Coluna: RIFF – Ramming Speed

20/09/2009 por Bruno Bruce

Coluna: RIFF – Ramming Speed

Por Bruno Bruce*

Avisado por um website especializado, parti numa busca particular pelo new blood metálico. Comprei alguns CDs de bandas promissoras no Thrash Metal, sub-gênero mais empolgante do estilo. Se o Heavy Metal, no seu estado puro, emociona-me de maneira etérea o Thrash é a trilha sonora para a metamorfose de um simples headbanger num werewolf com sangue nos olhos. E aí não há bala de prata que derrube a massiva força de um rebelde em exercício.

Os fundamentos do Thrash Metal, como tudo que circunda a verdadeira cena, são tão familiares e recorrentes para os metallers quanto vibratos desconcertantes. Mas estão tão a frente como sonoridade que, quando observamos a fauna & flora das bandas atuais (afeminadas, mimadas, super-produzidas), permanecem abrasivos, fatais como plutônio. Queimam sem piedade!

Irei resenhá-los aos poucos, sem pressa (jamais fazendo uma crítica faixa a faixa, que considero chata para quem lê e sinônimo de cultura rasa para o escriba). Até o instante da chegada dos mesmos, permaneciam como discos importados, caros e, devido a ladeira abaixo do mundo digital, também disponíveis on line gratuitamente para os morosos “metaleiros” de fim de semana.

Se você, leitor desavisado, busca novas sonoridades, esqueça Heavy Metal, pare de ler a Coluna RIFF. Você será a mosquinha morta depois do próximo ‘veraneio’ musical!

Prato do dia: Ramming Speed.

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Disco: Brainwreck

Lançamento: 2008

Formato: CD digipack (importado)

Ramming Speed

Ricky Zampa (guitarra)

Kallen Bliss (guitarra)

Pete Gallagher (vocais)

Derek Cloonam (baixo)

Jonah Livingston (bateria)

Junte seus amigos, tire os móveis da sala e realize uma roda de pogo ao som de Brainwreck. Aqui está um pouquinho de English Dogs, DRI, Anthrax (fase mais crossover) e todos os momentos mais inspirados destes. Vocal perfeito, bem direto, gritado com competência, sem afetações ou pedaleiras. Muito, muito, muito old school way crossover!

Comprei o CD diretamente da banda e voltei no tempo para meados de 1985 quando li um ‘thank you’ assinado pelo baterista (no cartaz da gravadora). Alguma banda gringa ainda faz isso? Fiquei surpreso.

O Ramming Speed é peça obrigatória para qualquer brasileiro que pensa fazer punk rock/grindcore Metal ou acha que já o faz com alguma competência! Vai destruir suas esperanças, seu otário! Você irá sentir-se um miserável músico. Treze faixas cruciais, tão descompromissadas que são pré-requisitos ao fã de música pesada. Escute mais atentamente All In All (que variações, que vocalzão!) & The Threat (maligna, rápida).

Energético, furioso, bom de ouvir, ótimo senso de humor. Revigorante como uma golada na sua cerveja predileta num dia de calor!

Minha maior surpresa recente.

Faixas:

01 – Speed Trials

02 – The Threat

03 – Lazer Assault

04 – All In All

05 – Shane Embury Is The Brad Pitt Of Grindcore

06 – Bogus Facade

07 – Sound The Alarm

08 – Immigrant Song

09 – Political Party

10 – Man Vs. Machine

11 – Arrested Development

12 – A Modern Myth

13 – Heavy Metal Thunder

http://www.myspace.com/officialrammingspeed

*Bruno Bruce renegou o batismo cristão dos seus pais nos primeiros minutos da música Deathrider (Anthrax) gravada numa fita-cassete por um roqueiro natalense. Como headbanger viu modas musicais surgirem e morrerem como moscas num verão.

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