Entrevista: Fliperama (Natal – RN)

24/04/2009 por RockPotiguar

Entrevista com a banda natalense Fliperama

Por Juliana Cortês

Há 4 anos a banda Fliperama espalha o punk rock bubblegum aqui em Natal. Durante este tempo eles tocaram em festivais, ganharam prêmios, divertiram a galera de outras cidades, gravaram dois CDs e estão prestes a gravar o terceiro. E, segundo o guitarrista Pedrinho e o baixista e vocalista Garrafinha, eles só estão começando! Confira.

RockPotiguar – Dia 17 de abril a banda completou 4 anos de vida. Me falem do início. Como a Fliperama nasceu?

Pedrinho: A banda surgiu num canal do MIRC, onde eu, Garrafinha (meu primo) e Hermano, começamos a conversar sobre rock (Ramones) e outras afinidades. Eu já havia tocado com Garrafinha em outra banda. E combinamos de marcar algo, tocar umas músicas… E foi assim que rolou a banda “Green Side” que era o esqueleto do que vinha a ser a Fliperama. A Green Side fez alguns ensaios, mas o nosso baterista não estava com tempo de tocar. E foi assim que conhecemos Douglas, também pelo MIRC; e, para completar a banda, chamamos Kaká (que também é minha prima). E a banda hoje é composta pelos três primos (eu, Kaká e Garrafinha), Douglas e Hermano.

Como se deu a escolha do estilo da banda?

Pedrinho: Tudo começou por causa dos Ramones. Apresentei o Carbona a Hermano, Garrafinha já conhecia a banda. E fomos sacando outras bandas do mesmo estilo. E fomos gostando daquilo. As primeiras composições foram no estilo e a gente resolveu seguir na mesma praia. A Fliperama surgiu meio que na brincadeira mesmo. Apenas pra tocar nos fins de semana mesmo. Então tocávamos o que mais gostávamos.

Quais são as maiores influências de vocês?

Garrafinha: Eu, Pedrinho e Hermano já gostávamos de Ramones há um bom tempo, mas depois que conhecemos o Carbona foi que descobrimos o punk rock bubblegum, ou pop punk como dizem os gringos. Mas nossas influências são, além de Carbona e Ramones, Magaivers, Havana 55, Os Pedrero, Screeching Weasel e The Queers.

A banda mudou de formação alguma vez? Como foi isso?

Pedrinho: A gente começou a banda em quinteto. Preparamos as músicas, fizemos nossas composições, organizamos nosso show. Mas Hermano teve que abandonar a banda por motivos pessoais. Com a saída de Hermano pensamos em parar a banda por um tempo, e tentar com um novo vocalista. Como tínhamos dois shows marcados, resolvemos arriscar com Garrafinha nos vocais. E isso foi bacana porque o resultado foi bem legal. Gostamos do vocal dele. E resolvemos tocar a banda só nós quatro mesmo. E assim foi por quase dois anos. Gravamos nosso primeiro CD assim. Com a formação em quarteto. Porém, Hermano continuava a acompanhar a banda. Dar dicas, contribuir. E, no final de 2007, resolvemos convidar Hermano para voltar a banda e dividir as vozes com Garrafinha. Hermano voltou, gravou o segundo CD conosco, o DVD, e é assim que a banda segue: como começou.

E como foi a repercussão da volta de Hermano a banda?

Pedrinho: Para a banda eu achei bem positivo. Gostamos muito dos vocais dele. Gostamos muito da participação dele no DVD. É um cara que acrescenta a banda. O público ficou, mas também gostou. Teve gente que de início achou estranho com novas vozes. Outros gostaram bastante. Isso é relativo. O importante é que a banda segue nessa formação. Agora no meio do ano estamos preparando a gravação do nosso terceiro CD.

Em 2006 vocês gravaram o primeiro CD (Quatro Pinos, Uma Jogada…) com Garrafinha no vocal. No início de 2008 vocês gravaram o segundo CD (Volta ao Mundo Numa Lambreta), já com Hermano cantando algumas faixas e Garrafinha outras. E agora se preparam para mais um. Fale um pouco sobre a produção desse novo CD. Será na mesma linha do segundo, com dois vocalistas?

