PROMOÇÃO: Resultado Kit Rodubeck

31/07/2009 por RockPotiguar

Amanhã todo mundo já sabe que vai rolar Rodubeck lançando seu novo CD, “Música Pra’Pular Brasileira”. O evento terá como convidadas as bandas Anos 60 e Gandhi, que vai substituir o Verdade Suprema, que não poderá tocar. Mais infos sobre o show nos posts anteriores.

Confira o nome das vencedoras, que levaram um kit contendo um CD e uma senha para o show. O nome de vocês estará na portaria do Castelo Pub.

Ursula Cibele de L. Martins

Diana Xavier Coelho

Postado em Promoções | Sem comentários »

Entrevista: Rodubeck (Natal / RN)

30/07/2009 por RockPotiguar

Entrevista: Rodubeck (Natal / RN)

rodubeck

Por Rodrigo Cruz

A banda Rodubeck é uma das mais antigas em atividade em nosso estado. Já são 14 anos de estrada, com participações em festivais importantes como ZN Rock e CaosNatal. A banda está lançando novo trabalho nesse sábado, dia primeiro de agosto, no Castelo Pub, em Ponta Negra (em frente ao estádio Frasqueirão), e terá como convidadas as bandas Anos 60 e Verdade Suprema. Bati um papo por e-mail com Maxwell Barros (ou Kruell), baterista.

Todos esses anos no rock e ainda vivos… fale um pouco sobre a história e fatos da banda.
Pois é cara, a banda é de 1995, tem exatamente 14 anos. Passou por diversas dificuldades mais graças a Deus e a nós mesmo que nunca pensamos em desistir dos nossos sonhos nós chegamos até aqui hoje. Nesse período nós temos um CD-DEMO com 8 musicas gravado no Megafone em 2003 pra 2004 e esse agora que está pra ser lançado agora dia primeiro de agosto que chama-se: “Música Pra Pular! Brasileira”. A banda passou por muitas mudanças até ser o que é hoje, tocando em vários bares e festivais aqui mesmo do estado e em poucos estados vizinhos.


Quais são as maiores influências da banda?
Cara a banda não tem muito disso de ser influenciada por uma banda ou outra, nós ouvimos de tudo e isso é o que torna a banda interessante. Quando vocês tiverem a chance de ouvir o CD verão que tem muita coisa variada nele, ou sejá, tem música pra todos os gostos, hehehehe. Gostamos de colocar um pouco de tudo que nos ouvimos mas posso citar nomes de umas bandas como Offspring, Nirvana, Faith no More dentre outras mais pesadas como Sepultura e até mesmo o Pantera são Bandas que gostamos muito.


A banda pensou algum momento em parar de tocar com a morte de Isaac (ex-integrante do grupo que faleceu ano passado em um acidente de carro)?
Cara no momento nosso intuito é fazer o lançamento do CD pois estava quase tudo pronto até  o acontecido, e era uma coisa que eu e o Isaac vínhamos trabalhando há anos e jamais deixaria que isso terminasse assim, como o fim da banda. Vai ser uma parada difícil sim sem ele, mais a ideia é tentar continuar sim, em momento algum pensei em desistir mais o futuro só a Deus pertence.


O que a banda almeja para os próximos meses?
Primeiramente fazer esse lançamento do CD, logo após isso sentar e decidir como prosseguir o trabalho da melhor forma possível.


O que o público pode esperar de “Música Pra’Pular Brasileira”?
Um CD muito energético com músicas interessantes letras também interessantes e um CD diferente do que muitas bandas tem mostrado por aqui. Não desmerecendo nenhuma banda é claro, mas é um trabalho bem diferente do que se é mostrado por aqui, acho que muita gente irá curtir.


Atrações distintas no lançamento do disco: Verdade Suprema e Banda Anos 60. Por que essa ideia?

Por um simples motivo: o show gira em torno do lançamento do CD do RODUBECK, mas também acontecerá uma homenagem ao Isaac Macedo e o André Lima que também é musico e faleceu junto com o Isaac. A Banda Anos 60 por ser amiga da banda há anos e por sinal o Reinaldo, lider da Banda Anos 60 é pai do Jetro, primeiro batera do Rodubeck e por eles serem amigos de nós há  anos, eles farão uma apresentação de algumas músicas antigas do Rodubeck e o Verdade Suprema além de ser nossos chegados há muito tempo era a banda que o André estava tocando antes de falecer, ou sejá, uma homenagem de amigos para amigos.


