Coluna: RIFF – O Martelo de Thor

29/06/2009 por Bruno Bruce

Disco: Sons Of Northern Darkness

Lançamento: 2002

Formato: Vinil Duplo

Immortal:

Abbath (Vocal/guitarra)

Horgh (Bateria)

Iscariah (Baixo)

Meu primeiro contato com o Immortal se deu de modo traumático! Fui introduzido a sonoridade da banda pela minha, então, namorada (hoje, para minha fortuna, esposa). Ela, conhecendo meu gosto por uma linha mais tradicional do Heavy Metal, fulminou meu toca-cedê com Diabolical Fullmoon Mysticism (lançado em 1992). Era o mesmo que jogar um garoto colegial sozinho nas docas, a noite! Foi um massacre. Como a gravação do CD deixava a desejar ative-me a estética do grupo. Headbangers cuspindo fogo, com letras pagãs, arredios, obscuros, rostos e corpos cobertos por uma pintura tétrica…ganharam meu coração imediatamente. Havia algo ali. Havia talento. Continha uma inspiração terrivelmente mal direcionada, pessimamente gravada. Foram necessários mais 5 discos e 10 anos para a sonoridade do Immortal ser alçada a categoria de masterpiece. O disco Blizzard Beasts (de 1997) parece começar um novo traçado na carreira da banda, amadurecido em At The Heart Of Winter (1999), levando-os a Damned In Black (2000). Essa sim, a gema bruta! O mosto. Derradeiro suspiro do amadorismo sonoro. Lindo, focado em um Black Metal maiúsculo, orgulhoso, constituindo o último degrau para a perfeição que viria a seguir.

É impossível resenhar o disco posterior ao Damned In Black sem traçar um paralelo entre eles. Foi como observar um filho crescer. Observar seus defeitos e potenciais, regozijando-se quando as qualidades se sobrepõe as falhas.

A banda parece que já fez parte do famigerado Inner Circle. Grupamento acusado de satanismo e pró-nazismo que congregava alguns dos maiores nomes do Metal nórdico em suas fileiras. Extremistas que sujaram suas mãos de sangue! O Immortal passou, sabiamente, ao largo deste lixo-ideológico-barato. Até hoje um de seus fundadores, Abbath, alega que as letras da banda não são satanistas.

Nunca me conformei em ter somente o CD do Sons Of Northern Darkness. Era uma obsessão tê-lo em vinil. Eu deveria possuir este letal Martelo de Thor metálico na versão correta. Foram 7 anos de atribulações financeiras, onde prioridades de família drenavam meu orçamento no caminho contrário a aquisição deste vinil! Mas sou paciente e vivo uma paranóia mental particular que geralmente delega bons frutos. E chegara a hora da colheita! Um lojista do e-Bay disponibilizava o vinil num valor bastante razoável, numa versão dupla, de 180g, lacrado e na cor azul! Depois de alguns cliques e 30 dias de ansiosa espera, abro a embalagem com o Sons Of Northern Darkness. Estava ali o delta sonoro, a conjunção criativa de todos os melhores riffs já criados no Thrash/Black Metal. Reinventados, renovados, burilados por quem deve ter passado uma vida a escutar os mestres do calibre de Venom, Celtic Frost, Bathory, Destruction. O maior diferencial na composição da sonoridade do Immortal é a junção dos fundamentos do legítimo Black Metal com um Thrash Metal franco, vibrante. Essa marca chegou à perfeição no Damned In Black, obra em que até os mais pescoçudos headbangers têm dificuldade em definir qual estilo pesa mais na balança. Observe como a faixa One By One dá o pontapé inicial exatamente onde a última faixa do Damned In Black parou em termos de temática. É um war statement, numa cadência quase marcial (a partir do meio da composição) um chamado à batalha que segura suas bolas e olha fixamente em seus olhos, inquirindo: “Você vai lutar conosco ou vai fugir?”. “…The might we posses burn like fire…”, grita Abbath para minha aflição de não poder lutar essa batalha junto! Coladinha segue Sons Of Northern Darkness, bastante cruel & veloz, infligindo contra-tempos de bateria capazes de fazerem voar da boca uma dentadura mal fixada!

