Coluna: RIFF – Skeletonwitch
3/10/2009
por
Bruno Bruce
Coluna: RIFF – Skeletonwitch
Por Bruno Bruce*
Avisado por um website especializado, parti numa busca particular pelo new blood metálico. Comprei alguns CDs de bandas promissoras no Thrash Metal, sub-gênero mais empolgante do estilo. Se o Heavy Metal, no seu estado puro, emociona-me de maneira etérea o Thrash é a trilha sonora para a metamorfose de um simples headbanger num werewolf com sangue nos olhos. E aí não há bala de prata que derrube a massiva força de um rebelde em exercício.
Os fundamentos do Thrash Metal, como tudo que circunda a verdadeira cena, são tão familiares e recorrentes para os metallers quanto vibratos desconcertantes. Mas estão tão a frente como sonoridade que, quando observamos a fauna & flora das bandas atuais (afeminadas, mimadas, super-produzidas), permanecem abrasivos, fatais como plutônio. Queimam sem piedade!
Irei resenhá-los aos poucos, sem pressa (jamais fazendo uma crítica faixa a faixa, que considero chata para quem lê e sinônimo de cultura rasa para o escriba). Até o instante da chegada dos mesmos, permaneciam como discos importados, caros e, devido a ladeira abaixo do mundo digital, também disponíveis on line gratuitamente para os morosos “metaleiros” de fim de semana.
Se você, leitor desavisado, busca novas sonoridades, esqueça Heavy Metal, pare de ler a Coluna RIFF. Você será a mosquinha morta depois do próximo ‘veraneio’ musical!
Prato do dia: Skeletonwitch.
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Disco: Beyond The Permafrost
Lançamento: 2007
Formato: CD (importado)
Skeletonwitch:
Nate Garnette (guitarra)
Scott Hedrick (guitarra)
Chance Garnette (vocal)
Eric Harris (baixo)
Derrick Nau (bateria)
À medida que você envelhece sua mente passa a armazenar odores, sentimentos & situações que servem de base para a sua vida. Isso eu chamo de experiência! Aquela habilidade de discernir mais aguçada daqueles que escaparam da morte por mais tempo do que outros. No quesito música aprendi (a ouvir) muita coisa, enxergando elementos singulares.
A banda Skeletonwitch é bastante singular. Sua música é Thrash Metal. Seu visual é Thrash Metal mas há diferenciais. A começar por faixas curtas com 2, 3 ou 4 minutos. O monumento Beyond The Permafrost (que título lindo!) é o segundo full lenght do grupo. Banda norte-americana (Athens/Ohio) fundada em 2003 da qual só consegui traçar um paralelo musical com o contemporâneo Amon Amarth, quando das bases de guitarra ‘tristes’, monotemáticas. Outra característica: faixas desafiadoramente intrincadas. Não há espaço para a preguiça musical. Um vocal rascante, econômico, marca as músicas. Acertaram quando pontuaram a ‘metranca’ somente como antítese da cadência inerente ao Thrash nas 12 composições (o inverso do Grind Metal). Com um par de guitarras (Garnette/Hedrick) que utiliza a técnica como ponte para entregar fúria em riffs que já nasceram clássicos!

Beyond The Permafrost data de 2007, continua importado – a banda já tem um novo monstro musical denominado Breathing The Fire prestes a ser lançado – e será difícil de ser superado por um novo trabalho.
Um disco inspirado, empolgante, rápido. Skeletonwitch é a jóia da coroa do novo Thrash Metal!
Faixas:
01 – Upon Wings Of Black
02 – Beyond The Permafrost
03 – Baptized In Flames
04 – Sacrifice For The Slaughtergod
05 – Vengeance Will Be Mine
06 – Limb From Limb
07 – Cast Into The Open Sea
08 – Fire From The Sky
09 – Soul Thrashing Black Sorcery
10 – Remains Of The Defeated
11 – Feast Upon Flesh
12 – Within My Blood
*Bruno Bruce renegou o batismo cristão dos seus pais nos primeiros minutos da música Deathrider (Anthrax) gravada numa fita-cassete por um roqueiro natalense. Como headbanger viu modas musicais surgirem e morrerem como moscas num verão.
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1 Comentário »



outubro 5, 2009 em 8:25 AM
[...] METAL TROO NO ROCK POTIGUAR [...]