Mande um recado pra galera!

Bom galera é isso aí. O dia está chegando, é agora dia 1°, sábado as 23 h, vamos todos pro Castelo Pub que será uma noite bem agradável com muito rock and Roll pra quem quer se divertir. Venham todos e vamos lotar aquele castelo, hehehehe.  Espero todos vocês.

OUÇA RODUBECK: www.myspace.com/rodubeck

Postado em Entrevistas | Sem comentários »

Resenha de CD – “Living The Outset” – Outset

28/07/2009 por Bruno Bruce

“Living The Outset” – Outset

(EP – Independente – 2009)


Living_The_Outset

Por Bruno Bruce

Sou o crítico mais desqualificado do planeta para resenhar Grind Metal. Desconheço completamente os baluartes deste estilo e, ao vivo (em shows) não consigo diferir os instrumentos naquele vagalhão sonoro! Que agonia! Mas uma vida inteira escutando Heavy Metal me confere a capacidade de separar o joio do trigo.

Quando recebi o CD demo intitulado Living The Outset senti a pressão. O Outset é, para o Metal potiguar, o que foi a seleção canarinho de futebol dos anos de 1970. As credenciais são muitas. O baixista já integrou a melhor banda Thrash da cidade, o Auschwitz (extinto há muito tempo). Peter (guitarra) é o fake name de Pedro Henrique, ex-Expose Your Hate. LuzDeth é o gogó do irretocável totem metálico Expose Your Hate, banda avessa às modas, com fãs-legionários insanos. Douglas (bateria) já fez parte dos impagáveis Tight Pants Attack e Violent Noise Of Shit (esses nomes de bandas precisavam ser inventados de tão bacanas!). Se eu tivesse um carimbo de aprovação headbanger ele estaria estampado na testa de Flávio Horroroso, guitarrista do grupo. Não recordo de outro metaller que conheci recentemente (2003, no caso dele) que mereça mais a minha atenção & respeito. O Outset nasceu como um projeto paralelo, transformado agora em uma real banda.

São 4 faixas que, em termos de minutagem, equivalem a uma de qualquer banda maçante de Metal farofa . O Grindcore está para a música como os carros-protótipos estão para as corridas. Você retira todos os excessos, deixando somente o motor, um cinto de segurança, a direção e…pisa fundo pra ver no que vai dar! O Outset segue esta cartilha, limando todas as firulas musicais, concentrando sua estamina num musculoso Metal, rapidíssimo e virulento. Não identifico nada de novo mas, como estou farto de dizer/escrever, Heavy Metal não é para quem busca novidades. Sorry!

Escutei algumas passagens características do Napalm Death, única banda do estilo que tenho convivência. Ficou claro também que a pouca inteligibilidade ao vivo é culpa das péssimas sonorizações. No CD dá para sentir direitinho o traçado de cada instrumento.

Fora do palco, sem seus instrumentos, alguns integrantes conservam a mesma fúria de suas músicas e sei de impublicáveis histórias pessoais. Ponto para o Outset! Nessa constelação local de maricas, politicamente corretos (vade retro satana), vegans e outras baboseiras-modistas-sociais o Outset tem o acento masculino brute indispensável para a manutenção de um estilo. A aridez de sua música mantem afiada a lâmina do Heavy Metal. Não importa se não aprecio o gênero Grindcore. Sou plenamente consciente de que bandas como o Outset estão um passo a frente das demais.


Fuck It All – NO Regrets!

Recomendado para headbangers experientes!

Faixas:

01 – I Don’t Wanna Die

02 – Against Me

03 – Constant Darkness

04 – Compulsive Reaction

Os enjeitados:

LuzDeth (vocal)

Dennis (baixo)

Flávio Horroroso (guitarra)

Peter (guitarra)

Douglas (bateria)

Lançado por Gallery Productions

www.myspace.com/outsetbr

outsetband@hotmail.com

CLASSIFICAÇÃO: 3palhetas

Legenda: 1 palheta: fraco | 2 palhetas: mais ou menos | 3 palhetas: bom | 4 palhetas: ótimo | 5 palhetas: excelente

Postado em Resenha de CDs | 1 Comentário »

Vídeo: Novo clipe Os Bonnies – “Óculos”

27/07/2009 por RockPotiguar

Confira novo clipe da banda de rockabilly natalense Os Bonnies. Curto, bem feito e animado. Vale a pena.

