliance já existe há quase 3 anos, e desde a sua criação até os dias de hoje já participou de diversos festivais em Natal e região. A banda já se apresentou ao lado de grandes nomes do Heavy Metal brasileiro, como o Burning in Hell e o Andralls, além de vários outros festivais de Hard Rock e Heavy Metal. Após um período na estrada, a banda começou a investir nas composições próprias, e entrou em estúdio para a gravação do seu CD debut. Devido a uma mudança do line-up da banda, o processo de gravação acabou sendo um pouco retardado, mas o CD está em fase final de produção, e em breve estará disponível. Algumas músicas do CD já podem ser baixadas no website oficial da banda.

Quais as dificuldades enfrentadas no Brasil pelas bandas independentes que se propõem a fazer um som autoral?

As dificuldades estão principalmente na falta de incentivo por parte das produtoras, das casas de shows e, às vezes, até de outras bandas e do público. As bandas trabalham duro para mostrar o seu material, na maioria das vezes sem receber nada, e ainda por cima estão numa constante batalha com outras bandas. A cena underground brasileira precisa de, no mínimo, união entre todos os seus adeptos.

Qual a importância de um festival independente para a carreira de um grupo musical?

Um festival independente é uma maneira de mostrar o seu potencial ao público, às produtoras, e também às outras bandas. Às vezes determinado público vai ao festival para prestigiar uma banda, e acaba gostando de outra. É desta maneira que uma banda vai ganhando prestígio, e consequentemente, incentivo para continuar o seu trabalho.

O que o público pode esperar do seu show?

Podem esperar a mais pura essência do Hard Rock oitentista, trazendo à tona vários clássicos da década, além de composições próprias que não fogem do estilo. O show será bem animado, sem dúvidas!

Espaço aberto.

Gostaríamos de agradecer à produção do RockPotiguar Festival pela oportunidade de mostrar o nosso trabalho mais uma vez. Também vai um agradecimento especial para o nosso público, que está sempre presente nos shows, dando a força necessária para que continuemos nosso trabalho com alegria. Gostaríamos de agradecer ao pessoal em geral que têm visitado o nosso site, e baixado o nosso material. Até agora, só comentários positivos! Agradecimentos também ao pessoal das cordas Groove, pelo apoio recente firmado ao nosso guitarrista Guilherme Souza. E por último gostaríamos de pedir a todos que acessem o site, e conheçam mais a banda, baixando o material disponível lá. Para saber mais sobre o Hardalliance, visitem:

Website: www.hardalliance.com.br
Myspace: www.myspace.com/hardalliance
Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=26811952

Valeu galera!

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Entrevista: Pocket com Sick Life (Mossoró/RN)

30/03/2009 por RockPotiguar

Fora Natal, as cidades que mais tem representantes no Rock Potiguar Festival desse ano são Fortaleza e Mossoró. E a primeira banda mossoroense a responder nossa pocket foi o Sick Life, que tocará na sexta-feira, primeiro dia do festival. Simbora!

Fale, resumidamente, sobre algumas experiências da sua banda.

A banda tem 3 anos e já participou de alguns festivais como 96 PRO ROCK, SERTÃO ROCK (PAU DOS FERROS), ABELHUDO ROCK (FELIPE GUERRA), NOITE DO DEMO (JOÃO PESSOA),entre vários outros, apareceu em alguns rogramas de rádia na extinta 96 fm alternativa (p.s.: a 96 fm alternativa continua na ativa, inclusive transmitindo o programa RÁDIO POTIGUAR aos sábados), teve um review publicado sobre seu cd demo “Look Around…” na revista ROCKHARD VALHALLA entre outros.

Quais as dificuldades enfrentadas no Brasil pelas bandas independentes que se propõem a fazer um som autoral?

São inumeras, como local para ensaio, apoio, escassez de festivais…

Qual a importância de um festival independente para a carreira de um grupo musical?

É uma das principais formas de divulgação para uma banda independente, já conseguimos vários shows fora da cidade através de pessoas de outras bandas e até produtores que estavam presentes em festivais.

O que o público pode esperar do seu show?

Não sabemos. Cada show é único…

Espaço aberto.

Gostaríamos de agradecer a organização do evento, a todos que nos apóiam e parabenizar o rock potiguar pelo aniversário.

OUÇA SICK LIFE: http://myspace.com/bandasicklife

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Entrevista: Pocket com Concreto e Asfalto (CE)

30/03/2009 por RockPotiguar

Mais uma banda no nosso pocket. Trata-se de uma das bandas cearenses, que encerrará o sábado, segunda noite do festival. Vai que é tua!!!