O que leva o Sons Of Northern Darkness para um patamar acima? A fórmula já estava pronta no antecessor. Digo agora: no som, foram os climas atmosféricos. Essa lição foi aprendida com Quorthon, sem dúvida (referência recorrente do grupo quando discorrem sobre suas influências)! E estes ensinamentos fluem fortes nas faixas Tyrant e Beyond The North Wind, derradeira composição. Em todo o restante do disco, sempre que a cadência marcial da bateria dita o ritmo e dedilhados de guitarra figuram ao fundo, parece haver a sombra do Bathory. Abbath conseguiu incutir certa inteligibilidade à sua voz rascante. Caso raro na música extrema.

Mesmo com a faixa Demonium, a velocidade geral diminuiu em favor do peso (o Metallica ensinou com maestria no Masters Of Puppets), provando coragem neste mundinho black metaller apinhado de púberes fervorosos pela banda mais rápida que possa surgir. Esse embate somente pela rapidez das guitarras é enfadonho, nivelando (musicalmente) tudo por baixo. Mas adolescência é uma doença hormonal e como tal, passa! O Immortal é uma banda criativamente madura em seu estilo, fazendo música para uma platéia mais exigente e perspicaz.

No visual, o bom gosto tomou conta. É um ardil usar corpse paint e não incorrer na paspalhice (veja a Boneca Emília na versão Black Metal do nanico Dani Filth/Cradle Of Filth). Há um fortíssimo acento masculino no conceito. Aqui não há espaço para dualidades e a mensagem é reta. Todas as imagens capturadas em estúdio permeiam uma tonalidade azul-triste porque todo brute é na realidade um grande melancólico.

Fugiram dos excessos. Nada de entupir o mercado com quinquilharias sonoras (DVDs de shows sem-graça, CDs com bônus et cetera).

Qual a banda contemporânea que não tem atritos pessoais levados à mídia musical? Acusações mútuas, lutas por mais dinheiro, vaidades profissionais, traições. Nada disso atingiu este couraçado de retidão musical & moral denominado Immortal. Demonaz (um ex-membro) compõe todas as letras praticamente no anonimato, escondido das grandes oculares dos xeretas. Temas versando sobre frio/gelo, as florestas nórdicas, batalhas, o etéreo, endossam as entrevistas do grupo rejeitando a pecha de reles banda de Black Metal.

Abbath parou de excursionar por quase dois anos para ter tempo para sua família, apesar da condição de estrela inconteste do Black Metal…ganhando minha mente, por fim!

Peça obrigatória na coleção de um headbanger!

Anger rideth with the ones that knows fear

Who’s eyes like fire – who’s hearts like ice”

(Sons Of Northern Darkness)

*Bruno Bruce renegou o batismo cristão dos seus pais nos primeiros minutos da música Deathrider (Anthrax) gravada numa fita-cassete por um roqueiro natalense. Como headbanger viu modas musicais surgirem e morrerem como moscas num verão.

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Cobertura: Calistoga, Fewell e Distro lançando álbuns

29/06/2009 por RockPotiguar

Calistoga, Fewell e Distro lançando álbuns

Por Shilton Roque e Vinícius D’Lucca

Noite de sábado e casa cheia para receber a galera que estava lançando material novo: Calistoga, Distro e Fewell fizeram o rock rolar ontem no Dosol.

Com o costumeiro atraso dos rolés em nossa querida província, o Calistoga inicia sua apresentação. Primeiro show dos caras em Natal com o novo formato, e nova formação (apesar do batera que tocou ter sido, o que gravou o “Still Normal”, Fernando Junior), a galera tocou sem set list e mesclou músicas de trampos passados como “Get Together” e “Wait To Fight” e músicas do recém lançado EP: “Silicon Mind” e “Feels So Real”. O novo formato ajudou mais ainda no tocante a presença de palco, com a entrada de Kalango e Dante só no vocal o palco ficou pequeno para tanta instiga, destaque para a mistura de parada de mão (vulgo bananeira) com peixinho feita pelo Dante (parecia Rubinho comemorando o 3o lugar naqueles tempos remotos de Stewart). Enquanto Geladeira, Macaco, Kalango, Dante e Fernandinho destruiam lá em cima a galera lá embaixo interagia com essa energia cantando as músicas e curtindo o rolé. Pra completar um cover de leve do “Hot water music” e pra varia uma do “At Drive in” e para encerrar uma das novas músicas dedicada a galera Vegan/vegetariana.