Pedrinho: O terceiro CD vai seguir a mesma linha do segundo. Vão ser vocais alternados entre Garrafinha e Hermano e também outras novidades (risos). Estamos trabalhando bastante essas canções para fazer um disco bem marcado pela simplicidade nos arranjos.

Não dá para adiantar uma dessas novidades que está por vir?

Pedrinho: É tudo guardado a sete chaves. Mas o que posso adiantar é que o CD já está tomando forma com canções iradas. A ideia inicial é de não lançar um único CD. Mas como são 4 anos de banda, queremos lançar quatro EPs com três faixas cada, durante 4 meses. Um EP por mês, e no quinto mês lançarmos o CD completo com mais duas canções. Totalizando 14 músicas.

Já tem previsão de quando o primeiro EP será lançado?

Pedrinho: Queremos estar com tudo pronto até o final de junho. Para lançarmos em julho, depois agosto, setembro, outubro e novembro. E não para por aí. Também vamos gravar um vídeo release da banda e outras coisas.

Vocês têm popularidade aqui em Natal e em outras cidades. Isso é visível, por exemplo, em fóruns na Internet relacionados ao estilo bubblegum. Vocês imaginavam, há 4 anos, que teriam todo esse reconhecimento?

Garrafinha: Sinceramente não (risos). Mas a Internet nos ajudou bastante. Logo no nosso primeiro CD tivemos a ideia de disponibilizar todas as músicas no site Trama Virtual para a galera baixar, com isso começamos a notar que a galera foi conhecendo a banda. Ficamos como destaque em janeiro de 2007 na página do Trama Virtual. A galera começou a cantar nossas músicas nos shows. Na comunidade do Orkut começou a aparecer gente, e muita galera de banda de fora nos adicionaram no MSN para trocar idéias, e sempre quando alguém na Internet me adiciona em Orkut/MSN e diz que gosta do Fliperama fico com muito orgulho porque a galera está gostando da nossa proposta. Um dia desses mesmo vimos na comunidade bubblegum uma menina de Manaus dizendo que tinha conhecido a Fliperama em São Paulo, quando tava de férias por lá! Então, são essas coisas que a gente nunca imaginou… Éramos apenas cinco amigos querendo fazer rock chiclete sem nenhuma pretenção a mais (risos).

Pedrinho: Como eu disse no começo da entrevista, a Fliperama começou como brincadeira de fim de semana. A gente não esperava nem fazer shows. Mas as coisas foram rolando. Boas oportunidades foram surgindo. Divulgamos nosso material. E hoje em dia temos bons contatos. Como bubblegum é um estilo pouco divulgado no Brasil, a gente começou a procurar na Internet pessoas que gostassem do tipo de música. Pegamos contato com o pessoal do Bubblegum Attack, onde há essa troca de idéias. Tem a comunidade de bubblegum onde há essa interação com o pessoal que gosta do estilo. E tudo isso ajuda a divulgar nosso trabalho fora do RN.

Em 2006 vocês ganharam o Prêmio Rock Potiguar de banda revelação. O que essa vitória representou para vocês?

Garrafinha: Poxa! Ficamos muito felizes! Foi uma sensação de dever cumprido, porque éramos uma banda relativamente nova e que tava tocando um estilo novo de rock em nossa cidade. E como sempre demos o melhor da gente. Foi uma auto satisfação porque vimos que a galera votou e definiu a gente como melhor banda revelação de rock do RN de 2006. Particularmente, tenho muito orgulho por esse premio conquistado.

Como é o fã da Fliperama aqui em Natal? É aquele cara que curte somente bubblegum?

Pedrinho: (risos) Falar disso é complicado.Mas respondendo a pergunta, não. Não é o pessoal que curte somente bubblegum. Até porque aqui em natal pouca gente conhece e/ou gosta do estilo. Geralmente quem gosta de punk rock dá uma curtida na banda. E, como fazemos umas baladinhas, acho que esse é o publico. É o pessoal que gosta de um rock mais “leve”.
E alcoólatra, claro.

O que inspira a banda a compor as músicas? É o álcool?