Postado em Vídeos | Sem comentários »

PROMOÇÃO: KIT RODUBECK

27/07/2009 por RockPotiguar

cartaz-a3-copy

O Portal RockPotiguar está sorteando um KIT RODUBECK.

A banda estará lançando seu trabalho, “Música Pra’Pular Brasileira” neste sábado, a partidas 22 h no Castelo Pub, em Ponta Negra, com entrada a R$ 10,00. Participação de Banda Anos 60 e Verdade Suprema.

Envie e-mail para rockpotiguar@rocketmail.com com seu nome completo e telefone.  Serão sorteados dois kits contendo um CD “Música Pra’Pular Brasileira” e uma senha para o show de lançamento. Válido para e-mails recebidos até sexta-feira ao meio-dia que entraremos em contato.

Postado em Promoções | Sem comentários »

Coluna Vertebral – Carnatal ou CaosNatal?

26/07/2009 por RockPotiguar

Carnatal ou CaosNatal?

Por Rodrigo Cruz*

Willy é um cara animado e, como a maioria dos jovens, adora festa. Festa para beber, festa para conversar com os amigos, festa para bagunçar… enfim… festa! Forró, pagode, axé, rock, de tudo ele ouve. Mas no ano passado ele ficou entre a cruz e a espada: ir para o Carnatal ou para o CaosNatal?

O grande Willy estava ouvindo uma rádio pop da cidade em sua grande indecisão, mas ao mudar a frequência para uma emissora popular, decidiu:

- Rééééééé!!!! Eu vou é pro Carnatal!!! Uhuuuuuu! Mulheres bonitas, birita até o talo! Pegue!!! Vou comprar meu abadá é agora!

Os amigos mais próximos ainda insistiram para sua presença no festival paralelo roqueiro que acontecia no bairro da Ribeira. Sem chance. Willy já estava decidido a cair na folia em seu corredor e ruas próximas. Pretendia ‘ficar’ com o máximo de meninas possível para contar vantagem depois.

Até que chegou o dia de ir atrás do trio! Rua bonita, lugar iluminado, milhares de psssoas se divertindo! Aquilo era o paraíso em forma de festa – ele fez a escolha certa – e deixava nossa cidade mais alegre. Entre um gole e outro na sua garrafa de “Colonial”, sempre agarrava uma garota embriagada disposta a beijar mais um. Acabou a garrafa. Sem problemas, cervejas não faltavam na promoção “2 por R$ 3,00″. Cervejas se foram, garotas cada vez mais bêbadas saboreavam seu hálito cada vez mais forte.

Entre um gole na “gela” e um esfregado em outra moça, sempre tinha um empurra-empurra, uma briga, uma pessoa esfaqueada. Polícia acionada, ambulâncias com sirenes ligadas, pessoas jogadas no bueiro em decorrência do álcool sem ninguém pra socorrer, pois os amigos não estavam ali, e sim no “corredor da folia”.

Willy ainda se envolveu em uma briga. Já completamente tomado pelo álcool, burlou a segurança e entrou em outro bloco (?). Quando menos esperava, três grandalhões da segurança deram uma surra que o deixou ensopado de sangue. Era mais um bêbado jogado nos bueiros!

Quando conseguiu se levantar, ainda sob efeito do álcool, percebeu que tinha perdido os amigos e todo o seu dinheiro. Eles não ligavam, pois estavam todos na folia e nem sentiram sua falta. Ao meio de mais sirenes de polícia e ambulâncias (o som do axé já ficava só ao fundo), foi ao lugar onde estacionou o carro de sua mãe, que não tinha seguro. Não achou. O carro foi roubado.

Enquanto isso, no histórico e roqueiro bairro da Ribeira, o rock comia solto. Várias e excelentes bandas mandavam seus acordes para algumas centenas de pessoas. Estavam ali curtindo seu estilo favorito com verdadeiros amigos. Cerveja gelada, garotas bonitas (mas não vulgares), som perfeito! Nenhuma briga, nenhum esfaqueado, sem ambulâncias ou policiais, muito menos carros roubados, mulheres estupradas.