Fale, resumidamente, sobre algumas experiências da sua banda.

A banda começou em Julho de 2008, de lá pra cá a gente cita como experiência da banda:
-Festival do descobrimento em Porto Seguro/BA em Novembro de 2008, um ótimo festival de música autoral, com grande público e ótima estrutura.
-Temos um Cd gravado, primeiro cd Demo com 6 músicas próprias.
-Diversas apresentações em programas da Tv Diário e Tv União. Ao todo são 9 participações em programas de Tv e ainda Video clipe da música “Sala de Estar”, na programação da Tv União.
-Tivemos matéria em jornais locais, destacando o trabalho do cd.

Quais as dificuldades enfrentadas no Brasil pelas bandas independentes que se propõem a fazer um som autoral?

Pelo menos aqui no Ceará, a grande dificuldade são espaços para shows, existem alguns, mas são poucos os locais que abrem espaços para bandas autorais locais.

Qual a importância de um festival independente para a carreira de um grupo musical?

Dentre vários aspectos positivos, vou citar 2: Experiência: tanto musical, quanto pessoal e ainda o fato de divulgar as músicas de autoria da banda, mais importante ainda quando é em outra cidade, que ajuda a difundir o trabalho estrada afora.

O que o público pode esperar do seu show?

O público de Natal pode esperar um show de bastante energia. Estamos animados em mostrar nosso trabalho para nossos “vizinhos” de estado. Nosso show é sempre o momento máximo de dedicação, em cima do palco além de 5 músicos, estarão presentes 5 corações e energias e sentimentos de amor ao Rock.

Tocaremos músicas do nosso cd Demo e outras composições próprias que não foram ainda gravadas.

Espaço aberto.

Queríamos agradecer o convite do Portal Rock Potiguar para tocar nesse evento. Foi uma alegria imensa quando recebemos o email de confirmação da participação. Além de Natal ser uma linda cidade, sabemos também que existem amantes e apoiadores do rock e é com todo gás que subiremos ao palco no dia 4, então, até lá e um grande abraço a todos.

OUÇA CONCRETO E ASFALTO: www.myspace.com/concretoeasfalto

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Entrevista: Pocket com Coronel Drake (RN)

30/03/2009 por RockPotiguar

Vamos fazer algumas pockets com bandas que irão participar do Rock Potiguar Festival. A primeira é com os “cabras de pêia” do Coronel Drake. Confira.

Fale, resumidamente, sobre algumas experiências da sua banda.

O Coronel Drake é um projeto musical formado por cinco amigos, no final de 2007, que unidos pela afinidade musical e pessoal resolveram resgatar um pouco das raízes da música regional brasileira e misturar com as influências pessoais de cada integrante.

Já no ano de 2008 podemos participar de diversos Festivais em âmbito local. O de maior destaque, sem dúvidas, foi à participação nas finais do Festival Nacional de Música do SESI que aconteceu em Novembro de 2008 na cidade de Brasília-DF, onde concorremos com a música Bem mais perto e concorremos com canções de todos os estados do Brasil. Para quem quiser conferir a música é só se antenar na Rádio Potiguar acessando o Portal RockPotiguar no endereço www.rockpotiguar.com.br e ouvir.

Quais as dificuldades enfrentadas no Brasil pelas bandas independentes que se propõem a fazer um som autoral?

Como todos os integrantes já fizeram ou ainda fazem parte de outros projetos independentes no nosso estado, o que mais sentimos na pele e ouvimos como reclamação de outros companheiros diz respeito à inexistência de um circuito de casas de shows que recebam o trabalho autoral. Existe um circuito independente que vem crescendo em todo o país, é verdade, são diversos festivais nos mais variados estados e regiões brasileiras. Porém é enorme a dificuldade de bandas que estão nascendo na cena independente se inserir no circuito de festivais que hoje aí estão. É verdade que depende muito mais da força de vontade, trabalho e dedicação da banda para se atingir o objetivo de viabilizar seu projeto autoral, mas ainda hoje às oportunidades que alavancam a banda no circuito independente são escassas.

O Coronel Drake trabalha abrindo espaços frente a casas de shows e produtores locais para gerar receitas com o intuito de bancar as despesas com ensaios, deslocamentos de integrantes, material de divulgação e a gravação do primeiro EP da banda. A gravação deste EP é um sonho que pretendemos tornar realidade ainda no ano de 2009.