Segunda banda da noite, o Fewell não trouxe mudanças na formação e sim na musicalidade em si. Os caras estão seguindo um conceito diferente do EP homônimo, músicas mais longas, solos de batera e coisas do tipo, influências de grunge e rock 90’s. Voltando ao show, de cara já tocam uma das novas, “I know you now” e emendam com a já conhecida “Fire”, ponto alto do show foi quando executaram o proto-hit do novo EP “Ahead” que já tinha sido divulgado em forma de vídeo gravado no festival Dosol.

Distro sobe no palco e começa seu show com “Cold Blood” e começa a destilar o chocolate e a pimenta que estão nos dois novos EPs (que na verdade formam um). Quando começou “Little Lion” todos cantando e eis que as duas guitarras param de funcionar. Espantando os mals espíritos tocaram-na novamente e mostraram que ela já virou hit nessas semanas que foi divulgada via MySpace. Momento alto do show foi “The Death Is Waiting For You” que teve um momento épico quando Vinícius Menna começou a solar.

Saldo positivíssimo, ótimas bandas fazendo ótimos shows e o público participando mais e mais.

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Notícia Potiguar: Rockstage amanhã em Mossoró com Andralls (SP)

27/06/2009 por RockPotiguar

Rockstage amanhã em Mossoró com Andralls (SP)

Fonte: SertãoRock.com.br

Após um recesso de quase três anos, o Festival Rockstage volta ao circuito alternativo dos shows de rock em Mossoró. No próximo domingo será realizado a 10ª edição do evento que tem como atração principal a banda paulista Andralls (foto).

A promoção do evento é da Stormbast e Lima Freire Produções. A expectativa dos organizadores é boa, eles só lamentam a dificuldade em realizar um evento desse gênero em Mossoró. “A principal dificuldade é a falta de profissionalismo dos proprietários de locais para eventos em Mossoró”, afirma Marcondes Paula.

Com nova formação e o lançamento do álbum intitulado “Andralls”, a banda promete fazer um show inesquecível para os amantes do rock pesado. O show está previsto para iniciar às 13h e contará com mais três bandas: Lei do Cão (Mossoró), Soul Blade (Fortaleza/CE) e Evilrazor (Mossoró). A banda mossoroense Sick Life foi convidada de última hora e participará também.

O 10º Rokstage ocorrerá na sede do Sindprevs, localizada na avenida Presidente Dutra, próximo ao

Clube da Caixa, bairro Nova Vida. Os ingressos estão à venda na Looping Camisetas do Mundo, Shopping Liberdade, e também no Valhalla Bar, próximo ao UPA do Alto de São Manoel. A entrada custa R$ 10,00 (antecipado).

SERVIÇO
10º Rockstage
Data: 28 de junho
Horário: 13h
Local: Sindprevs (próximo ao Clube da Caixa, bairro Nova Vida)
Entrada: R$ 10,00 (vendas antecipadas na loja Looping, no Shopping Liberdade e Valhalla Bar, próximo ao UPA do Alto de São Manoel)

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Notícia Potiguar: Três lançamentos potiguares em um dia só!

27/06/2009 por RockPotiguar

Hoje o DoSol vai receber Distro, Calistoga e Fewell para lançarem seus respectivos trabalhos, lançados pelo Coletivo Noize e Xubba Musik. A partir das 22 horas, com entrada a R$ 5,00.

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RÁDIO POTIGUAR Nº 6

26/06/2009 por RockPotiguar

RÁDIO POTIGUAR Nº 6
(24,8 MB)

A Rádio Potiguar está de volta depois de três meses. Esse foi o tempo da nossa programação na 95 fm que, mesmo que continue lá, vamos continuar aqui também.

O programa dessa semana traz a notícia da morte do ídolo pop, Michael Jackson, além de dois de seus sucessos, e também várias boas bandas independentes. Você vai ficar sabendo um pouco do Festival Usina da Cutura, que acontecerá em Mossoró semana que vem.