Willy agora sabe seu destino esse ano: trocará seu abadá caríssimo por uma senha de papel de poucos reais e que vai trazer bem mais alegria. O CaosNatal será seu destino.

digao_perfil*Rodrigo Cruz é produtor cultural, editor deste site e estudante de Publicidade (sempre que sobra tempo). Acha que sabe cantar, por isso faz parte da banda Aurora Blues.

Postado em Coluna Vertebral | 5 Comentários »

Coluna: Treme-Terra – Com jeito de interior

26/07/2009 por RockPotiguar

Com jeito de interior

Por Franklin Roosevelt*

Muito interessante esse povo do interior. Parece que são mais serenos, e são realmente, mais tranqüilos. Porém cabreiros! São receosos com quem vem de fora. Não pode faltar com o respeito. Principalmente com as moças do lugar.

Elas até que são mais saidinhas hoje em dia! Mas também, homem de qualidade tá ficando difícil de achar!

E quando se tem um show na cidade, vai todo mundo! E na segunda-feira é o maior comentário no pátio da escola. Aquele buxixo!

*Franklin Roosevelt é Produtor musical, baixista e humorista.


Postado em Coluna: Treme Terra | Sem comentários »

Entrevista: Calistoga (Natal / RN)

25/07/2009 por RockPotiguar

Entrevista: Calistoga (Natal / RN)

Foto: Calistoga por Rafael Passos

Foto: Calistoga por Rafael Passos

Por Rodrigo Cruz

Uma das bandas potiguares que está com um trabalho autoral mais sério e que mais cresce na cena, Calistoga, está no meio (na verdade, no final) de uma turnê pelo Sudeste. Conversei pelo Messenger com Gustavo Rocha (baixo) e Dante Augusto (vocal) nesta terça-feira, 21. Falamos um pouco de tudo: a turnê, planos futuros, novo trabalho, bandaas independentes, circuito Fora do Eixo… Mande bala na leitura!

RockPotiguar: Em todo esse tempo de banda, vocês já tinham projetado (de pôr no papel mesmo) uma bela turnê como essa?

Gustavo: Bom, sempre foi uma meta da banda tocar em São Paulo. No começo a gente não se achava maduro o suficiente para encarar uma viagem como esta. Quando a gente começou a gravar o “Still Normal” vimos que a banda já estava madura e que precisava começar a andar por novas terras. Começamos os contatos pelo Sudeste e acabamos conseguindo uma série de show que estão sendo muito importantes para a banda. A gente só não imaginava que iríamos conseguir tantos shows.

RP: E os custos? A banda conseguiu algum apoio?

Gustavo: Conseguimos. Teve um investimento inicial da banda para as passagens, depois a gente foi fechando ajuda de custo com todos os shows (dentro da realidade de cada lugar / produtor). A venda dos CDs e camisetas também estão ajudando muito. Como essa é nossa primeira tour para o Sudeste a gente não estava muito preocupado com o dinheiro, sabíamos que iríamos gastar uma grana extra, mas tudo seria por um bem maior para banda. Então posso dizer que gastamos um pouco mais do que estamos recebendo, mas já está valendo todo o investimento.

RP: Ao todo são quantos shows? E como são os lugares?

Gustavo: A tour ao todo vão ser 14 shows. Até agora já foram 10 shows e tocamos em todos os tipos de lugares, pequenos, grandes, conhecidos, desconhecidos, ocupações e por aí vai… Isso tá sendo um ponto muito legal da tour, pois estamos tendo contato direto com todos os tipos de público e de condições de show. Vejo isso como um ponto que soma muito, pois a maioria dos nossos shows foram no Dosol, rsrsrsrs.

RP: Como a galera tem reagido aos shows?

Gustavo: Então, como eu disse na resposta anterior… Estamos tocando em vários lugares diferentes, para públicos diferentes. Mas dá pra ver uma reação positiva da galera, sempre tem gente vindo conversar depois dos shows, comprando CDs e nos elogiando. Um exemplo que posso te dar é que fomos para Serrana fazer um show e acabamos fazendo mais dois shows lá e em uma cidade vizinha. Acredito que estamos agradando e o resultado está sendo dos melhores. Tem até negos cantando nossas músicas em shows.  Além de nossos amigos que estão acompanhando a tour, isso deixa a banda um pouco mais segura na hora de tocar.

