Coluna: RIFF – I’ll Take Your Soul and Plant My Seed

16/01/2009 por Bruno Bruce

Depois de haver escutado o pífio Death Magnetic (Metallica) e observar o retorno do Sepultura na forma de Cavalera Conspiracy compreendi algo importante: para James & Cia o poço secou! Desistam e voltem para suas casas milionárias nos EUA. Continuem com a terapia de grupo e imaginando como gastar os dólares (milhões) que acumularam quando ainda eram pertinentes. Quanto a Maximiliano e sua trupe…a fúria e a vontade ainda residem em suas almas e vertem em Heavy Metal digno de seu passado honroso. Incrível isso! Criadores e criaturas em posições diametralmente opostas quanto ao seu surgimento. Ainda lembro de Igor alardeando (na revista terra brasilis Rock Brigade) seu amor teenager pelo Kill ‘Em All (e desprezo pelo Ride The Lightning; para mim, desprezo incompreensível, mas eram os tempos die-hard fans). Hoje o Cavalera Conspiracy sangra da fonte que bebeu décadas antes. E jorra Metal simples, embalado num pacote bonito para agradar os padrões atuais. Drogas, todo mundo usou. Grana, todos ganharam. Problemas familiares…os Cavalera são experts. O Metallica se apega no discurso “somos vítimas dos excessos e do sucesso”, demonstrando a fraqueza oriunda dos excessos e a poesia rasa e pobre sintomática de fim de festa.

Nem por isso perderia um show dos The Four Horsemen. Saberia apreciar a queda monumental dessa mastodonte, ultrapassado pelo tempo, mas majestoso. A decadência tem seu quê de beleza, como sua mulher; antes jovial, fresca de vigor, sexualmente louca, inconseqüente. Hoje, na sua sala de jantar, entre biscoitos e café forte, e você a olha-la, relembrando os (incríveis) momentos vividos a base de testosterona juvenil e álcool. É isso que falta no Metallica e é isso que jamais voltará, mas os amamos da mesma maneira, porque representa o que fomos e é parte do que sempre seremos.

O Cavalera Conspiracy poderá não ter uma vida útil tão longa quanto o Metallica e fatalmente não exercerá a força mutatória que os masters of puppets imprimiram na música pesada, mas plantaram (mais uma vez) sua semente, seu vigor. Já o Metallica perambula nos mega-festivais,
sem alma, sem mojo, com milhares de (novos) fãs dentro dessa barca furada sem rumo chamada Death Magnetic. Max ainda segue interessante. Andreas e seus asseclas acéfalos no new Sepultura, depois de haverem raspado o tacho da criatividade, tentam agora destruir a imagem outsider característica de uma grupo do naipe do old Sepultura, em parcerias esdrúxulas com homossexuais não declarados (Júnior Lima, Caetano Veloso), em propaganda nacional de veículos e cantando a música Garota de Ipanema na premiação do Grammy Latino, dentre outros desastres de credibilidade igualmente lamentáveis.

Conheci “headbangers” que só haviam escutado o Metallica do Black Album para cá. Caras mais novos, é verdade, mas não justifica o desconhecimento do passado do grupo, numa sociedade na era da internet, do I-Pod, do MP3, das facilidades virtuais, do barateamento do acesso a informação. As palhetadas que redirecionaram o Heavy Metal no Kill ‘Em All não podem ser desconhecidas do público metálico, tenha ele a idade que tiver, de que geração for.

Max arrancou o coração do Metallica enquanto este ainda respirava e ofegava da batalha, vencido, no chão, aguardando o golpe final redentor, capturando assim sua alma e libertando-a na sua própria música.

*Bruno Bruce Renegou o batismo cristão dos seus pais nos primeiros minutos da música Deathrider (Anthrax) gravada numa fita-cassete por um roqueiro natalense. Como headbanger viu modas musicais surgirem e morrerem como moscas num verão.

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10 Respostas para “Coluna: RIFF – I’ll Take Your Soul and Plant My Seed”

  1. Portal RockPotiguar » Blog Archive » Coluna: RIFF – Mantic Ritual Falou:

    [...] de modo tosco as músicas criadas por Ulrich/Mustaine/Hetfield. Aliás, gostaria de poder amarrar Lars Ulrich e James Hetfield, chicoteá-los com todas as minhas forças ao som de Next Attack, gritando: “Vocês inventaram [...]

