Coluna: RIFF – Mantic Ritual

2/09/2009 por Bruno Bruce

Coluna: RIFF – Mantic Ritual

Por Bruno Bruce*

Avisado por um website especializado, parti numa busca particular pelo new blood metálico. Comprei alguns CDs de bandas promissoras no Thrash Metal, sub-gênero mais empolgante do estilo. Se o Heavy Metal, no seu estado puro, emociona-me de maneira etérea o Thrash é a trilha sonora para a metamorfose de um simples headbanger num werewolf com sangue nos olhos. E aí não há bala de prata que derrube a massiva força de um rebelde em exercício.

Os fundamentos do Thrash Metal, como tudo que circunda a verdadeira cena, são tão familiares e recorrentes para os metallers quanto vibratos desconcertantes. Mas estão tão a frente como sonoridade que, quando observamos a fauna & flora das bandas atuais (afeminadas, mimadas, super-produzidas), permanecem abrasivos, fatais como plutônio. Queimam sem piedade!

Irei resenhá-los aos poucos, sem pressa (jamais fazendo uma crítica faixa a faixa, que considero chata para quem lê e sinônimo de cultura rasa para o escriba). Até o instante da chegada dos mesmos, permaneciam como discos importados, caros e, devido a ladeira abaixo do mundo digital, também disponíveis on line gratuitamente para os morosos “metaleiros” de fim de semana.

Se você, leitor desavisado, busca novas sonoridades, esqueça Heavy Metal, pare de ler a Coluna RIFF. Você será a mosquinha morta depois do próximo ‘veraneio’ musical!

Prato do dia: Mantic Ritual.

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Disco: Executioner

Lançamento: 2009

Formato: CD (importado)

Mantic Ritual:

Ben Mottsman (baixo)

Adam Haritan (bateria)

Dan Wetmore (vocal/guitarra)

Jeff Potts (guitarra)

Ser lançado mundialmente pela maior gravadora de Metal do planeta diz algo. Mas também há muita bosta sendo prensada pela Nuclear Blast, é verdade. Não é o caso do Mantic Ritual, garotos estadunidenses da Pensilvânia. Esses moleques escreveram uma espécie de segunda versão do Kill ‘Em All (Metallica), com a abordagem de um grupo contemporâneo! Não é pouca coisa. O raw début do Metallica redefiniu todos os padrões do Heavy Metal, deu, pelo menos, mais 10 anos de fôlego ao estilo e mudou a vida de incontáveis adolescentes ao redor do mundo. Esta versão “moderna” do feeling oitentista apresenta bases comedoras de palhetas. E haja pulso para executar 11 músicas cheirando a jaquetas jeans e noitadas teenager-headbanger. Ok…há irrestritas influências do – antigo – Testament, Exodus, Kreator mas as bases ‘cavalgadas’ e o rifferama têm o sobrenome ME-TA-LLI-CA grafado no DNA do Mantic Ritual! Consigo até imaginar os primeiros ensaios da banda, tocando de modo tosco as músicas criadas por Ulrich/Mustaine/Hetfield. Aliás, gostaria de poder amarrar Lars Ulrich e James Hetfield, chicoteá-los com todas as minhas forças ao som de Next Attack, gritando: “Vocês inventaram isso no disco Kill ‘Em All e abandonaram sua criação a troco de quê?”.

Você tem saudades do Thrash norte-americano bay area original? Aqui está a cápsula do tempo que levará você  para o ápice de um estilo! Boa viagem.

Faixas:

  1. One By One

  2. Executioner

  3. Black Tar Sin

  4. Death And Destruction

  5. Murdered To Death

  6. Souls

  7. Panic

  8. Double The Blood

  9. Thrashatonement

  10. By The Cemetery

  11. Next Attack

www.myspace.com/manticritual

*Bruno Bruce renegou o batismo cristão dos seus pais nos primeiros minutos da música Deathrider (Anthrax) gravada numa fita-cassete por um roqueiro natalense. Como headbanger viu modas musicais surgirem e morrerem como moscas num verão.

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