Dante: Tá falado!

RP: Como está sendo o repertório? Mais músicas das novas influências ou coisas dos trabalhos antigos também?

Gustavo: O Calistoga não tem repertorio. A gente sempre vai escolhendo conforme vai rolando o show, tudo depende de como a galera esta reagindo. Mas sim, a base do repertorio é o “Still Normal” que é o nosso trabalho mais novo. Dependendo do local tocamos ele inteiro, e várias das nossas músicas mais antigas e mais três covers para rechear os shows.

Dante: É, a gente tá priorizando mostrar o trabalho novo e o resto a gente vai soltando no show de acordo com o que a gente sente.

RP: O que a banda tá tocando de cover?

Gustavo: Três das nossas maiores influências: Hot Water Music, Fugazi e At The Drive-in.

Dante: Os covers tão fazendo bastante sucesso por aqui também, são bandas conhecidas por aqui.

RP: Qual a maior dificuldade que a banda está enfrentando nessa tour?

Gustavo: Carregar todas as nossas tralhas, rsrsrsr.

Dante: Isso é verdade. cada um precisa de mais dois braços “urgente”. A gente não tem carro aqui, estamos na base do ônibus, metrô e trem e com muito equipamento pra carregar.

RP: Qual é o objetivo principal da banda nesses shows? Contatos com produtores, ficar conhecida pelo público…

Gustavo: Bem, o objetivo principal é mostrar a banda. A gente queria saber como seria a reação do público por aqui… São Paulo é bem conhecida por ter um público mais frio, a gente queria passar por esta prova além de ter a chance de mostrar nosso som para públicos diferentes. Contato e público são consequências de todos os shows.

Dante: Passear e tocar. São as férias perfeitas, hehehehe.

RP: Já que estamos falando de circular: o que vocês pensam a respeito da Fora do Eixo Discos, em distribuir os discos das bandas dos coletivos através de toda a rede no Brasil?

Dante: Acho ótimo, dá uma organizada nesse lance da distribuição dos discos das bandas independentes. A internet facilitou todos os processos da música e deixou acessível às bandas independentes. O quesito da distribuição dos lançamentos físicos tinha ficado meio desorganizado e difícil de ser feito, seja pela dificuldade de dar saída nos discos que alguns selos ou distros enfrentam, seja pelo tamanho do país, acho que isso vai organizar bem mais e tornar mais fácil a circulação das bandas interessadas.

Gustavo: Acho que só vem a somar, pois teremos mais pontos de distribuição e acaba dando mais força para todos os envolvidos. A gente tem três pessoas envolvidas com o Coletivo Noize que é integrado ao Fora do Eixo. Se temos mais de 40 pontos em todo o Brasil com pessoas comprometidas em trabalhar sério, acho que isso só vem a somar.

RP: O Cavalo, das Velhas Virgens, lançou um livro, “Seja Independente”, que incentiva às bandas a não precisarem das gravadoras, que as mudanças que estão vindo descentraliza tudo. Vocês ainda se seduzem pela ideia de “gravadora” ou acham que as bandas podem sobreviver sendo independentes?

Dante: Acho que podem e devem. Cara, isso de ficar esperando uma gravadora cair do céu é muito chato e improdutivo. Você tem que meter a cara mesmo e fazer tuas coisas. Se você quer tocar é isso que você tem que fazer, mas se você quer ficar famoso é outra história, acho que o que deve mover o músico é o desejo de produzir musica e estar sempre em contato com ela, e hoje em dia da pra fazer isso sendo independente. Então por que não fazer?

Gustavo: Tô com o Dante.

RP: Além de shows e da distribuição do “Still Normal” com o público e da crítica positiva, como está sendo esse trabalho com a mídia? Está sendo feito algo nesse sentido?

Gustavo: Não. Como o CD ficou pronto e a gente já saiu viajando na mesma semana mal tivemos tempo para manda-lo para revistas e sites. O que deu pra fazer foi entregar na mão de todos os produtores presentes no Festival Noites Fora do Eixo em Recife. No nosso pré-lançamento, e quem a gente tá conseguindo ver no meio da nossa viagem. As mídias locais (de Natal) direcionadas ao público independente todas receberam.

Dante: A única coisa que rolou foi uma entrevista para o pessoal da Travolta Discos após o show da Inferno. Foi tudo filmado e vai sair na net em breve.