Rádio Potiguar no ar!!!

- Michael Jackson. Música: Thriller
- Michael Jackson. Música: Beat It
- Dr. Carnage (RN). Música: Padre Füdeüs
- O Surto (CE). Música: A Cera (ao vivo Rock In Rio)
- The Playboys (PE). Música: Estão Certos os Calvinistas
- Lágrima Flor (RJ). Música: Agora é Tarde
- Bugs (RN). Música: Morfina
- AK-47 (RN). Música: Verme

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Notícia Geral: Michael Jackson sofre parada cardíaca e morre em Los Angeles

25/06/2009 por RockPotiguar

Michael Jackson sofre parada cardíaca e morre em Los Angeles

Fonte: Uol.com.br

O cantor e compositor Michael Jackson, 50, morreu na tarde desta quinta-feira (25), após sofrer uma parada cardíaca em sua casa, em Los Angeles. Segundo o jornal “Los Angeles Times”, os médicos confirmaram a morte do cantor, que teria chegado ao local em coma profundo.

De acordo com o jornal, Jackson não estava respirando quando os paramédicos chegaram a sua residência, em Holmby Hills, por volta das 12h20 (horário local). Michael recebeu uma massagem cardiopulmonar ainda na ambulância e seguiu direto ao hospital da Universidade da Califórnia, que fica a dois minutos da casa do cantor.

O cantor tinha uma série de 50 shows em Londres, que começaria em 13 de julho.

A temporada de apresentações, intitulada “This Is It”, estava originalmente marcada para começar no dia 8 de julho, mas foi adiada pelos organizadores em cinco dias por questões de logística.

Os adiamentos alimentaram as especulações de que Jackson estaria com problemas de saúde. Segundo a agência de notícias EFE, o presidente da produtora da turnê, Randy Phillips, avisou que o adiamento não teria “absolutamente nada a ver com a saúde” do cantor. Em dezembro do ano passado, o jornal sensacionalista “The Sun” publicou que Michael Jackson estaria com câncer de pele, mas a informação foi negada no mesmo dia.

Colocados à venda em março, os ingressos para as apresentações de Michael Jackson em Londres se esgotaram em apenas cinco horas. De acordo com cálculos da revista norte-americana “Billboard”, os shows poderiam render mais de US$ 50 milhões ao cantor.

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Resenha de CD: “War Metal” – Thunder Steel

25/06/2009 por Bruno Bruce

“War Metal – Thunder Steel”

(EP – Independente – 2009)


Por Bruno Bruce

Nada é mais ingrato que escrever a respeito de quem conhecemos e gostamos. Uma crítica positiva será vista como condescendente. O contrário, parecerá uma punhalada nas costas! Por isso optei pela coisa certa: minha honesta visão.

O Thunder Steel foi formado em 2003 como um passatempo entre amigos. Com a estabilização da formação seus integrantes resolveram investir mais tempo na banda. Já assisti a pelo menos 4 shows destes natalenses. Sempre associei a sonoridade do grupo ao Manowar e agora não entendo de onde diabos tirei isso! Talvez o mix (nos shows) de grandes goles de cerveja e P.A. de péssima qualidade sejam os responsáveis. Não sei! Será que foram as frases ‘…we’ll march and fight for the true metal…’, ‘…false and traitors leave this way…’? E neste momento, na minha frente, capa estilo gladiator? Puro Manowar. Mas são somente impressões fugazes. As referências são maiores e outras.

Escutei o CD-demo War Metal de uma tacada só, sem voltar ou parar em nenhuma faixa. As linhas de baixo chamaram a atenção de imediato. Bem marcadas, sobressaindo em todo o CD e prato cheio para fãs do estilo Steve Harris de tocar. Um modo de equilibrar a falta que uma segunda guitarra faz. Metal Time é o cavalo de batalha que abre a seqüência de mais 5 faixas. A introdução de Burn The Witch parece retirada de uma música do Megadeth! As faixas entregam as influências do Iron Maiden (Lords Of The Seas), Women, Metal and Beer (lembra o velho Picture) sendo imediatamente gostosas de ouvir. São músicas quase curtas, bastante diretas e Heavy Metal até a última gota! Como instrumentistas individuais, não pude observar algum diferencial relevante merecedor de destaque.