Qual a importância de um festival independente para a carreira de um grupo musical?

Os festivais independentes são importantes para qualquer banda brasileira hoje em dia. Refletem numa ótima oportunidade de divulgar seu trabalho, fazer um intercâmbio musical e cultural com bandas dos mais diversos estados do país e o principal para qualquer banda tocar! Tocar e tocar!

Os Festivais Independentes no Brasil estão crescendo, investindo cada vez mais em boas estruturas tanto para as bandas quanto para o público que vem consumindo, participando e apoiando cada vez mais o cenário de música independente. A rede de Festivais Independentes vem evoluindo e é cada vez mais indispensável participar deles. Se os festivais ainda não são uma garantia de autonomia para música independente, pelo menos são uma boa forma de se divulgar o seu trabalho seja em âmbito local, regional ou nacional.

O que o público pode esperar do seu show?

A galera pode esperar cinco doidos que adoram rock, mas que também não esquecem as raízes da maravilhosa e incontestável música nordestina. A nossa intenção com o projeto é, além de resgatar e manter viva a cultura do Nordeste, mostrar pras novas gerações que o Brasil e, principalmente a nossa região, tem excelentes artistas que devem ser valorizados, respeitados e sempre lembrados.

Vamos todos conferir o RockPotiguar Festival que o Coronel não vai deixar ninguém parado. Muita energia em um show especial para esse grande evento.

Espaço aberto.

Gostaríamos de agradecer a Deus em primeiro lugar, a família do Coronel Drake e ao nosso público que tem comparecido aos nossos shows e nos apoiado. Um agradecimento em especial ao cabeça do portal RockPotiguar Rodrigo Cruz por sua luta diária para manter vivo a cena independente e pela grande força, desde o inicio, que tem dado para o Coronel. Também destacar as bandas de excelente qualidade do RN que nos incentivam sempre a melhorar e evoluir e demonstram que todos nós somos capazes de fazer um som de qualidade e que a cena da nossa cidade existe e é sim bastante forte.

Nessa terra em que a manga com leite ofende e onde o seguro morreu de velho, no meio desse caldeirão cultural chegamos para ficar. “É PAU NO BURRO!”. Não vamos deixar ninguém parado no RockPotiguar Festival, esperamos todos vocês. Muita energia com frevo, rock e baião “até no meio das canela”. Nos vemos lá. Grande abraço.

OUÇA CORONEL DRAKE: http://tramavirtual.com.br/coroneldrake

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Entrevista: Leno no Solto Na Cidade

29/03/2009 por RockPotiguar

Segue na íntegra entrevista feita por Cleo Lima, Marcelo Panela e Itaércio Porpino, do site parceiro SOLTO NA CIDADE.

A Jovem Guarda vai a forra

Foto: Jerimum Cultural

Foto: Jerimum Cultural

É tarde da noite. Enquanto parte da vizinhança dorme e, na rua, as luzes dos carros borram o asfalto, na sacada do apartamento onde está morando desde o ano passado, no alto de um edifício em Petrópolis, um senhor de 60 anos, de ar jovial, nos entretém durante quase duas horas falando de música e política. Esse senhor tem muito a dizer.

Coisas até que estavam engasgadas. Seu nome de cartório: Gileno Osório Wanderley de Azevedo, e o artístico, Leno. Sim, sim… É o do par Leno e Lilian da Jovem Guarda, que nos anos 60 fez grande sucesso com “Pobre menina” e “Devolva-me”. A nossa conversa é muito sobre aquele período – a rusga com o pessoal da MPB (”chato pra cacete!”, segundo Leno), mas também sobre o presente.

Leno continua produzindo e tocando. No início deste mês, aliás, ele fez show no Aprecie Pub, em Ponta Negra, para divulgar seu CD mais recente, “Idade Mídia”, de 2006. É seu primeiro trabalho com músicas inéditas depois de quase 15 anos (o obscuro “Vida e Obra de Johnny McCartney”, uma co-produção com Raul Seixas, foi gravado em 1971, mas acabou sendo censurado e só foi lançado em 1995. Leno também fala sobre isso nessa entrevista. Bom, vamos então a ela:

Solto: Fale um pouco de sua infância. Você nasceu em Natal, mas foi para o Rio ainda pequeno, não é isso?
Leno: O pessoal pensa que meu pai estava de passagem e que eu só nasci em Natal, mas eu tenho raízes fortes aqui. Meu pai era militar e serviu aqui na guerra, e minha mãe era de Natal, da família Wanderley. Fiquei aqui até 54, saí com 4, 5 anos. Depois disso fomos morar no Rio, em Copacabana. Fui criado ali, na divisa entre Copacabana e Ipanema, dos 5 aos 12 anos. Depois disso moramos no Pará, no Mato Grosso… Então voltamos pra Natal, ficamos na Ribeira, onde tinha um quartel do Exército. Foi nessa época que surgiram os Beatles. Eu estudava no Marista e já conhecia rock, ouvia muito Elvis, Little Richard…

Solto: A ligação com a música e o rock começou cedo, então?
Leno: Sim, sim. Minha família, meus tios tinham muita relação com música. Era mais aquela coisa de violão, seresta… Mas, ao mesmo tempo, o pessoal da minha turma já ouvia o rock´n roll. Pra onde a gente se mudasse eu carregava meus discos embaixo do braço. Eles eram meus companheiros, Elvis e tal. Quando os Beatles estouraram, eu já tinha uma certa bagagem, ainda da época de Copacabana, aquela coisa da juventude transviada.

Solto: Foi também quando você passou a se aventurar a tocar e cantar?
Leno: A história de aprender música foi mais aqui em Natal mesmo, com meus 13, 14 anos, quando ganhei meu primeiro violão e formei a primeira banda de rock dessa cidade, o “The Shouters”. O nome era, claro, uma referência a “Twist and shout”, música que os Beatles gravaram no primeiro disco deles.

Solto: Como foi seu reencontro com Lilian?
Leno: Eu estava prestes a fazer 16 anos e fui morar de novo no Rio, no mesmo prédio dos tempos de infância. Chegando lá, reencontrei minha amiguinha daquela época, das brincadeiras e tal. O nome dela era Lílian. Esse prédio que a gente morava era pertinho da TV Rio, então a principal emissora de lá. Já existia o programa do Carlos Imperial e também um programa chamado Hoje é dia de rock, que acontecia no sábado à tarde…

Solto: Era o embrião da Jovem Guarda?
Leno: Era a Jovem Guarda se formando, mas ainda sem o batismo. Eu me lembro do dia seguinte à minha chegada no Rio. Eu acordei e fui ver a Lílian. A gente começou a conversar e ela me contou que estava namorando o guitarrista de um conjunto… Era o Renato! O do Blue Caps! Nesse mesmo dia o Renato apareceu por lá e nós ficamos amigos, tocamos violão, essas coisas. É engraçado que com um tempo as pessoas pensavam que eu tinha algo com a Lílian…

Solto: E tinha?
Leno: Não, nós sempre fomos apenas amigos. O Renato também ficou muito meu amigo nessa época. Foi ele, inclusive, quem incentivou a gente a formar a dupla. Por esses tempos, o grupo do Renato se apresentava muito no programa do Carlos Imperial, que se chamava Brotos no 13 e ia ao ar de segunda a sexta às 17h. Quem também estava sempre por lá era o Roberto (Carlos), o Erasmo, Wanderléa, Golden Boys… todo mundo começando.

Leno, Raul e banda

Leno, Raul e banda

Solto: Foi aí que nasceu a dupla Leno e Lilian?
Leno: Pouco depois disso, a CBS, gravadora do Renato, convidou a mim e a Lílian para um teste, através do Evandro Ribeiro. Nesse teste nós levamos três músicas: Pobre Menina, Devolva-me e Words of Love, essa última gravada pelos Beatles. Evandro ficou alucinado pelo material. Na semana seguinte, nós gravamos o compacto com “Devolva-me” no lado A e “Pobre menina” no lado B. As duas músicas estouraram. Esse compacto simples foi o que mais vendeu na história da música brasileira!

Solto: Como foi o processo de “separação musical” entre você e Lílian?
Leno: Aconteceu em 1967. O problema foi a diferença de temperamento mesmo. Lílian tinha uma visão muito romântica das coisas. Era um lance muito “conto de fadas”. Eu tinha uma visão mais profissional, queria ensaiar, compor. Quando esse desgaste começou a ser mais aparente, a gravadora me convidou pra ser artista-solo. O estopim foi num dia que a Lílian faltou a um programa de televisão onde a gente ia receber um prêmio. Estávamos em primeiro lugar na parada da TV Rio e simplesmente a Lílian não me aparece! Acabou que quem me socorreu foi a Martinha, outra voz de muito sucesso na Jovem Guarda. Aí não tinha mais clima e o Evandro me convidou pra cantar sozinho.