Gustavo: A maior divulgação em mídia será feita depois da nossa tour.

RP: E pra isso entra o coletivo de novo, nessa assessoria, ou será feito tudo dentro da banda?

Gustavo: Tudo será feito com a banda e em conjunto com o Coletivo.

RP: O disco ficou muito bom. Mixagem e masterização foi tudo com a banda?

Gustavo: Com a dupla, Dante Augusto e Henrique Rocha. Fale mais aí Dante.

Dante: Fui eu e Gela (Henrique Rocha). Fizemos tudo. Junto com a banda, claro. ouvíamos as opiniões de todos e tentávamos fazer chegar ao melhor possível. A gente gravou (exceto a bateria que foi no Estudio R com Rafael Bulhões) lá em casa. Ficou bem satisfatório para nós.

RP: Uma mesinha de som e uma placa de audio boa fora o suficiente (além da habilidade humana, claro!)?

Dante: Exatamente isso. Uma placa de som legal, uma mesinha pequena e o pc. A gente tem um amp de guitarra valvulado que ajudou bastante nesse quesito também. Usamos também as guitarras que usamos nos shows e nossos já e cada vez mais famosos pedais. Alguns plugins de áudio que a gente confia e pronto. Mixamos e masterizamos tudo. Sem referências adequadas, apenas um fone de ouvido legal e caixas de som comum mesmo. Bem na tora. Com o que a gente tinha conseguiu isso aí.

RP: Na sua opinião, esse trabalho caseiro deixou a desejar algo para algum estúdio de pequeno ou médio porte? Ou isso pode ser um exemplo para as bandas fazerem um trampo legal gastando o mínimo?

Dante: Cara, talvez tenha ficado um pouco viu? Mas não achei tanto quanto ouvi falar por aí, achei muito honesto se colocado no nível de estúdio de médio porte e surpreendente se colocado no nível caseiro. Acho que estilisticamente por não ter ficado tão perfeito casou com a proposta da banda em cheio e acho que serve de exemplo sim pra qualquer banda. O mundo tá cheio de gente te falando o que não fazer, mas você só vai saber se dá certo se fizer, se não rolar você vai e faz de outro jeito.

RP: Vamos voltar um pouco mais a Natal: a banda tem feito excelentes shows, muitas vezes pra um público que não é da banda. Essa competência está fazendo com que a banda tenha um público maior? Como vocês vêem isso?

Gustavo: A gente tem uma preocupação grande com ensaios e tentar sempre melhorar a qualidade da banda, e como a gente vem fazendo muito show isso tá ajudando a gente ficar muito entrosado, estamos colhendo alguns frutos de muitos sacrifícios que fizemos durante a vida da banda. E ver que aos poucos estamos conquistando mais o público de Natal é muito satisfatório. Com certeza shows grandes como o Festival Dosol dão uma força grande para qualquer banda, no meu ver ele é o maior festival dedicado a bandas independentes da cidade.  Como lá vai muita gente e o som é bom, as bandas acabam tocando com mais vontade e conseguem mostrar o seu melhor e o que melhor produziram durante o ano. E no caso de Natal, acho que o fim do clico fica no fechamento do festival Dosol, onde você acaba acompanhando o que tem de melhor na cidade e outras bandas que estão circulando pelo Brasil.

Dante: Cara, a gente tenta dar o máximo no palco e se esforçar com ensaios e outras ações como reuniões e conversas pra que na hora do show a gente possa dar o melhor. A gente busca crescer musicalmente buscando novas influências e novos modos de tornar nossa música mais interessante pra nós mesmo e pro público. Eu acho que isso influi sim, quando alguém que nunca viu a banda vê a gente no palco pode perceber esse tipo de coisa inconsciente e começa a de alguma forma dar valor. Vou me ausentar por um segundo, por que o cara onde estou hospedado vai usar o PC rapidinho, mas já volto.

RP: Ok. Vocês estão separados? Digo, cada um em uma casa diferente?

Gustavo: Estamos em três casas. Eu e o Dante em uma, Henrique está sozinho com amigos nossos e o Kalango e o Daniel em outra casa. No momento eu tô no interior da minha família fazendo uma pequena visita. Mas estamos todos no mesmo bairro lá em São Paulo.