Tenho um caso de admiração por Berg. É uma admiração metálica, de respeito, brotherhood. Seu timbre & empostação de voz me remete a adolescência, aos vocalistas da escola tradicional. É como voltar a sua turma do colegial. No caso, um retorno pessoal aos tempos imberbes em que descobria, a cada mês, as maiores gargantas do Metal. Não quero ser injusto com os demais, mas Berg é o coração da banda, pulsando de modo estritamente emocional. Sou experiente o bastante para dar o devido desconto da posição mais à frente que os vocais atingem no estilo, a maior exposição que sofrem. Sua postura dominante no palco (mezzo agressivo mezzo alegre) foi a base para este meu sentimento.

O que falta ao Thunder Steel é aquilo que carece na música mundial: inspiração. Aquele estalo que faça a diferença. O insight criativo, unique. Heavy Metal é um uma maldição no sentido musical. Cheio de barreiras, estreito no direcionamento. Escrevo isso sem medo de magoá-los por que sabem que admiro toda iniciativa metálica e conheço o caminho árido até a finalização de uma compilação fonográfica. O grupo precisa amadurecer, desvencilhando-se das pesadas anilhas das influências (um produtor mais experiente poderia ter retirado mais substância da banda). Mas há tempo para tanto. Foi um bom começo, apaixonado & ingênuo como deve ser.

Faixas:

01 – Metal Time

02 – Warriors Of The Night

03 – Burn The Witch

04 – Lords Of The Seas

05 – Womem, Metal And Beer

06 – War Metal

Thunder Steel:
Berg ‘Aaron Tepes’ (vocal)
Ricardo Lobato (bateria)
Fred Keyster (guitarra)
Augusto Matias (baixo)

Contato:
84 – 8805 9900 / 8855 7475
E-mail: fredkeyster@hotmail.com – augusto_thunder@hotmail.com

Classificação*:

Legenda: 1 palheta: fraco | 2 palhetas: mais ou menos | 3 palhetas: bom | 4 palhetas: ótimo | 5 palhetas: excelente

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Notícia Geral: Beastie Boys anuncia data e tracklist de Hot Sauce Committee

24/06/2009 por RockPotiguar

Beastie Boys anuncia data e tracklist de Hot Sauce Committee

Fonte: RollingStone.com.br

O Beastie Boys divulgou, em e-mail disparado à imprensa internacional na terça, 23, data de lançamento e tracklist de seu oitavo álbum de estúdio, Hot Sauce Committee Part 1. Com 17 faixas e classificado como “parte um” – sinal de que há um segundo volume nos planos do trio nova-iorquino -, o disco será lançado em 15 de setembro, pela Capitol Records.

Santigold participa da faixa “Don’t Play No Game That Can’t Win”. O rapper Nas é o outro convidado especial, em uma canção já conhecida dos fãs: “Too Many Rappers” ganhou performance dos artistas no dia 12 de junho, no festival Bonnaroo (em Manchester, Tennessee).

Desta vez, o grupo prometeu um álbum “cheio de palavras”, em contrapartida ao instrumental The Mix-Up, de 2007.

A edição online da revista Billboard complementou o e-mail (posto no ar pelo site Pitchfork) com a informação de que o novo trabalho será lançado em múltiplos formatos.

A banda anunciou, ainda, o relançamento, em versão remasterizada e estendida, de Hello Nasty (1998), em 25 de agosto. A caixa terá dois CDs e um vinil.

Outro item do “pacotão Beastie” será uma edição deluxe de Ill Communication, previsto para 14 de julho.

“A indústria da música está salva”, conclui a nota oficial do Beastie Boys.