Pedrinho: O álcool ajuda. Mas, é a paixão por carros, garotas e jogos. E também pelo gosto por músicas simples, com poucos acordes mesmo. Quem mais compõe na banda é o Hermano. E a inspiração dele ninguém sabe de onde vem. Talvez de um amor platônico. (risos) Mas, no geral, é isso. Melodias simples, sem “firulas”, e as letras são baseadas em coisas que gostamos. Carros, garotas, jogos e biritas.

Falem um pouco sobre as maiores dificuldades enfrentadas pela banda durante estes 4 anos.

Garrafinha: Nesses 4 anos vimos muita coisa, vimos bandas começarem e terminarem e outras ainda na instiga. As grandes dificuldades foram apoio cultural. Sempre tivemos que tirar do nosso bolso para gravar ou para viajar para fora do estado, e acaba se tornando pesado… mesmo que prazeroso. Em 2006/2007 apareceram bons convites pra tocarmos no sudeste, mas, infelizmente, não tínhamos como nos bancar e tivemos que adiar.

Pedrinho: O que a gente se propôs a fazer, a gente fez. Os problemas que também temos são assuntos pessoais. Como todos nós trabalhamos em empresas diferentes, fica difícil conciliar as férias de todos para tentar uma descida pelo sul e sudeste. Talvez o grande problema, não só para a gente, mas pra todas as bandas do RN, é o fato do nosso estado ser longe do eixo sul/sudeste.

E quais foram as maiores alegrias vividas pela banda durante este tempo?

Garrafinha: Poxa… foram tantas alegrias! (risos) Para a gente é sempre motivo de alegria tocar e ver a galera cantar nossas músicas, usar nossas camisetas. A gente ficou bastante feliz por ter ganhado todos os prêmios que concorria no Prêmio Rock Potiguar, além do prêmio revelação de rock da Quarta Cultural da Assembléia Legislativa de 2007. Da gente ter tocado duas vezes no Festival DoSol e aberto shows de bandas que somos fãs. Mas, a grande a alegria, é do espírito rock’n roll da banda se manter vivo até os dias de hoje.

Pedrinho: Acho que só em estarmos juntos há quatro anos já é uma coisa a se comemorar. Poucas bandas aqui no nosso estado duram esse tempo. E gravar material, ainda que hoje se tenha mais facilidade de gravar, é algo a se comemorar. E nós temos dois CDs lançados, temos um registro em DVD que foi o projeto Natal Rock Sessions; estamos prestes a lançar nosso terceiro álbum, e, para uma banda que pretendia apenas curtir no final de semana por brincadeira, é algo bem legal. Conhecer pessoas legais com quem dividimos experiências e amizades. Bandas que gostamos pra caramba e que dividimos palco com elas… Tudo isso são motivos de alegria. E uma alegria pessoal minha (Pedrinho) é dividir este projeto com quatro pessoas bacanas que são Garrafinha, Kaká, Hermano e Douglas.

O que vocês esperam para os próximos anos?

Garrafinha: A expectativa para os próximos anos é que, enquanto houver alguém que curta os três acordes grudentos que formam nosso som, estaremos sempre dispostos a tocar, viajar, lançar material bacana para o público, beber nossa cerveja antes e depois dos shows, brincar com os amigos e se divertir o máximo que pudermos e também divertir a todos com o que mais gostamos de fazer que é rock’n roll. Essas são as expectativas que eu acredito.

E, para finalizar, deixe um recado para quem está lendo esta entrevista.

Pedrinho: Apóiem as bandas locais, não só as de Natal, o interior também tem bandas boas. Natal tem muitas bandas massa, tem um cenário legal. Vá aos shows das bandas locais, baixem seus discos, ou comprem se for o caso. Ajude da forma que você puder. E principalmente, escutem RAMONES. (risos) No mais, é isso. Obrigado pela oportunidade de falar um pouco da banda. Um forte abraço a todos, paz, rock e boas vibes a todos.