RP: Essa turnê é mão-dupla? Ou seja, teremos novidades do RJ e SP por aqui depois?

Gustavo: Vai rolar o Vivenciar (RJ) aí em Natal esse fim de semana, eles tocaram com a gente no Rio e nos ajudaram por lá. Quem deve fazer uma visitinha por ai é o Eu Serei a Hiena (SP).

RP: De todas as bandas que vocês tocaram juntos nessa viagem, você pode citar algumas como destaque?

Gustavo: Sim, até agora… Pés Descalços / RJ, Vivenciar / RJ, Canastras / RJ, El Efecto / RJ.

RP: Só bandas do RJ?

Gustavo: Canastras a gente tocou aqui em Sao Paulo. E tem uma banda de Sampa, é que eu não lembro direito o nome. Pingüim alguma coisa…

RP: Quais os planos depois da volta a Natal?

Gustavo: Começar a produzir o próximo disco e fechar uma tour no Nordeste.

RP: Festivais?

Gustavo: Temos alguns convites. Vamos esperar eles se concretizarem para começar a anunciar.

RP: Aqui já deu. Algum agradecimento?

Gustavo: Agradecer pelo espaço no RockPotiguar e por todo apoio que o pessoal de Natal está dando para nós, tá sendo muito foda isso e espero que a galera se junte mais para que as coisas comecem a funcionar cada vez melhor.

Ouça Calistoga: www.myspace.com/bandacalistoga

Postado em Entrevistas | 1 Comentário »

Notícia Potiguar: Lançamento Rodubeck chegando!

23/07/2009 por RockPotiguar

O lançamento do CD do Rodubeck, “Música Pra Pular Brasileira”, tá chegando e o RockPotiguar trará muitas novidades: sorteio dos cds e senhas, resenha do disco e mais.

cartaz-a3-copy

Postado em Notícias potiguares | Sem comentários »

Resenha de CD – “Mais Uma Vez” – Driveout

22/07/2009 por RockPotiguar

“Mais Uma Vez” – Driveout

(EP – Independente – 2009)

capa

Por Shilton Roque

Com um certo tempo na correria o Drive Out lança seu primeiro material compilado em forma de EP, “Mais uma vez”, que é composto por 4 músicas que refletem o trampo que a banda tem feito de uns dois anos para cá e suas  influências musicais.

Mais uma vez – Essa música foi com certeza feita para ser o hit do cd (com aquele refrãozinho de grudar na cabeça e tal), muito bem produzida, repleta de elementos como o violino, tocada  em boa parte em violão, onde as guitarras também entram num momento bem apoteótico da música. Pontes iradas e back vocals bem feitos merecem destaque nesta resenha. Em suma, quem escuta  sabe por que os caras deram o gás nesse single e lançaram de maneira adiantada na net.

Sua Canção – Creio que esta seja a música menos Driveout do cd. Tem algo nela que a afasta da linha da banda, que ainda não consigo identificar de pronto, mas não tira a qualidade dela. A música possui uma intro bacana e o final traz um pianinho e uns efeitos no vocal.

Entorpecer – De cara ela traz um senhor screamo do batera Leo Rocha e uma entrada com muita  “pegada” mesmo, fazendo lembrar que a banda já teve ou ainda tem influência dos paulista do Glória, lembra muito mesmo a linha do Glória antes deste último lançamento. As guitarras ficaram muito boas e o screamos bem encaixados, sem mais delongas a minha preferida.

Olhos Abertos – Essa música a banda lançou em 2007, teve uma excelente repercussão, então  aproveitaram para colocar no EP. Produzida pelos garotos e por Matheus Fonsêca a música traz um solinho que gruda na cabeça, berros no talo e direito a paradinha para ficar só voz e piano.

Por fim, o que posso destacar neste material é que as músicas estão bem produzidas mesmo. Não gostei de alguns elementos das gravinas mas a parceria Dante e Driveout rendeu este bom fruto.

Ouça: www.myspace.com/driveoutmusic

CLASSIFICAÇÃO: 3palhetas

Legenda: 1 palheta: fraco | 2 palhetas: mais ou menos | 3 palhetas: bom | 4 palhetas: ótimo | 5 palhetas: excelente

Postado em Resenha de CDs | 1 Comentário »

« Página Anterior

BlogBlogs.Com.Br