Confira a lista de músicas de Hot Sauce Committee:

1- “Tadlock’s Glasses”
2- “B-Boys In The Cut”
3- “Make Some Noise”
4- “Nonstop Disco Powerpack”
5- “OK”
6- “Too Many Rappers” (feat. Nas)
7- “Say It”
8- “The Bill Harper Collection”
9- “Don’t Play No Game That I Can’t Win” (feat. Santigold)
10- “Long Burn The Fire”
11- “Bundt Cake”
12- “Funky Donkey”
13- “Lee Majors Come Again”
14- “Multilateral Nuclear Disarmament”
15- “Pop Your Balloon”
16- “Crazy Ass Shit”
17- “Here’s A Little Something For Ya”

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Entrevista: Thunder Steel (Natal/RN)

24/06/2009 por Bruno Bruce

Entrevista: Thunder Steel (Natal/RN)

Por Bruno Bruce

‘Death To False Metal’, ‘Poseurs Will Die’, ‘Metal Forever’! Todos os bordões da antiga escola do Metal são gritados pelo grupo natalense Thunder Steel. Genuíno representante do romântico Heavy Metal oitentista que grita palavras de ordem e conclamação headbanger.
Conduzi, em junho, uma pequena entrevista por E-mail com Fred Keyster (guitarra) e Berg (vocal).

Bruno Bruce – Quais são as influências sonoras do Thunder Steel? Eu já assisti vários shows do grupo e parecia que estava calcado na sonoridade do Manowar.

(Fred Keyster ) Realmente em nossas músicas há mistura de diversas bandas, destacando-se a pegada mais voltada para o Manowar. Mas de acordo com cada música que se passa no CD-demo, vemos um pouco de Running Wild, Judas Priest, etc.
(Berg A.Tepes ) Concordo que o Manowar é uma grande influência, porém não é a única, pois temos outras como Iron Maidem, Running Wild e Judas Priest.

BB – A formação atual está há quanto tempo?

( Berg A. T. ) Essa formação que gravou o CD demo War Metal, já tem um pouco mais de um ano.

BB – Cite as maiores dificuldades na confecção do CD-demo War Metal.

( Berg A. T.) As maiores dificuldades que a banda enfrentou tratam-se em relação a experiência, pois até então não tínhamos a menor experiência de estúdio ou confecção de partes gráficas. Com isto cometemos alguns erros que procuraremos não repetir no futuro.
( Fred Keyster ) A falta de patrocínio também pesou muito, a banda bancou 100% de tudo! Tivemos que abdicar muitas coisas em relação a isso. Mas conseguimos o nosso maior desejo, que era finalizar o CD-demo o quanto antes. Dificuldades sempre surgirão, mas estamos aqui pra lutar e almejar vitória em nossas batalhas.

BB – Não há os devidos créditos por cada composição. As letras e músicas são de quem?

( Fred Keyster ) Geralmente as letras são feitas pelo Berg, enquanto que as musicas são feitas por todos durante os ensaios. O interessante é que primeiro fazemos a harmonia musical, criamos riffs de uma hora pra outra, tudo naturalmente. As músicas nascem naturalmente, e quando elas são criadas instrumentalmente, Berg as batiza e intitula de acordo com cada pegada e riff, para em seguida nascerem as letras.

BB – Notei uma presença forte do baixo nas faixas. Um segundo guitarrista faz falta ao vivo?

( Berg A. T. ) Com toda certeza, principalmente quando as músicas foram feitas para duas guitarras.

( Fred Keyster ) Desde o princípio da banda fizemos músicas voltadas para duetos de guitarra. Ao vivo temos que fazer da mesma forma! Para isso, há pouco mais de dois meses, entrou um novo integrante na banda, Hery Linderberg. Fechando o quinteto.

BB – A cena potiguar está forte? Falem sobre as bandas locais que vocês apreciam.

( Berg A. T. ) Realmente a cena Potiguar está bastante forte, com bandas sérias que trabalham duro. Como por exemplo o Comando Etílico, Expose Your Hate, Night Hunter, Primordium, Deluge Master e o Killing Fields. Estas bandas são dignas de todo apoio e respeito de nossa parte.

BB – Considero que todas as possibilidades do estilo Heavy Metal esgotaram-se e está morto enquanto evento de massa. Há chance ainda para o Heavy Metal?