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Resenha de CD: “Normal’s People Brigade” – Calistoga

21/04/2009 por RockPotiguar

“Normal’s People Brigade” – Calistoga
(CD – 2008)

Por Vini D’Lucca

“Normal People’s Brigade”, primeiro (depois de três EP’s) CD que na verdade é um EP, não sei se devo considerar como EP ou CD. A parte gráfica eu achei muito bem sacada, é um envelope de papelão monocromático, tem um vídeo release com músicas e uma entrevista com a banda. Legal isso, enriquece o trabalho e mostra de uma vez só a banda ao vivo e a história. Vamos agora ao que interessa, um faixa-a-faixa (ainda existe hífen, mesmo com a reforma?)

01 – Wait To Fight – o CD começa com uma linha de baixo logo para explodir com as guitarras com alguns delays, ótimo trabalho de todas as partes instrumentais. Logo em seguida entram os vocais do Dante com o feeling, essa é “a música da escaleta”, logo na ponte, nem falo mais dela, já falaram tanto da escaleta que perdeu a graça comentar. Ótima letra, coisa que nesse CD chama muito a atenção, ótimo início.

02 – Get Together – Essa é a música do CD que eu queria ter escrito, ela provavelmente tá no meu top 10 de músicas boas feitas em 2008, ótimas guitarras, mantém o alto nível que “Wait To Fight” iniciou. Outro destaque para a ponte da música onde temos um crescimento para um final épico!
Fuck Off Calistogas!

03 – Meltdown – Ela é a preferida de 9 entre 10 que ouvem o CD, eu acho uma música legal, mas não me instiga tanto quanto as duas anteriores, nós temos ótimas guitarras nela, ótimos riffs e é nela que pra mim Fernando (bateria) mostra sua pegada, bem redonda essa bateria, eu acho que eu iria gostar dela se ela acabasse aos 3:50 porque eu diria que seria a segunda música épica do disco, mas daí volta pra um pré-refrão->refrão->pré-refrão->refrão que eu não curto.

04 – What To Say – Aqui a coisa é diferente. Se o Calistoga vinha num ritmo seguindo mais pro lado do Post-Hardcore (não Screamo, Post-Hardcore sabe, quando o Hardcore ficou mais lento, bem, google it!) agora eles flertam com o Stoner-Rock, música curta e direta, ótimo refrão ela já começa com ele, eu acho ela direta, rápida e pop.

05 – Silence Is Too Loud – Essa já é conhecida, regravação do lançamento de 2006, foi música título do EP em questão, só que em uma nova versão com uma estrutura musical diferenciada da original, ótima canção, segue a linha pop da anterior e temos mais uma música em que os vocais do Dante chamam a atenção.

06 – Accepting You – Outra regravação, agora com uma qualidade digna, essa é do primeiro lançamento deles,de 2005, numa versão mais lenta que deixou a música muito mais interessante, nela temos dois pontos que chamaram minha atenção:
1 – Timbre grave da guitarra que pra mim deu um brilho.
2 – O trabalho vocal que ficou muito bem colocado.

07 – Never Close Enough – Essa é o patinho feio do disco, não por ser ruim, é uma ótima música, mas é porque é estranho ver o Calistoga, a banda com as guitarras mais complexas de Natal em uma música acústica, nem minto que virou meu xodó do disco, simplesmente porque se você ouvi-la e não ficar no mínimo três dias com o refrão na cabeça você não é normal, mostra o potencial radiofônico da banda o que é interessante porque ao contrário de bandas que se esforçam para soarem radiofônicas eles conseguem na inocência de simplesmente fazer uma música sincera.

Considerações finais : Ótimo CD, o ano de 2008 foi um ótimo ano para lançamentos, se o Calistoga quiser alçar voos maiores tem tudo pra isso, ótimas canções, ótimos músicos e um primeiro álbum que serve como um ótimo cartão de visita (mesmo eles já tendo lançado outros três), ele consegue condensar tudo o que foi feito por eles nos anos anteriores só que é notável o amadurecimento (vide “Accepting You Revisited” ).

Baixe o CD completo no www.tramavirtual.com.br/calistoga

CLASSIFICAÇÃO: 4 PALHETAS
Legenda: 1 palheta: fraco | 2 palhetas: mais ou menos | 3 palhetas: bom | 4 palhetas: ótimo | 5 palhetas: excelente

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Notícia Potiguar: Rodrigo Cruz em Fortaleza / CE amanhã

21/04/2009 por RockPotiguar

Rodrigo Cruz estará amanhã no Tapiocas Café, em Fortaleza, mostrando seu repertório que passeia entre o blues, rock e brega. A banda que acompanhará o músico é a Concreto e Asfalto, de Fortaleza mesmo, que esteve recentemente em Natal, no Rock Potiguar Festival.