  2. Portal RockPotiguar » Blog Archive » Coluna: RIFF – Ruído das Minas Falou:

    [...] há um decadente/vergonhoso Sepultura por [...]

  3. Ramon Falou:

    Tem muita gente que não viveu o surgimento e auge do thrash metal e vive de um saudade punheteira dessa época, condenando a priori tudo que não remeta diretamente ao som feito naqueles anos. O Cavalera Conspiracy é bom? Sim, muito. Mas somente um néscio não consegue perceber que é muito mais recauchutado do que o Death Magnetic. Outro atestado de desconhecimento da atual fase do Metallica é dizer que a banda se arrasta de festival em festival, “sem mojo e sem alma”. Basta ouvir os bootlegs dessa turnê, fuçar o youtube atrás dos proshoots e vídeos dos shows, pra perceber que essa é a melhor tour do Metallica em muitos anos. Fazer xiliquinho porque não é outro Kill ‘em’All é coisa de gente que aprecia muito mais um determinado estereótipo do metal (que no caso do Metallica nunca existiu realmente) do que de quem realmente pára e ouve o disco. Só um surdo pra chamar o Death Magnetic de pífio…francamente…

  4. Gregorio Tadeu Szalontai Falou:

    Opinião é que nem c.u… cada um tem o seu… Alguns detalhes:
    - cavaleras conspiracy: usar os mesmos timbres de sempre, mesmos riffs de sempre, mesma levada de sempre… soa, no minimo, desonesto… não é um som sincero…
    - metallica: a cada album com timbres novos, grooves novos, pegada nova… bom demais… unica critica aceitavel seria os timbres de batera do st. anger (dos quais eu gosto, mas respeito as criticas, pq não é de agrado de todos)
    - new sepultura: acefalos… tsc tsc tsc…. a-lex!!!!

  5. Gregorio Tadeu Szalontai Falou:

    Como o Andreas mesmo disse em entrevista recente… “(…) o som dos caras não está ruim, mas a ideia de tentar emplacar o CD Roots atrás de Roots, não me agrada(…)”. Na minha opinião música é buscar o novo, experimentar dentro de um conceito, não encontrar uma formula que deu certo no passado e tentar recria-la a cada disco lançado… quem é musico sabe o quanto isso é chato e desonesto… Se o Maiden tivesse lançado Killers atrás de Killers seria no minimo chato (apesar de no final da carreira eles estarem lançando coisas bem parecidas, com exceção do matter of life and death que é muito bom e inovador, principalmente da maneira em que foi concebido)

  6. Hugo PySilva Falou:

    Mais um demonstração que o próprio público metal se acaba, com mente presas, sem aberturas criativas e xiitas em passados, renegando sempre o curso natural das coisas.

    Sempre preferem que uma banda se repita durante anos e décadas, do que elas experimentem, errem, acertem e procurem novas formas de se fazer a mais linda das artes: A Música.

    Pense nisso, caro colunista.

  7. Thalita Falou:

    Nunca li tanta merda junta na minha vida. Aliás, isto deveria estar na coluna de humor, na melhor das hipóteses.
    Utilizando seu próprio trecho “na era da internet, do I-Pod, do MP3, das facilidades virtuais, do barateamento do acesso a informação” qualquer um se dá ao direto de ser “colunista”. tsc tsc tsc

  8. JAHetfield Falou:

    VC é ridículo!!! “renegou o batismo…. são pessoas como vc que ridicularizam o Metal…

    Morte aos Falsos!!!
    Metal up your ass

  9. Ivo Falou:

    este texto é no minimo uma tristeza de mentalidade por parte de alguém q tem sérios problemas relacionados com atitude… e certamente não sabe escrever um artigo de opinião. Ora, os Metallica andam em mega-festivais? certo. sem vida? sem mojo? completamente ERRADO! só diz isso quem não tem ido aos concertos de Metallica nos ultimos anos! um conselho ao autor deste artigo, vá assistir a um concerto de Metallica e depois venha rever o artigo, não seja ‘one sided’ e ignorante.

  10. Rafael Falou:

    Bruno Bruci fala um monte de merda, cara babaca que tem visão conservadora. O pior é que não precisa mais de faculdade pra ser jornalista, imagina a quantidade de merda que as pessoas terão que ler…sem contar que esse salame(Bruno Bruci) acha que é autor de livros de terror, na boa cara vai fazer outra coisa.

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