( Berg A. T. ) Em primeiro lugar o Heavy Metal não esta morto. O que acontece é que em nosso país o Metal não é tratado da mesma maneira que é nos outros países como Alemanha ou Japão, que tratam música como arte. Então fica difícil o Metal alcançar a massa, porém o Heavy Metal jamais morrerá.
( Fred Keyster ) Acredito que é pura questão cultural, vivemos em uma lugar em que se predomina o forró, o brega, entre outros regionais da terra. Onde a mídia (rádios) é quem dita o que é sucesso ou não. O Heavy Metal é diferente, pois não é só uma música ou estilo. É como uma religião, uma filosofia, pois quem realmente gosta do Metal, sabe que está vivo seja onde estiver.

BB – Espaço aberto para uma mensagem do Thunder Steel.

( Berg A. T. ) Queremos agradecer a você irmão, por este espaço, que para o Thunder Steel é motivo de honra e de orgulho. E agradecer a nossos irmãos do Metal por todo apoio que sempre recebemos. Sem o qual, não seria possível estarmos nesta batalha em prol do nosso amado e valoroso Heavy Metal. E metálicas saudações para todos os verdadeiros headbangers. Morte a todos os falsos e inimigos do metal!

Contato:
84 – 8805 9900 / 8855 7475
E-mail: fredkeyster@hotmail.com – augusto_thunder@hotmail.com

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Clipping: Seletiva Natal Usina da Cultura no jornal O Mossoroense

23/06/2009 por RockPotiguar

Bugs e AK-47 vencem Seletiva Usina da Cultura em Natal

Fonte: O Mossoroense

No último sábado, Natal recebeu a Seletiva Usina da Cultura no Centro Cultural DoSol, na tradicional Rua Chile. Das sete bandas que subiram ao palco, Bugs e a Ak-47 garantiram as duas últimas vagas do que já demonstra ser o maior festival da cultura independente do interior do Rio Grande do Norte e uma das fortes promessas para o cenário cultural no Nordeste. As outras cinco foram Orquestra Boca Seca, SeuZé, Distro, Nordestenato e Brand New Hate.

Bugs é uma das bandas mais competentes do rock potiguar e está para lançar novo material, dentre seus grandes shows, já tocou no Porão do Rock, em Brasília. Já a Ak-47 é uma das bandas da nova geração do nosso rock. Aposta no peso, complemento de guitarras e performances e representou o estado na última edição do Palco do Rock, em Salvador.

A qualidade e o empenho das bandas, além da vontade de viajar a Mossoró, para tocar ao lado dos nove grupos já selecionados e do Cordel do Fogo Encantado, no dia 4 de julho, transformaram a missão dos jurados numa difícil tarefa. O júri era composto pela produção, um jornalista convidado e a galera que estava presente. Ao final juntaram-se todos os votos, que resultaram nas duas bandas selecionadas.

Com as bandas selecionadas na Seletiva Natal, o Festival Usina da Cultura completa seu time de atrações musicais, que contará com as bandas: Nuda (PE), Parole (RN), Rosa de Pedra (RN), Clube de Patifes (BA), Arsenic (CE), Jurubeba’s (RN), Manifestarte S.A (RN), My Fair Lady (CE), Sick Life (RN), Bugs (RN), AK-47 (RN) e Cordel do Fogo Encantado (PE). As doze bandas se apresentarão no dia 4 de julho, a partir das 17h.

O Festival Usina da Cultura será realizado nos dias 3 e 4 de julho, no Espaço Villa Oeste. O evento é organizado pelo Instituto Anatália de Melo Alves (AMA), e tem por objetivo celebrar e incentivar as manifestações artístico-culturais independentes, propiciar um momento de discussão em torno da sustentabilidade do setor artístico-cultural em Mossoró e região, bem como cumprir o papel a que se propôs que é difundir os ideais da Economia Solidária e estimular a produção cultural independente.

Além de shows musicais, o Festival Usina da Cultura também contará com exposição de artes plásticas e grafitagem, feira de comercialização solidária, organizada pela Rede Xique Xique, concurso de vídeo de bolso, Mostra de Vídeos, debates e oficinas.

O Usina da Cultura conta com a parceria da Fundação José Augusto – Governo do Estado do Rio Grande do Norte, da Rede Xique Xique de Comercialização Solidária, Sebrae, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Banco do Nordeste, Programa de Desenvolvimento Solidário, Incra, Uern e outros. Mais informações sobre o evento podem ser acessadas pelo site www.festivalusinadacultura.com.br.

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