As influências do Concreto vão de rock’s 80 nacional, passando por Los Hermanos, Bleatles e Pink Floyd.

O show acontecerá nesta quarta-feira, 22, no Tapioca’s Café, em Messejana.

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Coluna: RIFF: Los 3 Amigos!

20/04/2009 por Bruno Bruce

Por Bruno Bruce*

Fotos Gentilmente Cedidas Pelo Sr. Mitchell Pedregal/HEAVYLLON

Desde o anúncio do Motorhead no Abril Pro Rock (17/04/2009, Recife/PE) minhas expectativas eram imensas. Será que esses cabrons ainda conservavam a fúria e a destreza em fazer Rock ‘n Roll? Você acha que eles tocam Heavy Metal? Então deve ser um novato na cena. O Motorhead é qualquer coisa menos metallers. Não lembro sequer de uma entrevista de Lemmy estabelecendo sua banda como metálica apesar de transitar no meio com grande desenvoltura, sendo querido e respeitado pelos maiores nomes do Metal. Por isso também minha ânsia em assisti-los, com sua despretensão em agradar os headbangers. Aliás, despretensioso e melhor show internacional que vi na minha vida.

Lemmy é um romântico! E digo mais, um nostálgico romântico. Quem o conheceu de perto relata sua gentileza com as mulheres e no trato com os fãs. Dave Grohl (ex-Nirvana e atual Foo Fighters) ficou chocado com a docilidade deste cabron. Arrisco dizer que deve fumar a mesma marca de cigarro, beber a mesma cerveja e usar as mesmas roupas do início do grupo. Quer prova maior de romantismo?

Precisei assistir um Matanza sem André Donida nas suas fileiras. Tive que engolir o guitarrista do Torture Squad na função insubstituível do compositor do grupo. Nem sei os motivos da troca, se permanente ou transitória, mas foi ridículo. Desde que o grupo passou a por mulheres no palco, sendo aceito pelas massas, meu gosto e respeito dissipou-se! O Matanza era para ser um segredo bem guardado pelos bêbados de botequim. Deveria se apresentar sempre em night clubs sujos e pequenos, com muita proximidade da audiência. Você deveria, após o show, poder pagar um drink aos integrantes! Certamente é o contrário que vejo hoje. E deverá ser a negação do propósito primordial do grupo: divertir-se. Virou profissão. Nem ator pornô se diverte na profissão!

Veio o Decomposed God, num palco que chamo de 3 X 4. De onde eu estava parecia um outdoor com a foto da banda, só que com movimento. A banda é da cidade, é querida mas eu não me sujeitaria a uma apresentação num palco destes somente para obter exposição na mídia. Foi triste vê-los dar o seu melhor numa arena minúscula! Detesto a urgência sonora na linha ‘metranca’ porque nivela toda a sonoridade num patamar de velocidade e crueza muito similar com todas as outras bandas do estilo. Aí é um desfile de mesmice que consome minha paciência. Raras bandas do gênero conseguem imprimir sua digital inconfundível no Death Metal. Não é o caso do Decomposed God.

Gostaria de saber quem abriu as portas do bordel de beira de estrada permitindo as mais barra-pesadas prostitutas da BR 101 entrarem no Chevrolet Hall. Bem, se não cobram pelo sexo erraram nos modelitos. Foi o desfile de roupas mais equivocado que presenciei na minha vida. A maior parte das mulheres sempre atrapalha em shows de Rock/Metal. Desta vez se superaram com meias arrastão, sapatos de salto agulha, micro-shorts de tecido fuleira, maquiagem barata e apliques de salões duvidosos. As verdadeiras prostitutas não têm mais opções que chamem a atenção dos homens hoje em dia, pois todo o seu arsenal visual foi roubado pelas mulheres que não cobram por sexo.

Até os homens passaram da medida. Gordos com camisas apertadinhas do Motorhead, botas de vaquejada e chapéus deveriam estar no interior do estado, puxando bois pelo rabo.