Solto: O público reagiu bem à separação da dupla? Houve muita cobrança?
Leno:
Por incrível que pareça, não. Eu até me surpreendi. O público foi muito receptivo comigo. Talvez até por pensar assim: “Ah, coitadinho do Leno… A Lílian abandonou ele pra ficar com o Márcio…” (risos). Eu confesso que não achei ruim de jeito nenhum! (risos). Meu primeiro lançamento como artista solo foi “A pobreza”, que, inclusive, vendeu mais que “Pobre Menina”. Eu continuava escrevendo músicas mais inocentes e tal, como “A festa dos seus 15 anos”. Foi quando veio o AI-5… Então eu percebi que precisava passar algo mais com a minha música.

Solto: AJovem Guarda foi um movimento que se caracterizou por não ter engajamento político. Você se vê como uma pessoa politizada?
Leno:
Totalmente!

Solto: Existia algum tipo de pressão das gravadoras para que vocês não falassem de política?
Leno:
Não, não. A Jovem Guarda era um movimento ao mesmo tempo romântico e questionador. A gente era cabeludo, as meninas usavam mini-saia. Teve também aquele lance do tabu com a virgindade das meninas, a Wanderléa, a própria Lílian. A gente mexeu muito mais com a cara do Brasil através desse romantismo, como os próprios Beatles fizeram na Beatlemania, do que tratando de política. Os próprios Beatles mudaram o mundo sem precisar falar de política naquela primeira fase.

Solto: O problema, então, era porque vocês não falavam abertamente?
Leno:
Era. E aí começou a acontecer uma cobrança. Mas, de qualquer maneira, assim como nós não gostávamos da ditadura, também não tínhamos nenhuma identificação com o que aquele pessoal chato pra cacete da MPB queria, que era o comunismo soviético. Eu lembro da época da TV Record. Eles apareciam lá, Elis Regina, Chico Buarque… Veja bem, o Chico é um compositor fantástico, mas era chato demais com essas coisas! Diziam que a gente tinha que se engajar do lado deles. Ora! O lado deles era Cuba, Fidel Castro, Stalin! Pôxa, o Stalin foi um dos maiores genocidas da história, quase um Hitler! A diferença é que era de esquerda, mas pra mim é tudo a mesma porcaria se é ditadura.

Solto: E tinha a história de que eles eram radicalmente contra o rock…
Leno:
Esse pessoal da MPB era totalmente intolerante conosco. Nós éramos chamados de alienados o tempo todo por essa MPB universitária dos festivais, que nem sequer nos dirigia a palavra. Naquela época guitarra elétrica era um tabu. Teve uma passeata, em 67, de artistas como Chico Buarque, Elis, contra a Jovem Guarda. Eles diziam que era contra a guitarra elétrica. Mas a guitarra elétrica quem usava era a gente. O Gilberto Gil estava na passeata. Aí veio a Tropicália usando guitarra elétrica…

Solto: E por causa disso a Jovem Guarda ficou com uma imagem de conformismo.
Leno:
Pois é! E o Roberto, nosso representante máximo, era muito sossegado. Nem se dava ao trabalho de responder esses questionamentos. E isso não era legal, talvez ele devesse se posicionar um pouco mais.

Solto: Pouca gente sabe que você tocou com Raul Seixas. Como conheceu ele?
Leno:
Ele havia chegado ao Rio de Janeiro, vindo da Bahia, para acompanhar Jerry Adriani. Mas aí sua banda, Raulzito e os Panteras, acabou e ele terminou ficando no Rio. Eu fui o primeiro cara a gravar uma música dele, em 68. Raul só foi estourar em 73, com “Ouro de Tolo”. No Rio eu dei guarida pra ele, chamei ele pra tocar comigo, na minha banda. Foi aí que houve uma ruptura enorme na minha carreira. Eu vinha de um disco super romântico, “A Festa dos seus 15 anos” (1970), e em seguida fiz “Vida e Obra de Johnny McCartney” (1971), em que Raul entrou como parceiro nas letras. Aí a censura veio e prendeu oito faixas. A partir daí, Raul se empolgou para cantar.