Lemmy já entrou no palco fumando. Com a voz curtida pelo tabaco e álcool profetiza o som que virá: “We are Motorhead. We Play Rock ‘n Roll”. Igualzinho aos DVD’s que tenho em casa. Uma seqüência de clássicos hipnotiza você. Parte da trilha sonora da sua vida transcorre ali, num calor senegalês, com demasiada gente feia ao seu redor…mas tudo bem. É o Motorhead enfim. Depois de umas 3 músicas eu consegui tirar o olhar do palco por instantes e observar a platéia. Estive no show do Scorpions (2007) no mesmo local. Há metade do público presente hoje. Ainda bem. Odeio gente. Só gosto da presença de amigos/família e alguns deles estavam ao meu lado, para minha felicidade. Por aproximadamente 1:50hs mantive-me no local, cansado mas pulando como um batráquio insano em Killed By Death e Bomber. A Faixa In The Name Of Tragedy (música que adoro) pareceu terrivelmente lenta. Foram realizados solos de guitarra e bateria para meu desgosto. Pelo menos foram breves, não conseguindo tirar o brilho do show, permitindo que me abastecesse de cerveja sem perder as músicas. Solos individuais deveriam ser banidos e passíveis de multa caso ocorressem. Mikkey Dee exala carisma atrás de seu kit de bateria. É uma benção para um grupo um baterista destes. Suas baquetas rápidas passam perigosamente muito próximo ao seu próprio rosto, desafiando as leis da probabilidade. Toda a banda é bastante econômica na movimentação de palco, parecendo se resguardar para as noitadas ou como vítima delas, talvez. O Motorhead tem tanta moral que na parte final da apresentação tiveram os colhões de largar tudo retornando ao palco com 2 violões (Dee e Campbell) e uma gaita na boca de Lemmy para emendarem com a chorosa Whorehouse Blues. O Sr. Kilmister realizou o que ouço ser impossível desde criança: assoviar e chupar cana ao mesmo tempo. Fez isso ao tragar ferozmente seu cigarro enquanto soprava sua gaita! É um monstro! O sonho terminou com uma Overkill brutal, pesadíssima. O volume do som fez meus ouvidos zumbirem 36 horas após o último acorde. Perfeito então.

Sinto que jamais irei vê-los novamente. Lemmy não durará produtivamente tanto quanto eu gostaria.

“In the year of the wolf

all the world smelled good…”

*Bruno Bruce r enegou o batismo cristão dos seus pais nos primeiros minutos da música Deathrider (Anthrax) gravada numa fita-cassete por um roqueiro natalense. Como headbanger viu modas musicais surgirem e morrerem como moscas num verão.

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Notícia Potiguar: 95 FM de Natal receberá semanalmente o RockPotiguar!

17/04/2009 por RockPotiguar

Mais uma novidade! O rock potiguar agora terá espaço garantido em uma rádio popular. Trata-se do Espaço Rock Potiguar, que será transmitido todos os sábados a meia-noite (de sábado para domingo), na maior ráadio de Natal, 95 FM. O espaço terá duração de meia hora e será composto principalmente por músicas potiguares e algumas bandas indies nacionais. Além disso, terá agenda de shows e entrevistas esporádicas.

O projeto é experimental e vai depender da audiência para a sua expansão ou não. É uma boa para o público “popular” saber que o rock potiguar existe e com muita força.

O Espaço Rock Potiguar é transmitido pela 95 FM, nos sábados a meia-noite. Apresentação: Rodrigo Cruz. Comentários: Ciryllo Fernandes. Operação: Dj Flávio.

Ouça e participe sintonizando 95 FM em Natal ou http://www.95fm.com.br/live/

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Notícia Potiguar: Leno tocará no Palco “Toca Raul” na Virada Cultural de SP

16/04/2009 por RockPotiguar

Leno, Raul e banda

Leno, Raul e banda

Por Rodrigo Cruz

O compositor e cantor potiguar Leno estará na Virada Cultural em São Paulo. O evento, que já tem cinco anos, já é considerada o maior evento cultural da cidade. Leno interpretará o CD “Vida e Obra de Johnny McCartney” no Palco Toca Raul, localizado na Estação da Luz, e subirá ao palco exatamente às 20:45 do dia 2 de maio. Artistas como Os Panteras, Nasi, Velhas Virgens e Marcelo Nova também prestarão homenagem ao Maluco Beleza.