Solto: O que esse disco continha?
Leno:
As letras eram mais críticas, falavam de imposto de renda, de injustiça social, da falta de liberdade…

Solto: O que o levou a sair da linha romântica para uma mais contestadora?
Leno:
Foi uma inquietude da minha parte em relação com a falta de verdade no Brasil, mas também tinha muito a ver com o amadurecimento do rock lá fora. O rock no começo era uma coisa divertida, depois foi ficando cada vez mais importante na cultura mundial. Eu estava amadurecendo também. Era uma mudança cultural, existencial e refletiu na música. Quando o disco foi censurado, saí da gravadora e fui pra Philiphs. Depois a CBS me convidou pra voltar como produtor em 1972. Foi então que a gravadora sugeriu: “por que você não faz um retorno com Lilian?” Aí gravamos dois discos.

Solto: Teve muita pressão para a dupla voltar?
Leno:
Não, não, eu queria fazer. Foi numa boa. Eu já tinha feito muito sucesso fora, já tinha me auto-afirmado como artista solo. Por não ser uma coisa obrigada, deu vontade de fazer.

Solto: Como vocês lidavam com a questão das drogas?
Leno:
Até 68, não se falava em droga, não rolava. Nem chegava às nossas festas. Mas a partir de 69, 70, começou a rolar. No Rio, rolava muita maconha, mas cocaína nem se ouvia falar. A primeira vez que vi um baseado estávamos eu, Raul e um primo dele surfista. Foi ele quem chamou a gente pra casa dele, em 1970. Aí a gente experimentou. Mas na época da Jovem Guarda, era um uisquinho, mais pra aquecer a voz. A gente gostava mesmo era de sexo. A droga da gente era sexo. A gente queria era transar.

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Notícia Potiguar: Tributo O Rappa

26/03/2009 por RockPotiguar

Para mostrar que Tributo pode ser prestado em vida, a RockPotiguar Produções fará, neste sábado, um Tributo à banda carioca O Rappa. O show contará com a participação dos cantores Legal (Belina Mamão), Neil Armstrong (Apollo 11), Glay Anderson (MobyDick) e Iggor Dantas. A banda que comandará os clássicos é a Tríade. Para abrir a noite, Os Gigantes tocando rock nacional.

Serviço:
Tributo a O Rappa
Sábado, 28 de março
22 horas
Castelo Pub (Rota do Sol, em frente ao Frasqueirão)
R$ 5,00 (até meia noite) – R$ 10,00 (após meia noite)

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RÁDIO POTIGUAR: Nº 5

26/03/2009 por RockPotiguar

RÁDIO POTIGUAR Nº 5
(22,4MB)

Mais uma Rádio Potiguar. Dessa vez você vai ouvir algumas das bandas que tocarão no Rock Potiguar Festival, além de uma entrevista e palhinha acústica com o cantor e compositor norte-americano Zack Glass.

A Rádio Potiguar tem o apoio do EletroMusic Studios e é transmitida aos sábados (14h) na 96 FM Alternativa (Mossoró). Você também pode ouvir e baixar através dos portais rockpotiguar.com.br, sertaorock.com.br e foradoeixo.org.br.

Rádio Potiguar no ar!!!

- Concreto e Asfalto (CE). Música: Sala de Estar
- Decreto Final (RN). Música: Três Conceitos
- Poetas do Absurdo (PB). Música: Demônios do Tédio
- Alapada (SE). Música: Deixando Saudade
- Tricor (RN). Música: Ozônio
- AK-47 (RN). Música: Infecção
- Mad Dogs (RN). Música: A Conta
- Alfredo e os Caras (RN). Música: Livre Arbítrio

ENTREVISTA: Zack Glass (EUA)

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Notícia Potiguar: Mais músicos potiguares saindo de suas bandas… é moda!

26/03/2009 por RockPotiguar

Após a saída de Dante do The Sinks, da saída coletiva dos músicos do Camarones, do fim do When A Lotus Dry, blablablabla, mais alguns músicos deixam suas bandas. Franklin Roosevelt deixou O Surto e Max Siqueira deixou o The Volta.

Franklin, que retornou a’O Surto após vários anos, voltou a sair. Segundo o baixista e colunista deste humilde site, “por convergências profissionais com o vocalista Reges Bolo”. Da formação original, só o vocalista propriamente dito continua no projeto que ficou conhecido pelo hit “A Cera”.

Já Max deixou o The Volta esta semana por “não estar na mesma sintonia que a banda”, segundo o líder e guitarrista Misael Barreto. Da formação original que ficou conhecida no Mada, sobraram o próprio Misael e o baixista Giovanninni. A banda cumprirá sua agenda de shows sem o antigo membro.

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