O disco “Vida e Obra de Johnny MacCartney” foi um marco na história da música brasileira. A obra, produzida por Leno e Raul Seixas, teve a maioria das suas canções compostas pelos dois. Foi o primeiro disco brasileiro gravado em oito canais e não chegou a ser lançado, pois a ditadura censurou cinco canções. Esquecido, a CBS perdeu a gravação, que só foi achada em 1995, na atual Sony. Recentemente foi relançado pelo selo norte – americano Lion Music, em uma edição super limitada, com encarte com fotos históricas, além do polêmico disco.

Leno ficou famoso na jovem guarda ao lado da cantora Lilian, e estiveram nas paradas de sucesso nos anos 60 com canções como “Pobre Menina”, “Devolva-me” e “Eu Não Sabia Que Você Existia”. Como artista solo, depois da separação, emplacou o grande sucesso “A Pobreza”. Depois disso, no começo dos anos 70, veio a parceria com o baiano, até então conhecido como Raulzito.

Vida e Obra de Johnny McCartney”, faixa a faixa:

Johnny McCartney (Raulzito e Leno)

Por que Não? (Leno)

Lady Baby (Raulzito e Carlos Augusto)

Sentado no Arco-Íris (Raulzito e Leno)

Pobre do Rei (Paulo Sérgio e Marcos Valle)

Peguei uma Apollo (Arnaldo Brandão)

Sr. Imposto de Renda (Raulzito e Leno)

Não há Lei em Grilo City (Leno)

Convite para Ângela (Raulzito e Leno)

Deixo o Tempo Me Levar (Leno)

Contatos Urbanos (Ian Guest)

Bis (Rauzito e Leno)

Johnny McCartney (Raulzito e Leno)

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NOVIDADES NO PORTAL ROCK POTIGUAR

16/04/2009 por RockPotiguar

Após esses dias fora do ar, a equipe do Portal RockPotiguar (hoje em dia formado por Rodrigo Cruz, Shilton Roque, Vini D’Lucca, Juliana Cortez e Bruno Bruce) se reuniu e decidimos várias ups no site. Se os assuntos da reunião forem cumpridos, a partir da semana que vem deveremos ter:

- Posts organizados. Segunda é dia de postar coberturas, terça serão resenhas de cds, quarta serão atualizadas a Seção Brasil e as colunas, quinta entrevistas e sexta teremos a estreia do MICROONDAS ROCK POTIGUAR. E todo dia é dia de notícia.

- As coberturas serão retomadas.

- Já fizemos algumas matérias e entrevistas em vídeos. Porém, com um equipo melhor, teremos mais conteúdo em vídeo.

- A Rádio Potiguar será repensada dentro de no máximo uma semana.

- As notícias nordestinas e gerais serão mais constantes.

É isso. Volte mais tarde para ler a cobertura do ROCK POTIGUAR FESTIVAL e saber das novas expansões do RockPotiguar. Amanhã é dia de MICROONDAS ROCK POTIGUAR.

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Notícia Potiguar: Rock Potiguar Festival encerra hoje e terá bis do Venus Volts

5/04/2009 por RockPotiguar

O Rock Potiguar Festival encerrará hoje a tarde/noite com a apresentação de oito super-bandas. Ontem tivemos alguns problemas com algumas das bandas, mas todas as de hoje estão confirmadíssimas (com exceção do Garotos de Programa, que, por pura falta de comprometimento, se inscreveu no festival, confirmou a participação e HOJE avisou que não viria). A surpresa de hoje será a apresentação do VENUS VOLTS (SP) que fará um bis mais que especial para a alegria da galera.

Segue a programação. Os shows começam pontualmente as 16 h.

Domingo, 05/04 (Centro Cultural DoSol)

16:00 – Trauman (RN)
16:40 – Reação Adversa (RN)
17:20 – Charlotte and Babies (PE)
18:00 – Venus Volts (SP)
18:40 – Carango Abacaxi (CE)
19:30 -Roadsider (CE)
20:20 – Parole (RN)
21:10 – AK-47 (RN)

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Entrevista: Pocket com AK-47 (RN)

5/04/2009 por RockPotiguar

O AK-47 foi a banda escolhida para fechar esta edição do Rock Potiguar Festival. Segue pocket com a banda.

Fale, resumidamente, sobre algumas experiências da sua banda.

O Ak com 3 anos de vida, possui alguns marcos na sua história, já participou do Festival DoSol (RN), Palco do Rock (BA), Caosnatal (RN) com o Maldita (RJ) e abriu o show da antes chamada banda Luxúria(RJ). Já deu entrevistas para a InterTV Cabugi, a TV Ponta Negra e 103 FM. Gravaram um clipe, que não consideram oficial, para a música “Entrada” e possuem apenas um EP como trabalho, intitulado “A Rainha na Terra dos Decapitados”

Quais as dificuldades enfrentadas no Brasil pelas bandas independentes que se propõem a fazer um som autoral?

Acreditamos que o foco inicial de dificuldade é a falta de órgãos públicos ou empresas privadas que acreditem no trabalho das bandas autorais, não viabilizam apoio ou patrocínio para gravação de trabalhos e execução de projetos. Os problemas comuns de gravação, show e divulgação são “ossos do ofício”, que dependendo da forma que são feitos acabam transformados em artifícios que somam ao trabalho da banda.

Qual a importância de um festival independente para a carreira de um grupo musical?

Festivais independentes são os melhores presentes para bandas autorais, a troca estética, o intercâmbio que acontece, toda essa mistura envolve fontes novas para serem bebidas. É um degrau na carreira da banda, e não explicito se ascendente ou descendente, é apenas um marco com pontos de divulgação e exposição de grande valor, cabe a banda escolher o rumo.

O que o público pode esperar do seu show?

Do Ak, esperem o de sempre, o inesperável. Bolamos idéias únicas pra cada momento e as unimos as nossas composições, juntas tornam-se acontecimentos, e para domingo, levem taças, vinho e estejam dispostos para lubrificar as articulações num show pós-orgânico.

Espaço aberto.

“Eu sou um homem ou uma mulher?

Eu sou um homem ou uma máquina?”

(Heliogábalus em Le Magnifique Nouvelle de La Passion )

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Entrevista: Pocket com Reação Adversa (RN)

5/04/2009 por RockPotiguar

A representante do puro hard core potiguar subirá ao palco do Rock Potiguar Festival hoje. Reação Adversa sera a segunda banda da tarde/noite.

Fale, resumidamente, sobre algumas experiências da sua banda.

Resumidamente falando, o Reação Adversa nessa sua curta estrada de 2 anos e meio traz na sua bagagem apresentações em cidades como Maceió, João Pessoa e Recife, tocando junto de bandas como Mukeka di Rato, Garage Fuzz e Zumbis do Espaço e em importantes festivais como o Caosnatal (RN) e Big Peixeira (AL). Além disso temos um EP gravado intitulado “Sem medalhas, mas um vencedor” que nos ajudou muito a abrir algumas portas e fazer essa correria.

Quais as dificuldades enfrentadas no Brasil pelas bandas independentes que se propõem a fazer um som autoral?

Falta de apoio e oportunidade, mas essas dificuldades fazem com que a galera tenha que correr atrás e quem tem um bom trampo e batalha nessa correria consegue aquilo que se propõe.

Qual a importância de um festival independente para a carreira de um grupo musical?

Um bom festival dá ao grupo a oportunidade de se apresentar para bem mais gente do que nos shows corriqueiros e para um público as vezes diferente e dessa forma expande o seu som, conquistando mais público.

O que o público pode esperar do seu show?

A interação e a energia que sempre caracteriza os shows do Reação, talvez um pouco de humor e risadas, vai depender do clima.

Espaço aberto.

Agradecer a toda galera que sempre apoia e participa da nossa correria, que acaba por manter esse som rolando, e a produção do evento por este rolé de domingo. E aproveitar o espaço para mandar um beijo para minha boe. (Shilton, vocal)

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